É chamado de “vetor” (condutor), pois, quando infectado, pode transmitir diferentes vírus causadores de... (clique em "mais informações" para ler mais)
enfermidades como febre amarela, dengue, chikungunya e febre zika. A picada se dá apenas pela fêmea, que necessita de muita energia para postura de seus ovos.
Já no início do século XX, a principal preocupação foi a febre amarela, doença que afeta o fígado, causando icterícia e deixando o doente com a coloração amarelada na pele e olhos.
Todavia, por mais incrível que pareça e com a tecnologia existente na época, em 1958 o mosquito foi considerado erradicado do Brasil, mas ressurgiu na década de 70 em função de falhas na vigilância epidemiológica e, desde então, nunca mais ficamos livres do inseto.
Ele foi o responsável, na década de 80, por uma grande epidemia de dengue iniciada no Rio de Janeiro e de outros diversos surtos da doença, que ocorrem até os dias de hoje.
Em 2013, outra doença também transmitida pelo mosquito - a Chikungunya -, foi, pela primeira vez na história, documentada na América. Vinda da África, atingiu milhares de pessoas no Brasil. Sua denominação significa “aqueles que se dobram”, em um dos dialetos tanzanianos, em função das dores provocadas nas articulações. A doença, apesar de pouco letal, é muito limitante.
Já em 2015, surge no Brasil a febre zika. Seu nome se refere à floresta de mesmo nome em Uganda e existem suspeitas de ter chegado aqui durante a copa do mundo de 2014. Inicialmente considerada uma doença pouco agressiva, no final de 2015 este conceito se modificou, pois o Ministério da Saúde confirmou sua relação com o surto de microcefalia (déficit no crescimento cerebral que pode resultar deficiência física e mental) em bebês cujas mães contraíram a doença no início da gestação.
Assim, o Aedes Aegypti se tornou um dos maiores problemas de saúde pública deste País. A conscientização da população sobre o seu importante papel de eliminar locais nos quais o Aedes Aegypti possa se reproduzir, segundo o Ministério da Saúde, é a principal ação contra o mosquito, mesmo porque o uso de repelentes e utilização de roupas para essa finalidade são medidas que podem não proteger completamente o indivíduo.
Foto: James Gathany
Fontes: Ministério da Saúde; http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/perguntas-e-respostas-dengue (acesso em 12/01/2015); Aedes aegypti: histórico do controle no Brasil - Epidemiol. Serv. Saúde v.16 n.2, 2007. Chikungunya no Brasil: um desafio emergente - Rev Bras Epidemiol jan-mar 2015; 18(1): 283-5, DonalisioI, M.R. , Ribas Freitas, A.R.
Fonte: SECRETARIA DA ÁREA DA SAÚDE, TJSP
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Maria da Glória Perez Delgado Sanches
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