PLANTANDO DÁ, SIM

RECICLAR É PRECISO

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RECICLAR É PRECISO. O MAIS, SERÁ PRECISO? Viver com alegria é viver em paz e harmonia. É olhar com a alma, observar com o coração, agir em conformidade com a natureza. Somos tanto mais necessários quanto mais úteis, em equilíbrio com o todo. Somos um; você sou eu e tudo o que o afeta, afeta a mim, também.

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domingo, 17 de novembro de 2013

QUE LOUCURA FOI ESSA?

Imagem: veja.abril

Final de semana gordo e rodovias congestionadas. Horas em filas de automóveis que seguiam vagarosamente ou paravam, sem possibilidade de escape. 
Carros com placas de Ribeirão Preto, São Joaquim da Barra, Araras, Leme, Limeira, São João da Boa Vista, Lins, Ibiúna, Cotia, Jaú, Americana, Franca, Americana, Araçatuba, Catanduva, Jaboticabal, Barretos, Jandira, Bragança Paulista, Rancharia, Campinas, Botucatu, Limeira, Rio Claro, Piedade, Sorocaba, São Roque, Bauru, São Carlos, Garça, Tietê, Jundiaí, entre as que anotamos (o que fazer para se distrair?), muitos deles em comboios, seguiram para a Baixada Santista.
Qual o motivo da febre? Qual a explicação para que cidades tão próximas de locais mais aprazíveis - litoral norte (Ubatuba, Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião ou mesmo Bertioga) ou sul (Peruíbe, Itanhaém, Ilha Comprida, Cananeia, Iguape) e Rio de Janeiro (Parati, Angra dos Reis, a capital fluminense) - do que Praia Grande tivessem esta última por destino? 
Como explicar que turistas de todo o Estado de São Paulo despendessem horas até a rodovia para se aventurar em um trajeto caótico com destino a um inferno poluído?
As vias que conduzem ao litoral paulista há muito esgotaram a possibilidade de bem atender aqueles que por elas trafegam. Existe projeto para a construção de nova rodovia, divulgado desde 1997 e engavetado pelo governo estadual. Se e quando se tornar realidade sua utilidade estará ultrapassada. 
O fato é que desde o quilômetro dezesseis da Imigrantes e até a segunda entrada para a Praia Grande o tráfego de veículos era um pesadelo. A partir daí, o caos ficou para trás.
Foram apenas três dias, que dispensamos, pois retornamos mais cedo, por precaução, enfrentando novo congestionamento, trechos com chuva e outros com neblina, à noite.
Não. Nosso destino era outro. Minha praia é outra. Limpa, calma e serena, a praia não guarda semelhança com a loucura da popularesca cidade. Que Deus assim a conserve.

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Maria da Glória Perez Delgado Sanches
Membro Correspondente da ACLAC – Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências de Arraial do Cabo, RJ.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

BOA NOITE, SÃO PAULO, BOM DIA, PRAIA!

Outro congestionamento recorde nas estradas de São Paulo. 
Depois da semana de trabalho, final de semana gordo e ensolarado. Praia, sol, mar, amigos e família. Andar na areia, colher conchas, molhar os pés, mergulhar. Ar puro, água limpa.
Boa noite, São Paulo; bem-vinda, praia minha!
Um ótimo final de semana, aos que optaram pela cidade, livre, aos que preferem o mar, o campo ou a montanha.



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VIVER EM CIDADE É VIVER CERCADO DE GRADES. SE NÃO É POSSÍVEL DISPENSÁ-LAS, ESCOLHA A SUA. FOTOGRAFIAS DE GRADES COLHIDAS AO LONGO DO CAMINHO

Gostaria de viver em um mundo sem muros, grades ou cercas. 
Não é possível.
Colho, então, imagens das grades das casas e prédios, que encontro ao longo do caminho. 
Se não podemos viver livres das grades é possível, ao menos, escolher a que proteja nossa prisão - ou casa.
























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ACREDITA NO MELHOR. DÊ O SEU MELHOR. E TENHA PACIÊNCIA.


"O seu maior amigo é você mesmo; o seu pior inimigo é você mesmo.": uma das frases de meu pai.
Sempre haverá "espíritos de porco". São apenas obstáculos a contornar. Eles existem para testá-lo e fazê-lo crescer. As trevas temem a luz.
Esteja em paz com você mesmo, dê seu melhor, a cada dia, sorria para a vida.
Veja o sol e seus raios que chegam a você, filtrados pela janela, pelas nuvens, pelas árvores.
Você é seu centro, a irradiar energia. 
"Acredita no melhor... tenha um objetivo para o melhor, nunca fique satisfeito com menos que o teu melhor, dá o teu melhor, e no longo prazo as coisas correrão pelo melhor." Henry Ford
As plantas, para crescer e dar frutos, precisam de rega, alimento e sol. Também de tempo.
O tempo e a paciência, aliados a uma atitude positiva, sempre resultarão em bons frutos. 
É preciso perseverar.

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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Não seria a hora de se repensar a roda dos expostos (ou roda dos enjeitados)?

"Recém-nascido é deixado em terreno baldio" é título de notícia veiculada pelo Estadão de 07/11/2013, sobre mais um abandono de bebê. Uma mulher encontrou um recém-nascido abandonado em um terreno baldio, em Mogi Guaçu, interior de São Paulo, em um saco de lixo. O menino, que ainda possuía o cordão umbilical, foi encaminhado pela guarda metropolitana para a Santa Casa de Mogi Guaçu. Ele pesa 2,650 quilos, está em uma incubadora e passa bem. Acionado o Conselho Tutelar, nenhum parente foi localizado. A Polícia Civil investigará quem é a mãe.

Não seria a hora de se repensar a roda dos expostos?

Notícias como a publicada pelo jornal são comuns, de tal forma que o abandono de recém-nascidos não chega a sensibilizar os leitores.

No Brasil, seguindo costume implantado na Europa, tivemos instaladas rodas dos expostos - um cilindro de madeira dividido ao meio no qual, anonimamente, crianças eram depositadas - desde o século XVIII. Enquanto durou o uso, o mecanismo foi a melhor solução para que bebês enjeitados - seja pelas regras morais, seja pela pobreza - tivessem acolhimento rápido e diminuíssem as taxas de mortalidade.

Fomos o último país a abolir a roda dos enjeitados, em 1950. Será que não seria a roda, hoje, um caminho mais digno às crianças abandonadas?

À falta de condições para cuidar do bebê somamos a dependência das drogas. O site uol (http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/09/22/bebes-abandonados-por-adolescentes-viciadas-em-crack-preocupa-autoridades-do-rio.htm) divulgou recentemente matéria sobre recém-nascidos, filhos de mães dependentes de crack e abandonados no Estado do Rio de Janeiro. Segundo a notícia, somente a 1ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso do Rio de Janeiro recebe, mensalmente, pelo menos 80 pedidos de audiência para medida protetiva de abrigamento a recém-nascidos. 

Pensa-se em maneiras de atrair as mães drogadas - e muitas vezes adolescentes - para que façam acompanhamento pré-natal, dado que as crianças nascem, em geral, com problemas irremediáveis.

Não adianta fechar os olhos. Basta visitar um abrigo de menores abandonados: os pais de tais crianças e adolescentes perderam o poder familiar e pencas de irmãos que quase invariavelmente apresentam algum problema de cognição aguardam, indefinitivamente, que alguém se interesse pela adoção.

As leis não ajudam. Impõem que o adotante leve toda a prole ou nada. O processo de adoção é demorado e dramático. Muitos juízes, entretanto, colocam-se a favor do Direito - e do adotado - permitindo que irmãos sejam separados (e alguns deles, ao menos, sejam adotados).


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terça-feira, 12 de novembro de 2013

GASTRONOMIA E LITERATURA. O LIVRO DO SAL. ROMANCE E SEGREDOS DE FINA CULINÁRIA.

O Livro do Sal, de Monique Truong, retrata a vida a partir da visão de um cozinheiro vietnamita, Bihn, que mora com Gertrude Stein e Alice B. Toklas - ícones de seu tempo -, em Paris.
A relação de Gertrude com a comida era formidável. Em um de seus manuscritos, a escritora confessa: "Amo comer, livros e comida, comida e livros. Desde que eu era pequena, sempre gostei de me sentir entupida de tanto comer". Ela e sua mulher, Alice B. Toklas, com quem viveu por 40 anos, eram conhecidas pelos jantares que ofereciam. Em 1933, Gertrude recebeu um convite para fazer conferências pelos Estados Unidos. A oportunidade era ótima, mas ela titubeou. Não tinha boa impressão da comida americana, e passar fome era um preço alto demais, mesmo por motivo nobre. Ela pediu para mandarem o cardápio do hotel em que se hospedaria. Apenas depois de analisá-lo - e aprová-lo - decidiu partir (Revista Época, 4 de novembro de 2013).
Original, agradável e bem escrito, o romance pode ser lido em uma noite - ou um final de semana.
Prepare-se! É delicioso!

Selecionei algumas passagens ligadas à culinária, que a seguir reproduzo. A despeito da matéria aqui direcionada, o livro vale pelo todo: sua redação é inteligente, tem estilo e é dinâmica; além das experiências de um chefe de cozinha excepcional, relata histórias humanas, em uma delicada narrativa.
De todo modo, não se engane. Não é porque separei alguns trechos que o livro é uma maçante e infindável aula. Ao contrário: deixei o melhor para o leitor. Afinal, é um romance, não uma obra dedicada à arte culinária.

Gênios e seus problemas
Na introdução, uma citação de Alice B. Toklas: "Com certeza tivemos sorte em encontrar bons cozinheiros, embora eles tivessem suas fraquezas em outros aspectos. Gertrude Stein gostava de lembrar-me que, se não tivessem essas falhas, eles não estariam trabalhando para nós".

Guisado de frango
"Poularde: galinha gorda; poulette: franga nova. (N. da T.) Guisado de frango partido em pequenos pedaços, cozido e servido em espesso molho branco feito do próprio caldo do cozimento." (p.31)

Bolo de carne
"Bolo de carne. Com essência de laranja e regado a vinho branco" (p.41).

Abacaxis - prato principal e sobremesa
"Naquela tarde eu queria perguntar à senhorita Toklas se o orçamento doméstico permitiria a compra de dois abacaxis para um jantar em que as Mesdames teriam dois convidados. Queria explicar a ela que cortaria o primeiro abacaxi em rodelas da espessura de uma folha de papel, passando-as na manteiga com cebolinha e pedaços de carne; que o açúcar do abacaxi seria caramelizado durante o cozimento, emprestando um toque defumado inebriante; que esse prato é uma versão refinada do prato predileto de minha mãe. Queria dizer a ela que cortaria o segundo abacaxi em pedaços pequenos, os deixaria de molho no kirsch, formando assim uma camada suculenta onde se acrescentariam colheradas de sorbet de tangerina; que enfeitaria as beiradas com um filete de creme sem açúcar, uma fileira de rosetas cor de marfim. E, como sou vaidoso e nada mais quero senão ouvir os elogios que consigo suscitar, queria explicar-lhe que espalharia por cima pétalas de violetas cristalizadas (1), com os cristais do açúcar cintilando." (p.49)
(1) pétalas de flores, como rosas e violetas, fazem parte da culinária internacional

Ovos nevados
"Sessenta e dois convidados eram esperados naquela noite para o jantar de aniversário de Madame. Cento e vinte e quatro ilhas de merengue em formato de turbantes, decoradas com finas linhas de açúcar caramelado seriam colocadas de duas em duas em tigelas de cristal cheias até as bordas com creme zabaione gelado. Anh Minh dizia que este prato provava que o velho Chaboux estava à altura do seu chapéu de chef. Seu substituto, chef Blériot, devia concordar poi essa era a única receita do regime anterior que continuava sem nenhuma alteração. Embora, dizia Anh Minh, não fosse nada ortodoxa, um desvio claro da receita clássica de oeufs à la neige. Anh Minh traduziu para mim , "ovos nevados", como se fosse a primeira linha de um poema." (p.63)

Molho zabaione ou creme inglês
"'Molho zabaione em vez de crème anglaise!' Anh Minh repetia a solução dramática do chef agora demitido. Todos os anos Minh o Subchefe informava, recontando os ingredientes enquanto guardava em seguedo suas exatas proporções, que os preparativos haviam começado e durariam a noite toda. "Bata as gemas dos ovos com açúcar e vinho branco seco, mantendo a chama o mais baixo possível", em pé numa cozinha improvisada iluminada pelas estrelas e a luz clara da luz, explicava-me mais uma vez a receita, sabendo que esta seria sua última aula, lamentando que no final ela significasse tão pouco." (p.65)

Doce e salgado
"Eu sei que as laranjas são mais cobiçadas", diz. "Podem ser comidas sozinhas. O doce é bom por si só. O amargo requer sal e pimenta e eu não tenho nada disso sobrando." (p.95)

Pato assado
"Vinte e quatro figos maduros, com a pele se abrindo. Uma garrafa de vinho do porto. Um pato. Doze horas.  (p. 97) Doze horas serão suficientes para uma longa e produtiva junção. Até lá, os figos estarão encharcados de vinho e o vinho brilhando como o mel que brota da fruta. O porto estará então ponto para ser derramado sobre o pato, que deverá ficar numa tigela de barro, cujo interior tenha sido escurecido pelos anos de uso ininterrupto, de preferência assando apenas patos em vinho do Porto. Tal recipiente, pelo que sei, não deve ser lavado com sabão. Apenas água. Os resíduos devem ser retirados mas não os sabores, entranhados que estão pelo calor e pelo hábito. O pato é então colocado no forno quente durante uma hora e regado, aproximadamente de dez em dez minutos, com colheradas de vinho do Porto que vão se encorpando com a gordura derretida e os açúcares concentrados. Antes que o vinho se reduza a nada, adicionam-se os figos, e caldo apenas suficiente para evaporar e umedecer o calor no final do cozimento.
Arroz, coberto com uma demão de manteiga, polvilhado com sálvia, verde-prata, será um belo acompanhamento." (p. 100/101)

Arroz embrulhado em folhas de bananeira
"Dos seis aos doze anos, os assuntos do meu cotidiano eram folha de bananeira, arroz cru grudento, bananas maduras demais que ninguém comprava e as histórias da minha mãe. As folhas, Má ensinou-me a cortar na largura, em três pedaços. Depois as mergulhávamos na água para que ficassem maleáveis. Tinham de absorver o máximo de água que suas veias pudessem aguentar. Precisariam da água mais tarde, quando o calor sobreviesse impiedoso e cheio de fúria. (...) Sua mão direita mergulha numa bacia de água, sacudindo de dentro uma folha verde perfumada. A mão esquerda desliza sobre uma tigela grande, onde o arroz cru passou a noite, sob um cobertor de água fria. Ela agarra um punhado de grãos, separando lentamente os dedos, e deixa que a água leitosa escorra e pingue. Coloca o que resta em sua mão no meio da folha. Eu adiciono fatias grossas de banana, cortadas ao comprido para aumentar a superfície que foi dividida e exposta, e de onde seus doces sucos começarão a fluir. (...) e eu o amarro com uma tira de capim comprida e fibrosa. O vapor fará o resto." (p. 103)

Haricots verts sautée. Camarões, manteiga e agrião
"Haricots verts sautée (bagos finos de feijão verde fritos em gordura quente) com alho e gengibre em um deles e agrião murcho por um rápido aquecimento no outro (...) - Cogumelos - repeti. Um acréscimo inesperado, pensei. Enriquecidos pelo mofo da decomposição florestal, esses cogumelos estavam escondidos sob os haricots verts até que seu aroma os denunciou e começamos a procurá-los com as pontas dos garfos. - Manteiga? - Sim - concordou ele. Camarões com sal e pimenta rematados com uma fina camada de manteiga quase queimada! Que maravilha! Pensei, não em voz alta, é claro, com a boca completamente cheia. Quando a manteiga derretida ficava de uma cor um pouco acima do dourado, adquiria, inexplicavelmente, como Anh Minh me ensinara, o sabor de nozes assadas em chama de lenha. Uma lição que, agora, eu estava feliz de reaprender. - Agrião? - Ele parou no meio de uma mordida e me fitou. Espantado, pensei. Minhas perguntas anteriores - que mais pareciam pedidos de confirmação - podem ter sido apenas formuladas, mas indicavam  um  paladar que passara algum  tempo em uma cozinha profissional. Essa pergunta, contudo, poderia ter sido feita por um simples ajudante de cozinha. O agrião é inconfundível, deixa um sabor amargo na boca, frio no corpo, uma verdura que qualquer vietnamita pode identificar de olhos fechados. Conheço bem esse prato. Não era essa a questão. A receita, aparentemente simples, exige que o óleo seja aquecido até sair fumaça e temperado com nada além de uma generosa pitada de sal e uma piscadela de olho. Qualquer outro contato com o calor transforma os talos de agrião em cordas que se prendem no céu da boca impedindo a deglutição." (p. 121/123)

Flores de sal
"Flores de sal - traduziu ele - Pense num poema. Numa "flor" como a primeira coisa a brotar com o calor do sol." (p. 123)

A melhor omelete
"- Ela quer uma omelete - diz senhorita Toklas, ocupada com pratos, pratas e bandejas. Seis ovos batidos com uma pitada generosa de sal até que a mistura esteja inflada de ar, até que a cor clareie e alcance aquele vago amarelo do centro da camomila. Duas colheres de sopa bem cheias de manteiga, a primeira derretida até chiar na frigideira, a harmonia da expectativa. A segunda é colocada sob a camada porosa que se formou em menos de um minuto, se o calor estiver na temperatura exata. Um prato simples que revela o mestre e expõe o novato. Minhas omeletes são bem vistas e tidas em alta estima por todos os que já as provaram. Como crianças, ingênuos e cheios de assombro, sempre preguntam: - Qual é o seu segredo?" (p. 191)

Noz moscada
"Noz-moscada! - minto. Uma revelação importante, pensam sempre. Acreditam em um ingrediente "secreto", um bálsamo para o seu orgulho gaulês, um elixir mágico que qualquer um possa empregar para repetir o meu sucesso. Sua presença rebaixa a minha habilidade, desvaloriza o meu trabalho. Sua própria existência me ameaça. Madame, se acrescentarmos uma pitada de noz-moscada recém-ralada aos ovos batidos, teremos uma omelete com gosto de sabonete e o odor de certos insetos que quando esmagados emitem um cheiro peculiar para advertir os outros. A noz-moscada é uma vilã quando não é misturada ao açúcar e ao creme. Usada sozinha numa omelete, não vai lhe matar, Madame, mas certamente irá lhe engasgar. Se existe um segredo, Madame, é este: repetição e rotina. Sujeição e subserviência. A seu dispor." (p. 192)

No oriente, branco é a cor do luto
"- Por que não deixar tudo branco? (...) - Branco é cor de luto - disse ela." (p. 204) 
Por que a observação? O que tem a ver com o tema? 
Nada, absolutamente. E tudo: não é um comentário sobre culinária, mas é deveras interessante. Para quem não sabia, vale a informação. 

Um inesperado toque de ironia na voz familiar de um amante

"Chocolate com Pimenta" não inovou. A combinação doce-picante já era utilizada, sutilmente, há muito tempo. Aqui, Bihn brinda os leitores com o toque da pimenta no sorvete de baunilha. É preciso ter o paladar muito apurado para identificar a marca deixada pelos grãos.
"Mais tarde, naquela noite, GertrudeStein descreveu suas atitudes para a senhorita Toklas, por cima de um prato do meu melhor sorvete de Cingapura. Ambas sentiam o gosto da baunilha com gengibre cristalizado, mas somente a senhorita Toklas pôde perceber que havia algo mais profundo, algo que emergia como a sensação de uma renda estendida sobre a língua. Grãos de pimenta, senhorita Toklas. Guarde o leite da manhã até à noite com dez grãos de pimenta mal amassados. Coe e proceda como de costume. A "mordida" que os grãos de pimenta deixam no leite farão com que a pessoa que o experimenta se aperceba, examine novamente a doçura desse prato. Pense nele como um inesperado toque de ironia na voz familiar de um amante." (p. 231)

Saladas: antes ou depois do prato principal?

Porque há divergências culturais e motivos para servi-las no início, durante e ao final das refeições, reservo uma postagem exclusiva para o assunto em 


Gaspacho
Nas páginas 261 e 262 há detalhes sobre o gaspacho de Málaga e o de Segóvia (lista de ingredientes, quantidade e não essencialidade do sal). Reservo aos leitores o prazer da descoberta.

Boa leitura, bom apetite!

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SALADAS: DEVEM SER SERVIDAS ANTES, DURANTE OU DEPOIS DO PRATO PRINCIPAL?

Em São Paulo é praxe servir a salada antes do prato principal. A prática está fundamentada tanto no hábito como na ingestão de menor quantidade de proteínas, gorduras e carboidratos, que acompanham as massas, batatas, arroz e carnes, que compõem o prato principal. 

Com a ingestão das fibras cria-se a sensação de saciedade; por consequência, sobra menos espaço no estômago para completar a refeição. Isso não é sempre verdade quando molhos regam saladas ou ainda quando estas são preparadas com macarrão ou batatas e o prato principal é acompanhado por verduras.

Há os que defendem que, para a melhor digestão, o ideal é a ingestão da salada durante a refeição, junto com o prato principal.

Eu não tinha problemas com o comer saladas até que a empresa em que trabalhava fosse incorporada e, em evidente choque cultural, descobri que talvez o que entendia por normal não fosse tão normal assim - ou certo, ou adequado.

Os gaúchos com os quais passei a conviver - e que desconheciam diversas verduras nossas conhecidas - estranharam o costume. Para eles, o melhor momento para a ingestão das saladas é ao final das refeições, porque a digestão, dessa forma, seria favorecida.

Costumes à parte, o assunto veio novamente à tona quando li O Livro do Sal, de Monique Truong (leia, a propósito, GASTRONOMIA E LITERATURA. O LIVRO DO SAL. ROMANCE E SEGREDOS DE FINA CULINÁRIA)Na página 260, Bihn fornece excelente motivo para que seja a salada servida após as refeições: preparar o paladar para a sobremesa: "Como os franceses, minhas Mesdames preferem as saladas após os pratos principais, algo ácido e picante para ressaltar a doçura do que está por vir. Por isso, Doce Delícia de Domingo, é que os americanos acham as sobremesas francesas tão pouco doces quando comidas separadamente. Pense na sobremesa como o intérprete de um conjunto, que jamais poderia ser forçado a se apresentar nu e sozinho. Salpicado com sementes da fava da baunilha e entremeado com purê de castanhas, o créme renversée à la cévenole eleva a humilde massa assada um estado de graça. Como diria Ahn Minh, "Se você não acredita em Deus, então como explica a castanha?"




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ÁRVORE NÃO É LIXEIRA! O ser humano é o único animal que destrói o meio em que vive.

Árvore não é lixeira.
O ser humano é o único animal que destrói o meio em que vive. Sem ele, há equilíbrio; com ele, o caos.
Esgotar a terra e mudar: novos horizontes a serem arados, explorados. Minérios são retirados, animais mortos, árvores derrubadas.
O ar e as águas, são poluídos.
Cidades são construídas em aglomerados insanos: concentração de milhões de pessoas em armaduras de concreto, a reclamar alimento, água, esgoto, energia elétrica e mais construções, para escolas e hospitais, entretenimento e lazer.
A Terra é explorada como riqueza sua. Não é.
A Terra é mãe, é hospedeira.
O equilíbrio ferido procurará se recompor, porque o caminho será, sempre, a harmonia. Não nossa, mas do todo.
Cada dia mais próximas, catástrofes se repetem: tsunami, vendavais, enchentes, tornados, furacões. As temperaturas chegam a extremos e o ar, seco. Levamos o deserto aonde o verde um dia dominou.
Somos capazes de ler os sinais de esgotamento?
Somos capazes de ter consciência de nosso papel?
Somos os destruidores, os vândalos.
A civilização é destruição.
Até quando?

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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Frio de esturricar, calor de rachar, chuva para mofar: as variações climáticas chegam a extremos. Entretanto, os reclamos da natureza têm causado devastação, em diversas regiões do globo, o que, comparando, tornam nossos incômodos problemas menores, que podem ser bem resolvidos com um condicionador de ar e muito líquido.

Escritório da ONU para assuntos humanitários libera 25 milhões de dólares para ajuda nas Filipinas
Avião de carga C-130 pousa na cidade de Tacloban, nas Filipinas. Foto: Forças Armadas das Filipinas.


O Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) liberou hoje (11) 25 milhões de dólares do Fundo Central de Resposta de Emergência das Nações Unidas (CERF) em resposta à devastação causada nas Filipinas, no final de semana, por um supertufão.
Haiyan, conhecido localmente como Yolanda, é o maior tufão registrado em quase um século e, de acordo com o escritório da ONU para assuntos humanitários, afetou cerca de 9,8 milhões de pessoas e deslocou 660 mil. Funcionários locais estimam 10 mil mortos, mas a contagem pode ampliar conforme a ajuda humanitária chegue às comunidades atingidas.
De acordo com o OCHA, agências da ONU e a Organização Internacional para as Migrações (OIM), os recursos do CERF serão destinados para assistência alimentar, abastecimento de materiais em abrigos e utensílios domésticos, ajuda com a prestação de serviços de saúde de emergência, abastecimento de água potável e instalações sanitárias para os mais vulneráveis.
“Estamos focados, em primeiro lugar, na demanda por comida, abrigos e suporte médico, para prevenir desastres de saúde pública”, afirmou o diretor de operações do OCHA, John Ging. Um dos desafios é superar limitações logísticas, devido aos danos à infraestrutura, estradas e aeroportos. “A escala da devastação também impacta a capacidade de levar ajuda às pessoas que mais precisam. Água potável é uma grande prioridade no momento.”
A coordenadora de ajuda de emergência da ONU, Valerie Amos, deve chegar ao país amanhã para lançar um apelo urgente na capital, Manila.
Fonte: ONU. Blog parceiro cadastrado.

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MANHÊÊÊÊÊÊÊÊ!!!!!! VOLTA LOGO!!!!


VIVENDO EXTREMOS


TÁ CALOR?


PARA QUEM ESPERAVA APENAS UMA SEGUNDA-FEIRA...




quarta-feira, 6 de novembro de 2013

O que somos é consequência do que pensamos. Buda



Ponto de encontro


Cuidado com o que pedir. Pode ser atendido!




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Maria da Glória Perez Delgado Sanches
Membro Correspondente da ACLAC – Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências de Arraial do Cabo, RJ.


terça-feira, 5 de novembro de 2013

Até 3,2 milhões de abortos inseguros de adolescentes acontecem todo ano em países em desenvolvimento

Foto: Site da EBC


Anualmente, acontecem até 3,2 milhões de abortos inseguros em países em desenvolvimento envolvendo adolescentes de 15 a 19 anos. Estima-se que 70 mil adolescentes em países em desenvolvimento morrem a cada ano por complicações durante a gravidez ou o parto.
As implicações da gravidez na adolescência e o que pode ser feito para garantir uma transição saudável e segura para a vida adulta são algumas das questões abordadas pelo relatório “Situação da População Mundial 2013”, do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), que este ano traz como título “Maternidade Precoce: enfrentando o desafio da gravidez na adolescência”.
Segundo o documento – disponível em inglês e espanhol e lançado mundialmente nesta quarta-feira (30) em 150 países – meninas que ficam grávidas antes dos 15 anos em países de baixa e média renda têm o dobro de risco de morte materna e fistula obstétrica que mulheres mais velhas, especialmente na África Subsaariana e no Sul da Ásia.
O estudo alerta ainda que todos os dias, nos países em desenvolvimento, 20 mil meninas com menos de 18 anos dão à luz e 200 morrem em decorrência de complicações da gravidez ou parto.
Em todo o mundo, 7,3 milhões de adolescentes se tornam mães a cada ano, das quais 2 milhões são menores de 15 anos – número que pode aumentar para 3 milhões até 2030, se a tendência atual for mantida.
A gravidez indesejada na adolescência traz consequências para a saúde, educação, emprego e direitos de milhões de meninas em todo o mundo, e pode se tornar um obstáculo ao desenvolvimento de seu pleno potencial.
Em países desenvolvidos, afirma o estudo, 680 mil partos são de mães adolescentes. Cerca de metade deles acontece nos Estados Unidos. O documento do UNFPA aponta que 95% dos nascimentos de filhos e filhas de adolescentes ocorrem em países em desenvolvimento.
Os adolescentes representam cerca de 18% da população do mundo, sendo que 88% deles vivem em países em desenvolvimento.
O custo de oportunidade de vida relacionada à gravidez na adolescência – medida pela renda anual precedente da mãe ao longo da vida – varia de 1% do PIB anual, ou 124 bilhões de dólares, na China, a 30% do PIB, ou 15 bilhões de dólares, em Uganda.
A gravidez precoce tem um alto preço para as adolescentes nas áreas de saúde, educação e direitos. Também as impede de realizar o seu potencial e impacta negativamente o bebê. A economia do país também é afetada pela gravidez na adolescência, pelo fato de as mães adolescentes serem impedidas de entrar no mercado de trabalho.
No Quênia, por exemplo, se as mais de 200 mil mães adolescentes tivessem se empregado em vez de engravidar, 3,4 bilhões de dólares poderiam ter sido adicionados à economia.
Da mesma forma, aponta o estudo, se as meninas no Brasil e na Índia pudessem chegar até seus 20 anos para dar à luz, os países teriam uma maior produtividade econômica equivalente a mais de 3,5 bilhões e 7,7 bilhões de dólares, respectivamente.
O estudo afirma que a educação reduz a probabilidade de casamento precoce e retarda a gravidez. O casamento precoce está fortemente associado à gravidez na adolescência. Cerca de 39 mil garotas com menos de 18 anos se casam todos os dias, alertou a agência da ONU.
O documento do UNFPA pede uma “mudança no perfil de intervenções dirigidas às meninas” para “abordagens amplas que construam o capital humano das meninas, ajudem-nas a tomar decisões sobre as suas vidas, especialmente em matéria de saúde sexual e reprodutiva”, além de lhes oferecer “oportunidades reais para que a maternidade não seja vista como seu único destino”.
A abordagem proposta no estudo deve ter como alvo, diz a agência, “as circunstâncias, condições, normas, valores e forças estruturais que perpetuam a maternidade precoce, por um lado, e que isolam e marginalizam as meninas grávidas, por outro”.
“As meninas precisam ter acesso aos serviços de saúde sexual e reprodutiva e à informação. Elas precisam ser liberadas das pressões econômicas e sociais que muitas vezes se traduzem em uma gravidez, bem como da pobreza, da falta de saúde e da não realização do potencial humano que acompanham a gravidez”, afirma o resumo do estudo em português.
Fonte: ONU. Blog parceiro cadastrado.
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MOLHOS COM ERVAS E LEGUMES PARA ACOMPANHAMENTO DE PEIXES

No Bar do Rocha (Rocha's Boteco), em Itanhaém, há um prato que provei diversas vezes, apreciadíssimo e sempre recomendado por quem o prova (descobri lugar e iguaria por indicação de amigos): postas de peixe frito, acompanhadas de arroz, fritas e um molho, feito com legumes.
O segredo, além do peixe crocante, de carne delicada e consistente (sororoca, ideal para fritura), é o molho de legumes: cenoura e abobrinha ralados (ralador fino), acompanhados de pedacinhos de couve flor, refogados e servidos com alcaparras. Uma combinação inusitada que deu certo. 

Outro dia, assamos tainha na churrasqueira, que seria servida com arroz e salada. Para evitar o sensabor do peixe, que pouco curtiu no tempero (a despeito dos furinhos em sua carne), fui previdente: colhi uma cenoura grande da horta. Depois de ralada, refoguei em azeite e alho e acrescentei bastante manjericão fresco, cortado fininho. Foi um sucesso!

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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

QUE A SUA FÉ O PROTEJA. QUE OS OBSTÁCULOS SEJAM VENCIDOS. QUE O MUNDO RESPONDA POSITIVAMENTE.

Há diversas maneiras de acreditar, 
Mesmo que seja negando.
Se você crê no infinito, 
Na luz, na prece, 
Na mãe ou no pai, 
Em uma entidade, 
Na santidade.
Se você tem fé 
Em um mundo melhor 
E está disposto a participar 
Da transformação
Siga em frente. 
Somos todos irmãos.

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DÊ UMA CHANCE PARA SEUS SONHOS. DA CIDADE GRANDE PARA A CASA NA PRAIA, COM UM GRAAAAAANDE TERRENO.

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Ser feliz é uma opção e você é livre para viver a vida. Escolha seu sonho. Vale a pena.

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

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