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terça-feira, 12 de novembro de 2013

SALADAS: DEVEM SER SERVIDAS ANTES, DURANTE OU DEPOIS DO PRATO PRINCIPAL?

Em São Paulo é praxe servir a salada antes do prato principal. A prática está fundamentada tanto no hábito como na ingestão de menor quantidade de proteínas, gorduras e carboidratos, que acompanham as massas, batatas, arroz e carnes, que compõem o prato principal. 

Com a ingestão das fibras cria-se a sensação de saciedade; por consequência, sobra menos espaço no estômago para completar a refeição. Isso não é sempre verdade quando molhos regam saladas ou ainda quando estas são preparadas com macarrão ou batatas e o prato principal é acompanhado por verduras.

Há os que defendem que, para a melhor digestão, o ideal é a ingestão da salada durante a refeição, junto com o prato principal.

Eu não tinha problemas com o comer saladas até que a empresa em que trabalhava fosse incorporada e, em evidente choque cultural, descobri que talvez o que entendia por normal não fosse tão normal assim - ou certo, ou adequado.

Os gaúchos com os quais passei a conviver - e que desconheciam diversas verduras nossas conhecidas - estranharam o costume. Para eles, o melhor momento para a ingestão das saladas é ao final das refeições, porque a digestão, dessa forma, seria favorecida.

Costumes à parte, o assunto veio novamente à tona quando li O Livro do Sal, de Monique Truong (leia, a propósito, GASTRONOMIA E LITERATURA. O LIVRO DO SAL. ROMANCE E SEGREDOS DE FINA CULINÁRIA)Na página 260, Bihn fornece excelente motivo para que seja a salada servida após as refeições: preparar o paladar para a sobremesa: "Como os franceses, minhas Mesdames preferem as saladas após os pratos principais, algo ácido e picante para ressaltar a doçura do que está por vir. Por isso, Doce Delícia de Domingo, é que os americanos acham as sobremesas francesas tão pouco doces quando comidas separadamente. Pense na sobremesa como o intérprete de um conjunto, que jamais poderia ser forçado a se apresentar nu e sozinho. Salpicado com sementes da fava da baunilha e entremeado com purê de castanhas, o créme renversée à la cévenole eleva a humilde massa assada um estado de graça. Como diria Ahn Minh, "Se você não acredita em Deus, então como explica a castanha?"




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Maria da Glória Perez Delgado Sanches
Membro Correspondente da ACLAC – Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências de Arraial do Cabo, RJ.

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DÊ UMA CHANCE PARA SEUS SONHOS. DA CIDADE GRANDE PARA A CASA NA PRAIA, COM UM GRAAAAAANDE TERRENO.

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Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

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