PLANTANDO DÁ, SIM

RECICLAR É PRECISO

RECICLAR É PRECISO
RECICLAR É PRECISO. O MAIS, SERÁ PRECISO? Viver com alegria é viver em paz e harmonia. É olhar com a alma, observar com o coração, agir em conformidade com a natureza. Somos tanto mais necessários quanto mais úteis, em equilíbrio com o todo. Somos um; você sou eu e tudo o que o afeta, afeta a mim, também.

VOCÊ ENCONTROU O QUE QUERIA? PESQUISE. Nas guias está a matéria que interessa a você.

TENTE OUTRA VEZ. É só digitar a palavra-chave.

TENTE OUTRA VEZ. É só digitar a palavra-chave.
GUIAS (OU ABAS): 'este blog', 'blogs interessantes', 'só direito', 'anotações', 'anotando e pesquisando', 'mais blogs'.

VAMOS LÁ! CLIQUE PARA SEGUIR!

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

COLÔNIAS DE IMIGRANTES E IMIGRANTES SOLITÁRIOS: CAPULETOS E MONTECCHIOS E O EXÓTICO DA TERRA

O Brasil é um país plural, feito de gente: índios, negros, imigrantes e os descendentes dessa gente toda.
Venho de uma família de espanhóis: meus pais são primos; minhas avós, irmãs, casaram-se uma com um primo e outra com alguém da colônia. Muitos primos de meus pais e avós também são casados com primos.
Desde criança ouvi falar da colônia, em São João da Boa Vista. Mas somente pude entender o significado - e o porquê de tantos sobrenomes dobrados, como Vargas Vargas - adulta, nas palavras de um conhecido que viveu e cresceu na cidade.
O grupo era tão seleto e reservado que as mulheres não podiam cumprimentar ou olhar para alguém que não fizesse parte dele. Cometido o deslize seriam arrastadas para casa, pelos cabelos, debaixo de impropérios. Literalmente.
O "estranho" não estava limitado a brasileiros, mestiços ou negros, mas a qualquer um (mesmo espanhóis).
Os pequenos feudos visavam não apenas a perpetuação dos costumes e a pureza da raça, mas a manutenção do poder de uma pequena oligarquia. Juntos, seriam mais fortes.
A situação não foi diferente em diversos grupos de imigrantes que vieram ao Brasil: alemães, suíços, japoneses. Suas colônias, fechadas, garantiam casamentos entre seus membros e a exclusividade do grupo. 
Há vinte anos conheci uma adolescente, natural de cidade gaúcha, que teve sua crise de Julieta. Certa cidade era dominada economicamente por alemães. Estes alemães constituíram dois clãs - que não se misturavam, assim como não misturavam seus elementos com elementos alheios. Descoberto insipiente namoro com a "tribo" rival, foi ela enviada à São Paulo, aos cuidados dos tios, pelo período de um ano.
A história repete outra paixão, vinte anos mais velha e também arrefecida, entre Capuletos e Montecchios da mesma cidade do Rio Grande do Sul. Depois de separados, estes últimos encontraram-se em São Paulo, trocaram olás, compartilharam um café e se despediram. Duas famílias e um amor frustrado.
Cruzei estas informações com outras, de estrangeiros que conheci: em visita ao país, enamoraram-se, casaram, ficaram.
Um, italiano, apaixonado por mulatas, casou-se com uma. Jamais alguém com minha pele, olhos e cabelos teria a chance de ser vista por ele. 
O outro, alemão, teve olhos, apenas, para a índia que um dia conheceu. Casou-se, em Manaus, mudou-se para o Rio de Janeiro e mora no interior de São Paulo. Separado da mulher, abandonou-se, mas a cada vez que (re)conta sua história, admiro seus olhos, que passeiam pelo passado mágico, iluminados por uma luz especial quando afirma: "Índia mesmo, de verdade! Linda!"
Tivemos imigrantes e imigrantes. Muitos trouxeram um pedaço de seus países para formar um espaço-fortaleza inexpugnável; outros, solitários, apenas queriam conhecer o exótico, foram tomados pela paixão e ficaram.
Os primeiros? O tempo, o contato diário com aqueles que habitam estas terras (as escolas nas colônias não seriam mais suficientes e o trabalho tornou-se uma necessidade) e a migração interna (assim que casaram, tanto meus avós paternos como os maternos vieram para São Paulo) trataram de aproximar os povos.
As gerações se sobrepõem e o sonho de manter a pureza dos costumes, do sangue e a consolidação do poder daqueles sonhadores cai por terra, um dia. 
Seja leal. Respeite os direitos autorais.
Faça uma visita aos blogs e seja um seguidor. Terei prazer em recebê-lo:
Esteja à vontade para perguntar, comentar ou criticar.
Thanks for the comment. Feel free to comment, ask questions or criticize. A great day and a great week!
Maria da Glória Perez Delgado Sanches

DÊ UMA CHANCE PARA SEUS SONHOS. DA CIDADE GRANDE PARA A CASA NA PRAIA, COM UM GRAAAAAANDE TERRENO.

DÊ UMA CHANCE PARA SEUS SONHOS. DA CIDADE GRANDE PARA A CASA NA PRAIA, COM UM GRAAAAAANDE TERRENO.
Ser feliz é uma opção e você é livre para viver a vida. Escolha seu sonho. Vale a pena.

QUEM SOU EU

Minha foto

Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

ARQUIVO DO BLOG