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sexta-feira, 29 de julho de 2016

LACRES DE LATAS DE ALUMÍNIO PODEM SER TROCADOS POR CADEIRA DE RODAS? Lenda ou verdade.


     Desde que me conheço por gente ouço falar em juntar lacres (ou anéis) de latinhas de cerveja, refrigerante ou suco para trocá-las por cadeiras de rodas. Mais de uma vez colaborei, atendendo o bom propósito.

LENDAS EM TODO O MUNDO

     A crença na valorização dos anéis pela indústria de alumínio existe no mundo inteiro. Em cada lugar seria possível trocar lacres por...
algo muito bom para aqueles que precisam, dependendo, apenas, de boa vontade. Na Noruega, por exemplo, creem que lacres podem ser trocados por cães guias para cegos.

FABRICANTES COMPRAM LACRES?

     Há tempos disseminou-se a afirmação que tudo não passaria de lenda urbana e o quadro se inverteu. A posição é defendida pela Associação Brasileira do Alumínio e a Latasa, esta uma das maiores indústrias fabricantes de latas de alumínio do Brasil, o que não é pouco.
     Ambas explicam que o lacre, para ser reciclado como alumínio, não deve ser retirado da latinha, pois tanto a retirada inviabiliza o processo - uma vez que elas podem se perder no processo de peneiragem -, como a liga de alumínio das latinhas é mais pobre, pois possui teor de magnésio acima dos padrões desejados, e isso reduz o rendimento da reciclagem. 

O FENÔMENO DA TROCA PELAS CADEIRAS DE RODAS - QUEM COMPRA LACRES? QUEM SE INTERESSA POR ELES?

    Entretanto, pesquisando na internet é possível verificar que muita gente troca, sim - há anos -, lacres por cadeiras de rodas, no Brasil. Como explicar o fenômeno?
     Há sucatarias que adquirem lacres e pagam pelo quilo deles R$ 2,40 a R$ 3,70. Considerado que é necessário 3.333 anéis para se conseguir um quilo e que uma cadeira de rodas - a mais simples de todas, a mais baratinha, hoje -, não custa menos do que R$ 320,00, é só fazer as contas: (R$ 2,40 + R$ 3,70 : 2 = R$ 3,05, preço médio do quilo) x 105 = R$ 320,00. Ou seja, são necessário 105 quilos ou 349.965 lacres para se obter uma única cadeira de rodas. Ao preço pago por aquele que revende os lacres a alguém. 
     A indústria de alumínio não compra os lacres e o sucateiro não usa a mercadoria para consumo próprio. Alguém neste mundo de Deus os adquire, ora, pois! Por um preço maior do que o de uma cadeira de rodas baratinha.
     A resposta é muito simples: eles são utilizados na reciclagem. Reciclagem, sim, mas com outro destino, o que não é menos nobre. Fabrico de cortinas, bolsas, móveis e mesmo roupas, o que exige uma quantidade incrível de lacres. 
     Então a internet volta à cena para exemplificar que existe muita, muita gente mesmo, juntando lacres, com a pretensão de, com isso, promover um bem maior e desenvolver a responsabilidade social.
     Melhor seria, ao invés de desperdiçar tanto tempo e energia, juntar latas (bastam 70 para compor um quilo). Bem, latas são sujas, precisam ser prensadas e ocupam espaço. Não! Posso doá-las, mas não levá-las a qualquer canto.
     Outra solução - provavelmente a melhor - seria angariar fundos para a compra do equipamento. Veja que bastam 160 doadores de R$ 2,00 ou que 64 pessoas contribuam com R$ 5,00 para a compra de uma cadeira de rodas, o que pode ser alcançado - e entregue a quem precisa - em poucas horas.

CAMPANHAS

    Se ainda assim, depois dos argumentos expostos, preferir juntar lacres, esteja à disposição. São emocionantes os relatos daqueles que conseguiram, com contribuições do país inteiro e por meses - ou anos - acumular e adquirir as cadeiras: "O que era mito ou lenda urbana, hoje é realidade!"
     Não são poucos os que colaboram. Há campanhas no Brasil inteiro: lojistas, OAB, Rotary, indústrias, escolas. Até me aprofundar no assunto, pensava seriamente em implantar, onde trabalho, uma campanha para angariar lacres, também. 
     Estudei, estudei e, como pode ver, desperdicei tudo o que escrevi sobre campanhas, milagres e postos de troca. Com a profundidade, descobri ainda que a Frato - a empresa que recebia os anéis e os trocava pelas cadeiras -, faliu. 

 QUER CONTRIBUIR DE VERDADE PARA UM MUNDO MELHOR?

      O mais frustrante foi o desperdício do sonho sonhado, que afinal pode valer de alguma coisa, pois não vou desistir. Dia 3 de dezembro comemora-se o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência; no Brasil, foi instituído o dia 21 de Setembro como Dia Nacional de Luta das Pessoas Deficientes. São ocasiões excelentes para que escolas e empresas angariem verbas para a compra de cadeiras de rodas, de maneira simples, fácil e rápida.

LENDA OU VERDADE?

     Há um tanto de lenda e outro de verdade em tudo isso. 
     A lenda é que os lacres tenham valor comercial para a indústria do alumínio. Não, ela compra nem se interessa por elas, separadas das latas. A verdade é que os anéis podem ser úteis para muita gente, na confecção de artesanato. Então, sim, têm valor comercial. Quanto às cadeiras de rodas, é mais vantagem - tanto para quem doa como para quem recebe - que seja feita uma coleta... de dinheiro.
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e os mais, na coluna ao lado. Esteja à vontade para perguntar, comentar ou criticar.
Um abraço!
Thanks for the comment. Feel free to comment, ask questions or criticize. A great day and a great week! 
Maria da Gloria Perez Delgado Sanches
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DÊ UMA CHANCE PARA SEUS SONHOS. DA CIDADE GRANDE PARA A CASA NA PRAIA, COM UM GRAAAAAANDE TERRENO.

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Ser feliz é uma opção e você é livre para viver a vida. Escolha seu sonho. Vale a pena.

QUEM SOU EU

Minha foto

Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

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