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quinta-feira, 2 de junho de 2016

DOCES DE ABÓBORA: EM PEDAÇOS, DURINHO POR FORA, MACIO POR DENTRO; EM PASTA, EM CALDA. Receita do doce verdadeiro e suas variações


Já falei sobre doces de abóbora aqui, quando fiz um doce em pasta (DOCES DE ABÓBORA: EM PASTA, EM PEDAÇOS, PEDRA E CAL. Receitas e dicas). 
Agora o assunto é pedra e cal, como minha mãe o chamava.
É doce difícil de encontrar nas cidades, hoje em dia. 
Doce caipira, próprio de cidades do interior, onde há abastança de gêneros.
Minha mãe fez uma vez, quando eu era criança, e nunca mais: "Dá muito trabalho!"
Cheguei a encontrá-lo na feira e no mercado municipal, entre as frutas cristalizadas. Caro.
Procurei a receita na internet. Muita farsa: não basta a cal. O processo para fazer o doce leva dias: é uma conserva, não uma compota escorrida.
Depois de muito pesquisar, quem me deu as dicas (passadas há muito tempo pela minha mãe) foi o ABC da Agricultura Familiar - Conservas Caseiras de Frutas da Embrapa.
É meio genérico, mas o conceito está lá: as caldas, os pontos, as conservas, observações.
Mãos à obra, é lógico que deu certo e ficou delicioso: é o doce que mais gosto e não admitiria errar.
Em primeiro lugar, a abóbora. A minha foi colhida do quintal: orgânica, natural, uma beleza! 
Faltava a cal, mas o marido ficou de comprar. 
Um dia, outro, em todos ele me cobrava o doce (em pasta, em pedaços, qualquer um) mas não me trazia a cal. 

Primeiro, o doce em pedaços - para isso, a cal -, depois, o doce em pasta. Sem cal, sem doce. Você vai entender que faz sentido.
Bom, a Nice e o Welington vieram na quinta-feira (final de semana prolongado com o feriado de Corpus Christi) e nada de doce. Nem começado. Sem cal, sem doce.
Dei um pedaço da abóbora para a Nice levar para casa e mais tarde eles experimentam. Por ora, deixo receita e fotos. Paciência. 
Vamos lá. Como falei, primeiro a abóbora, que já apresentei. 
Separei um pedaço para a Nice, outro para fazer em pasta e uns 6 ou 7 quilos (depois de limpo) para o doce em pedaços.

DOCE DE ABÓBORA EM PEDAÇOS
INGREDIENTES
- abóbora em pedaços pequenos
- a mesma medida de açúcar cristal para a calda
- cal virgem
- água
- açúcar cristal para passar os pedaços
Descasquei e cortei a abóbora em pedaços não muito grandes. 
A casca foi adubar a horta e o jardim e as sementes reservei para torrar com sal. 
Agora entra em cena a cal.
Ela é comprada em casas de material de construção: não é a cal comum, mas cal virgem.
Quando o Roberto foi comprar, o balconista perguntou se era para (ou contra?) carrapato ou para doce. É a cal virgem para fazer doce. Baratinha, pode ficar guardada e dura para várias receitas.
Dissolva a cal (na proporção de uma colher (de sopa) para cada litro de água e cubra os pedaços de abóbora.
Em geral, os pedaços ficam de molho por, ao menos, 2 horas; o manual da Embrapa sugere 10 minutos e há quem prefira reservá-las por uma noite.
Optei pelo molho durante a noite.
De manhã lavei bem os pedaços com bastante água e furei cada um com garfo.
Coloquei os pedaços em uma panela, cobri com água, acrescentei 2/3 do açúcar necessário para a calda e levei ao fogo. Fervura de 1/2 hora (conta-se o tempo a partir da fervura). 
À noite, acrescentei mais açúcar, verifiquei o nível da água e fervi mais 1/2 hora. Repeti o processo na noite seguinte.

Os pedaços permanecem de molho na calda desde o início até o final do processo. 
Na manhã seguinte escorri os pedaços em uma peneira e passei pelo açúcar cristal.
Reserve a calda. Com ela você faz o doce em pasta.
É então  o momento de secar o doce. Ele deve ser posto para secar ao sol, protegido de insetos e de poeira, de 2 a 5 dias. 
Como assim? 
Depende da umidade do ar, do tamanho dos pedaços, se você tem uma secadora de frutas e legumes, de quanto vai secar.
O tempo estava horrível (chuvoso, por dias) e não tenho secadora de frutas (ainda vou fazer uma). E agora?
"Você inventa o doce e não dá para terminar."
A opção foi improvisar: sequei o doce na geladeira. Qualquer coisa na geladeira, se não a cobrirmos, seca, ok?
Lavei a gavetona de legumes, forrei com toalhas de papel e nela dispus os pedaços.   
Deu certo.  Não ficou, assim, uma Brastemp, ou seja, as características do doce secado ao sol ou na geladeira são diferentes. Não é o doce original, que tanto adoro. A diferença é sutil, mas quem conhece, percebe. 
De todo modo, quebra o galho, uma vez que faz tanto frio e choveu muito nos dias que preparei o doce. 
Vantagem: 
Você não precisa "cuidar" do tempo. Com sol ou chuva, o doce está lá, secando.
Desvantagem:
O problema é que aquilo que passou pela geladeira nela deve ficar guardado. Significa que, por mais gostoso que esteja o doce ele não se conservará por um ano, fora da geladeira, como se eu o tivesse secado ao sol. 
É delicioso, embora não se possa comparar com o secado ao sol.

DOCE DE ABÓBORA EM PASTA
Primeira opção:
Cozinhe os pedaços de abóbora com água. 
Quando estiverem amolecidos, amasse com um garfo.
Leve ao fogo com a calda reservada (ou açúcar) e cozinhe até que desgrude do fundo da panela.
Ponto do doce: ele desgruda, quando se passa a colher de pau, mas volta a cobrir o fundo.
Para o doce em pedaços, o ponto se alcança quando o doce se desprende e deixa o fundo descoberto (não volta).
Se quiser, pode acrescentar coco ralado, cravo e pedaços de canela em pau.
Segunda opção:
Cozinhe os pedaços de abóbora na calda, até que dissolvam. 

VARIAÇÕES DO DOCE EM PEDAÇOS
Compota: 
Basta não escorrer. Guarde os pedaços na própria calda.
Seco:
Você pode cozinhar apenas uma vez, escorrer, passar os pedaços pelo açúcar e guardá-los em geladeira. 
Não é uma conserva, mas um doce.
É o que mais vi na internet.
Rale a abóbora, ao invés de cortar em pedaços, deixe de molho na cal e cozinhe em uma calda mais grossa até que fique transparente.

SEMENTES DE ABÓBORA
Basta adicionar sal e torrá-las na frigideira ou no forno.
Depois de esfriar é só guardar em um pote.
Dura bastante e é um ótimo petisco.

DOCE DE MAMÃO 
A técnica é a mesma: o mamão deve estar verde e deve ser cozido até que fique transparente.
É uma delícia em pasta enroladinho.
Enroladinho é um jeito bem legal de fazer o doce: corte tiras bem finas com o descascador, faça rolinhos, amarre-os com linha e cozinhe.
Pode ou não usar a cal. A opção é sua.

OBSERVAÇÃO: A CAL
Há diversas fontes afirmando que a cal na alimentação ajuda na absorção de cálcio. Não confirmei a informação em um site de pesquisa técnica, mas pelo sim, pelo não, é o de menos. 
A abóbora é um excelente alimento, rico em vitaminas, e os doces são deliciosos. 

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Maria da Gloria Perez Delgado Sanches
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Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

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