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sexta-feira, 25 de maio de 2012

VALOR REAL X VALOR NOMINAL.

À primeira vista, parece uma coisa do outro mundo, quando tento explicar o que é e como se processa a correção monetária.
No entanto, aplicada a recuperação monetária ao salário, a informação torna-se acessível, uma vez que toca o que diz respeito a cada um de nós.
O meu exemplo, sempre repetido, é o de você encontrar, hoje, um bom emprego, onde aufira dez mil reais por mês.
Pois bem: imagine-se ganhando os mesmos dez mil reais, no mesmo emprego, daqui a dez anos. Seria justo? Por quê?
Essa é a ideia: com o passar do tempo, o salário perde valor, corrompido pela inflação.
Qual o remédio? Aplicar o índice da inflação do período ao salário, para que ele recupere o poder de compra inicial.
Ocorre que a inflação é uma para cada indivíduo. Fuma? Paga aluguel? Prestação da casa própria? Possui automóvel? Tem filhos? Estudam em escola particular ou pública? Come peixe? Entalados? Em restaurante? Qual a periodicidade com que compra roupas? Onde?  Utiliza-se de telefone celular? Tem computador? Com que freqüência vai ao dentista? Vai ao teatro? Ao cinema?
Da mesma forma, a inflação, para..(clique em "mais informações" para ler mais)
dada pessoa, é diferente mês a mês: o IPVA, a matrícula na escola, o pneu furado, o dentista.
Por fim, também a classe social e a região – vivemos em um país imenso, com grandes contrastes – são determinantes para a apreciação do índice.
Por esse motivo, o governo necessita criar um padrão – ou vários padrões - para precisar a inflação de determinado lapso temporal.
Aqui surge a figura da cesta. Não uma cesta física, mas hipotética. Nela são considerados produtos e serviços que serão utilizados como base para medir o comportamento dos preços.
O preço de determinados produtos e serviços – pão, aluguel, leite e etc. –, fixados em uma lista (a cesta), é comparado mês a mês, nos mesmos estabelecimentos. A diferença do total desse rol entre um mês e o total do mês seguinte é a inflação medida nesse período, conforme o crescimento percentual, aferido pelo cotejo entre os preços relacionados, auferidos em um mês e em outro.
Quando se diz “vilão da inflação” referimo-nos a um dos componentes da cesta que alavancou o crescimento do volume total da cesta (a soma dos produtos): os diversos elementos permaneceram estáveis ou tiveram seus preços pouco alterados, mas no conjunto a inflação cresceu (o total da lista), porque um dos insumos ficou muito mais caro.
Quando um índice “nasce”, começa em geral com um número inteiro (um, dez, mil). Se a diferença entre as duas primeiras cestas for de 4% e o número inaugural do for 1.000, o índice, no segundo mês, será 1.040 (1.000 + 4% de 1.000). Ou seja, 1.040 é o indicativo do índice, do mês anterior, acrescido da inflação de 4%, medida através da comparação dos produtos e serviços confrontados nesse período.  Do exemplo concluímos que a inflação, nesse primeiro mês, foi de 4%.
Se no segundo mês a inflação for de 5% (a diferença comparativa entre as duas cestas), este porcentual é aplicado àquele 1.040, e o terceiro indicador apurado será de 1.092 (1.040 + 5% de 1.040).
Temos diferentes índices de inflação, porque existem diversas “cestas”: IGP, IPC, IPCA, IGP-M e etc. A diferença entre elas está nos produtos e serviços considerados, e por esse motivo, a inflação calculada por uma é diferente da reputada por outra.
Entendido como se pondera o índice, é chegado o momento de aplicá-lo. Tomemos, mais uma vez como exemplo, aquele salário de dez mil reais. Se o dividirmos por um padrão, hoje – digamos o INPC -, e o multiplicarmos pelo mesmo padrão (ou índice), daqui a dez anos, teremos esse salário corrigido monetariamente, segundo a inflação medida – no caso, pelo INPC.
Com esse critério apreciamos a inflação de qualquer período, controlada por um determinado índice. Ficou fácil?
Depois de todo o exposto, podemos definir o que seja valor real e valor nominal. Aquele salário, expresso em reais, é o salário nominal, porque existe em nome. Como o poder de aquisição dele diminui, de acordo com a inflação, continua a ser dez mil reais, mas vale cada vez menos, porque se pode comprar, com ele, cada vez menos produtos e serviços.
O salário real, por sua vez, é o salário nominal acrescido da correção monetária, conforme explanei. É o salário recomposto. Se você continuar recebendo o salário nominal, sentirá os efeitos da corrosão que a inflação provoca. Para saber quanto deveria ganhar, corrija por um índice, partindo de um determinado ponto e chegando a outro (esses dois pontos ou meses marcam o período inflacionado que você está calculando).
Suponhamos que alguém tenha uma importância para receber - vendeu alguma coisa, por exemplo - e o devedor não lhe paga. Passa o tempo e essa pessoa tem, apenas, o valor nominal para indicar.
Como calcular o valor a receber (o valor real)? Da mesma maneira: dividindo o valor, na data do vencimento, pelo índice legal recomendado naquele mês e multiplicando pelo mesmo índice, na data da cobrança ou pagamento.
 Por conclusão, temos que a correção monetária não é rendimento, mas recomposição do poder de compra.
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.
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Um abraço!
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Maria da Glória Perez Delgado Sanches

REAL VALUE X NOMINAL VALUE At first glance, it seems a thing of another world when I try to explain what it is and how it processes the restatement. However, applied to monetary recovery to the salary, the information becomes accessible as regards the respect of each of us. My example, always repeated, is to find you, today, a good job, which earns ten thousand reais per month. Well, imagine yourself winning the ...
VALOR REAL X VALOR NOMINAL A primera vista, parece una cosa de otro mundo cuando trato de explicar lo que es y cómo se procesa la reexpresión. Sin embargo, se aplica a la recuperación monetaria para el salario, la información se hace accesible en cuanto a la relación con cada uno de nosotros. Mi ejemplo, siempre se repite, es encontrar que, hoy en día, un buen trabajo, que gana diez mil reales por mes. Bueno, imagínate ganar el ...
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DÊ UMA CHANCE PARA SEUS SONHOS. DA CIDADE GRANDE PARA A CASA NA PRAIA, COM UM GRAAAAAANDE TERRENO.

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QUEM SOU EU

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Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

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