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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

RESENHA: CLARICE, UMA BIOGRAFIA

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Escrita pelo norte-americano Benjamin Moser, a obra foi considerada um dos melhores lançamentos do ano pelo New York Times. Li a versão de bolso, na qual mantiveram o texto integral, traduzido por José Geraldo Couto.
Bem escrito, fluido, narra com a perfeição de um historiador e a simplicidade - e sensibilidade - de um cronista a história de Clarice Lispector - ou simplesmente Clarice -, e confirma a autora-esfinge no cenário internacional como uma das maiores escritoras do século.
Há os que captaram mais em uma primeira leitura - Cazuza leu Água viva mais de cem vezes -, mas é impossível não ler a obra de Benjamin sem rever os livros da autora - então com outros olhos.
Passagens:
"O lobo da estepe é um livro sobre a glória da arte e o peço que o artista paga por ela. Como muitos dos futuros livros da própria Clarice, O lobo da estepe é uma meditação filosófica baseada numa história fantástica, construída de modo solto, a do "lobo das estepes", Harry Haller, estudioso e artista cujo apelido vem de sua natureza meio humana, meio animal. Haller é "um animal que vagava por um mundo que para ele era estranho e incompreensível, um animal que não conseguia mais achar sua casa, sua paixão ou seu alimento"
"Não há direito de punir. Há apenas poder de punir".
"Por que não se entregar ao mundo, mesmo sem compreendê-lo?"
"Clarice tinha, contudo, uma meta concreta: 'Minha idéia - veja o absurdo da adolescência! - era estudar advocacia para reformar as penitenciárias. Não era uma noção tirada do nada, pois naqueles anos existia no Brasil um movimento para reformar as prisões do país. Seu fruto mais famoso foi a Casa de Detenção em São Paulo, uma instituição-modelo aberta a visitantes do mundo todo. O antropólogo Claude Lévi-Strauss, que fez seu nome no Brasil, foi um dos visitantes, bem como o escritor judeu austríaco Stefan Zweig, que esteve ali em 1936, descobrindo que 'a limpeza e a higiene exemplares transformaram a prisão numa unidade de trabalho. Os prisioneiros faziam o pão, preparavam os remédios, serviam na clínica e no hospital, plantavam verduras, lavavam as roupas, faziam  pinturas e desenhos e recebiam aulas'. As autoridades não paravam de enfiar prisioneiros no edifício, e logo ele se tornou o maior presídio da América Latina, famoso não pelos desenhos ou pelas hortas dos prisioneiros, mas por uma taxa de violência tão assustadora que o nome que lhe deu fama, Carandiru, tornou-se sinônimo de horror, sobretudo depois do motim de 1992 e do subsequente massacre de 111 presos."
"A maior verdade do mundo é estar junto de quem se gosta. Essa é a maior verdade do mundo."
"Muitas esnobíssimas, de feitio duro e impiedoso embora sem jamais fazer maldade. Eu acho graça em ouvi-las falar de nobrezas e aristocracias e de me ver sentada no meio delas, com o ar + gentil e delicado que eu posso achar. Nunca ouvi tanta bobagem séria e irremediável como nesse mês de viagem. Gente cheia de certezas e de julgamentos, de vida vazia e entupida de prazeres sociais e delicadezas. É evidente que é preciso conhecer a verdadeira pessoa embaixo disso. Mas por mais protetora dos animais que eu seja, a tarefa é difícil". (carta às irmãs)
"De Argel ela escreveu a Tania e Elisa: 'Na verdade eu não sei escrever cartas sobre viagens; na verdade nem  sei mesmo viajar. É engraçado como, ficando pouco em lugares, eu mal vejo. Acho a natureza toda mais ou menos parecida, as coisas quase iguais. Eu conhecia melhor uma árabe com véu no rosto quando estava no Rio. Enfim, eu espero nunca exigir de mim nenhuma atitude. Isso me cansaria [...]"
"O dr. Medeiros não era o único a ver com ceticismo as enfermeiras brasileiras. Santinha Dutra, conhecida por seu catolicismo reacionário e casada com o ministro da Guerra, Eurico Gaspar Dutra, via as enfermeiras voluntárias como 'prostituas que iam para a guerra fazer suas carreiras'. Ela convenceu o marido a colocar as enfermeiras numa posição que não era nem de soldados nem de oficiais. Isso significava, como registrou Elza, que elas não podiam comer: havia refeitórios para soldados e refeitórios para oficiais, mas não para enfermeiras. Felizmente o presidente da Cruz Vermelha no Recife, que tinha uma fábrica de biscoitos, dera a Elza um par de caixas de seus produtos, e isso foi tudo o que elas tiveram para comer na viagem do Brasil à Argélia."
"Passavam-se os meses; no início de janeiro de 1947 ela escreveu a Tania uma longa carta. Para sua mãe substituta, que se considerava 'mais que uma irmã', deve ter sido ainda mais doloroso ler essa carta do que foi para Clarice escrevê-la. É difícil acreditar que sua autora é a mesma moça linda e fascinante que, menos de um ano antes, tinha deixado o Rio de Janeiro, onde fora festejada por muitos dos principais artistas de seu país, e que encontrara tempo em sua viagem de volta à Europa para ficar cara a cara com a Esfinge. Em seu lugar aparece uma mulher tão desanimada e impotente que sua carta mais parece um bilhete de suicida. (...) Ouça: respeite a você mais do que aos outros, respeite suas exigências, respeite mesmo o que é ruim em você - respeite sobreturo o que você imagina que é ruim em você - pelo amor de Deus, não queira fazer de você uma pessoa perfeita - não copie uma pessoa ideal, copie você mesma - é esse o único meio de viver." 

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Maria da Glória Perez Delgado Sanches

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

"NA SEMANA PASSADA A PROFESSORA CHAMOU A ATENÇÃO DE UM ALUNO BAGUNCEIRO E ELE PERGUNTOU...

...se ela não tinha medo de morrer.

Clique na foto para ampliá-la. Quando o assunto é a violência dentro das salas de aula, não parece haver consenso sobre suas principais causas (Foto: Agência Brasil/BBC)

Escolas, alunos e professores 'não falam mesma língua'

Culpa por agressões nas escolas não é só de alunos, mas também de professores e do currículo escolar defasados, dizem especialistas.


Professores, diretores de escolas, alunos e especialistas em educação ouvidos pela reportagem da BBC Brasil apontam para direções diversas, sugerindo que agressões contra educadores seriam fruto do histórico familiar dos alunos, da falta de políticas públicas e policiamento e também de professores mal preparados - e até mesmo agressivos.
A violência em sala de aula contra professores foi um dos temas destacados por internautas em posts de Facebook e no Twitter como um dos que deveria receber mais atenção por parte dos candidatos presidenciais, em uma consulta promovida pelo #salasocial, o projeto da BBC Brasil que usa as redes sociais como fonte de histórias originais.
Enquanto ninguém fala a mesma língua, o Ministério da Educação (MEC) diz não ter dados unificados sobre a violência escolar.
Confrontado pela reportagem, porém, o INEP, órgão ligado ao ministério, reconheceu que o tema faz parte da Prova Brasil - avaliação nacional com respostas voluntárias de professores, alunos e diretores. Os últimos dados, de 2011, foram tabulados a pedido da BBC Brasil.
Os resultados apontam que um terço dos professores que responderam ao teste disse ter sido agredido verbalmente por alunos. Um em cada dez afirmou ter sofrido ameaças. Aproximadamente um a cada 50 apanhou de estudantes.
"É simplista culpar crianças e adolescentes por tudo o que acontece", alerta a socióloga Miriam Abramovay, pesquisadora do tema com passagens pela Unesco, Banco Mundial e Unicef.
"A escola tem culpa, porque se isola das comunidades e não se atualiza. E os professores têm péssima formação, simplesmente não conseguem, e muitas vezes nem tentam, conquistar os alunos", diz. "No fim, todos são vítimas."
Descompasso
Para pesquisadora, a desvalorização do ensino resumiria este descompasso. "A estrutura das escolas parou no século 19, os professores dão aulas como no século 20 e os alunos, sempre conectados, vivem no século 21", diz.
Ela diz que as escolas vivem um "processo de abertura" há 50 anos.
"Se antes havia pouco espaço para as classes populares, hoje a escola se massificou. Todos entram - nem sempre continuam, mas entram. Mas a relação professor–aluno não mudou nada nesse meio tempo e os educadores não sabem lidar com esse novo interlocutor, que antes estava na rua, do lado de fora", diz.
Abramovay diz que a violência não é consequência direta do entorno. "Há escolas em bairros tremendamente violentos que têm resultados satisfatórios. E colégios particulares, ricos, com problemas enormes", observa.
A pesquisadora aponta o trabalho participativo, envolvendo pais e alunos na construção de regras e do currículo escolar, como caminho para reduzir a resistência e a agressividade.
"Os muros das escolas não são simbólicos", afirma. "Eles são reais, ninguém penetra ali. Assim, a escola não é nem protegida, nem protetora", diz.
O educador Jorge Werthein, presidente da Unesco no Brasil entre 1996 e 2005, também diz que a escola "precisa ser acolhedora" e critica a formação dos colegas.
"Diferente do médico, que faz residência, a maioria dos professores que se forma não tem nenhuma experiência em sala. Só pisam lá no primeiro dia, encontram coisas que nunca viveram e não sabem lidar", diz.
Para Wherthein, os educadores precisam se dar conta "da violência que eles próprios exercem sobre os alunos".
"Perseguição, homofobia e exageros nas repreensões" seriam exemplos. "Outra agressão simbólica é o abismo tecnológico que existe entre professores e alunos", diz.
Celular
Com um olho no smartphone e outro no repórter, os alunos entrevistados parecem concordar com a avaliação.
"Parece que eles vivem fora do tempo. O professor pede para a gente copiar a lição do quadro, mas eu podia tirar uma foto com o celular e prestar atenção no que ele diz", reclamou uma estudante da 8º ano de uma escola em Diadema, ao sul de São Paulo.
A seu lado, espinhas no rosto e sorriso tímido, um adolescente do ensino médio completa. "Sei que celular pode atrapalhar. Não é para usar Facebook e Whatsapp na aula. Mas quando ajuda, por que não, né?", questiona.
Eles reconhecem que as agressões são constantes.
"Na semana passada a professora chamou a atenção de um aluno bagunceiro e ele perguntou se ela não tinha medo de morrer. Ela deu risada e continuou passando a lição", contou uma estudante do 1º ano do ensino médio.
"Tem brigas combinadas também. Os alunos fingem estar dando porrada para o professor vir separar e apanhar também", completou.
Professores ouvidos pela reportagem disseram que a escola, hoje, seria "um espaço de conflito".
"Os professores não são santos que caíram do céu e vêm educar com toda a candura. Sempre que passo pelo pátio me chamam de vagabunda. O educador tenta legitimar a sua autoridade, não consegue, e aí revida", disse uma ex-professora da rede pública, que não quis se identificar.
Eleições
Para Wherthein, é uma tradição que a violência contra professores e alunos não faça parte da agenda dos principais candidatos a cargos políticos.
"A agenda da educação é genérica. 'A educação é importante'... 'Vamos aumentar os investimentos e a carga horária'... 'País bom é país educado'. Nunca nada é objetivo", critica.
O pesquisador afirma que o cotidiano das escolas, ponto crucial na discussão, passa à margem do discurso político.
"Educação e segurança estão sempre no topo das preocupações do eleitorado. Mas os candidatos não entenderam que há cruzamento entre estes temas. Num país como o Brasil, com taxas de morte tão altas (somos um país sem guerra), os conflitos são resolvidos sempre de forma violenta. Dentro da escola inclusive. Então a violência na escola não é algo que vem só da vizinhança, das famílias, é algo que faz parte da nossa sociedade e aparece em todos os setores", diz.
Wherthein diz que uma "nova cultura da solução não-violenta de conflitos" deve ser construída dentro das escolas.
"O caminho não é, portanto, aumentar os mecanismos de repressão, mas aumentar a prevenção por meio da educação e da disseminação de uma cultura pacífica. Escolas e universidades têm que discutir violência! Só assim se transforma as coisas - e essa responsabilidade está nas mãos dos candidatos", afirma.
Fonte: G1

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Maria da Glória Perez Delgado Sanches



quarta-feira, 27 de agosto de 2014

RESENHA: SONHO GRANDE, DE CRISTIANE CORREA

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"Meu amigo - e agora sócio - Jorge Paulo e sua equipe estão entre os melhores homens de negócios do mundo. Ele é uma pessoa fantástica e sua história deveria ser uma inspiração para todos os brasileiros, assim como é para mim." Warren Buffett
"É mais fácil segurar um louco do que empurrar um burro." Beto Sicupira

Jorge Paulo Lemann, o homem mais rico do Brasil - e um dos mais ricos do mundo -, Beto Sicupira e Marcel Telles,
 desenvolveram, em pouco mais de quatro décadas, uma história de sucesso, fundamentada na meritocracia, na ética, no controle de custos e em um longo trabalho de gestão.
Adeptos da vida frugal, inovaram ao implantar em suas empresas, desde a fundação do Banco Garantia, um sistema de metas, que dispensa os piores empregados e recompensa os que atingem bons resultados - e recompensa excelentemente aqueles que alcançam resultados excelentes. 
O êxito da equipe se explica, também, por outra máxima: "não se inventa a roda". Se existe excelência, pode e deve o método ser difundido, copiado.  Foi assim com a meritocracia, copiada do Goldman Sachs e propagada em cada uma de suas empresas, construídas ou adquiridas. O "não se inventa a roda" foi também aplicado com o que aprenderam com o fundador do Walmart, Sam Walton. Aprendiam com os melhores, oferecendo-se para conhecer as instalações de empresas que deram certo.
O sistema de mérito implantado pelo 3-G precisava de caminhos abertos: se os piores empregados são radicalmente dispensados, os melhores não permanecerão no grupo, a menos que novas oportunidades sejam criadas. 
Em todas as aquisições, paredes foram derrubadas, literalmente, para dar lugar a espaços em que oportunidades fossem garantidas a todos os empregados: quebra de hierarquia, início árduo para cada contratado e ganhos flexíveis.  
O "grande sonho", descrito na biografia não autorizada, é a construção de uma empresa longeva, que se perpetue. O sonho passou a ser alimentado por outros sonhos: a sociedade perpetuada desde o Garantia adquiriu empresas mal administradas, transformando-as em empreendimentos de sucesso: Lojas Americanas; Brahma; Antárctica (e a criação da Ambev);  Inberbrew (e a Inbev). 
En 2008, adquiriram a Anheuser-Bush, fabricante da Budweiser, e estava criada a maior indústria cervejeira do mundo. Seguiu-se a aquisição de outro ícone americano: a rede Burger King.
Hoje o trio, denominado 3-G, é também proprietário da Heinz, indústria alimentícia, em sociedade com Warren Buffet. 
A narrativa é fluida e o livro, recheado de relatos interessantes, como o da aparição do novo gestor, nas empresas recém adquiridas, barbado, de calças jeans e mochila nas costas. 
Trechos:
"Eu tinha uma sala de uns 40 metros quadrados, três telefones, secretária exclusiva, um  status extraordinário. Só que eu não mandava nada e não ganhava porra de dinheiro nenhum", lembra ele. O veterano não só se identificou com a nova gestão como virou homem de confiança de Marcel." Adilson Miguel, diretor de marketing da Brahma.
"Jorge Paulo Lemann não era próximo de nenhum dos dois candidados - circular por Brasília nunca foi seu forte, ainda que ele conhecesse figuras importantes do governo. Até aquele momento, tinha ficado a sós com Collor apenas uma vez, por obra do acaso, conforme relatado pela revista Interview, numa reportagem publicada em 1994. Num dia chuvoso no centro do Rio de Janeiro, Collor acenou para o mesmo táxi que Jorge Paulo chamava. Depois de debaterem sobre quem ficaria com o carro, decidiram "rachar"  corrida, já que seguiriam na mesma direção. Collor não reconheceu o banqueiro, mas Jorge Paulo sabia quem era o jovem político nordestino que começava a ganhar nome em todo o país.
O político e a mulher que o acompanhava se sentaram no banco de trás e começaram a conversar em inglês. Jorge Paulo Lemann foi na frente, ao lado do motorista. Collor se queixava à interlocutora do comportamento de alguns empresários. Citou especificamente o nome de Jorge Paulo Lemann. O banqueiro escutou o quanto aguentou até que, sem se identificar, avisou aos "caronas" que falava inglês. Collor continuou a fazer críticas - agora em francês. Quando chegou ao seu destino, antes de sair do automóvel Jorge Paulo olhou para o político e lhe disse apenas que seu francês era tão ruim quanto o inglês."
"Cooper" - sobrinho de Jorge Paulo - "perguntou ao tio se poderia conhecer o camarote" - da Brahma.  "A resposta do empresário, ainda que bem-humorada, foi desconcertante: 'Aquilo é um negócio. Os convites são para quem me ajuda a ganhar dinheiro, gente famosa e mulheres bonitas. Em qual categoria você está?' Cooper teve que assistir ao desfile das escolas de samba pela televisão."
"Como já anoitecia, o diretor da fábrica ofereceu aos chefes uma carona. Quando Magim viu o automóvel - um sofisticado sedã da General Motors sem nenhum logotipo da cervejaria -, teve um rompante. Primeiro perguntou se aquele carro era do sujeito ou da companhia. O executivo respondeu que era da frota. Magim ficou transtornado. Começou a chutar a porta do carro e berrar que todos os automóveis da Brahma deveriam estar logotipados (meses antes a cervejaria havia baixado uma norma nesse sentido). 'Você tem vergonha da sua empresa?', vociferava, enquanto desferia mais alguns chutes. 'Nessa porra eu não vou!' O diretor da fábrica, com 30 anos de casa, ficou atônito. Marcel observou tudo em silêncio. Só abriu a boca quando eles finalmente chegaram ao hotel: 'Porra, Magim, não era para exagerar...'

Até hoje Magim se diverte ao contar a história."

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Maria da Glória Perez Delgado Sanches

terça-feira, 26 de agosto de 2014

NÃO ESPERE A SEXTA-FEIRA!

Para ser feliz não é preciso que venha a sexta-feira.
Há tanta perda em amargar uma semana para somente então alegrar-se!
Não é preciso que seja verão - ou primavera.
Pois os dias frios ou chuvosos sempre existirão. São necessários.
Aliás, é necessária a nuvem para que descubramos o azul do céu
O sabor amargo para que o doce seja melhor sentido
O tropeço para que aprendamos a levantar.
Ser feliz é quase uma escolha
É um sorrir para a vida, um alegrar-se em paz,
Sorrir com os olhos, em harmonia com o entorno.
Não a ausência de lamentos, 
Mas um agradecer, um estar, um ser.
Esqueça a pedra, a nuvem, o amargor
"Que bom se as segundas-feiras não existissem!"
Não! Vivê-las é estar vivo!
Viva!


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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

HORTA COMUNITÁRIA NA AVENIDA PAULISTA

Às terças e quintas-feiras transito pela Avenida Paulista, até a Consolação. 
Aquele que passa pode admirar, no canteiro central, uma horta comunitária, a Horta do Ciclista
Bananeiras, jiló, couve, maracujá, tomateiros, manjericão, pimentão, abacaxi, bertália: são tantas as hortaliças, a maioria acompanhada de plaquinhas, que indicam o nome das plantas.
Por falar em placas, há a de boas-vindas e as que indicam o dia de trabalho dos cuidadores: todo primeiro domingo de cada mês. 
Que tal conhecer e, quem sabe, participar?
 







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Maria da Glória Perez Delgado Sanches

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

COLÔNIAS DE IMIGRANTES E IMIGRANTES SOLITÁRIOS: CAPULETOS E MONTECCHIOS E O EXÓTICO DA TERRA

O Brasil é um país plural, feito de gente: índios, negros, imigrantes e os descendentes dessa gente toda.
Venho de uma família de espanhóis: meus pais são primos; minhas avós, irmãs, casaram-se uma com um primo e outra com alguém da colônia. Muitos primos de meus pais e avós também são casados com primos.
Desde criança ouvi falar da colônia, em São João da Boa Vista. Mas somente pude entender o significado - e o porquê de tantos sobrenomes dobrados, como Vargas Vargas - adulta, nas palavras de um conhecido que viveu e cresceu na cidade.
O grupo era tão seleto e reservado que as mulheres não podiam cumprimentar ou olhar para alguém que não fizesse parte dele. Cometido o deslize seriam arrastadas para casa, pelos cabelos, debaixo de impropérios. Literalmente.
O "estranho" não estava limitado a brasileiros, mestiços ou negros, mas a qualquer um (mesmo espanhóis).
Os pequenos feudos visavam não apenas a perpetuação dos costumes e a pureza da raça, mas a manutenção do poder de uma pequena oligarquia. Juntos, seriam mais fortes.
A situação não foi diferente em diversos grupos de imigrantes que vieram ao Brasil: alemães, suíços, japoneses. Suas colônias, fechadas, garantiam casamentos entre seus membros e a exclusividade do grupo. 
Há vinte anos conheci uma adolescente, natural de cidade gaúcha, que teve sua crise de Julieta. Certa cidade era dominada economicamente por alemães. Estes alemães constituíram dois clãs - que não se misturavam, assim como não misturavam seus elementos com elementos alheios. Descoberto insipiente namoro com a "tribo" rival, foi ela enviada à São Paulo, aos cuidados dos tios, pelo período de um ano.
A história repete outra paixão, vinte anos mais velha e também arrefecida, entre Capuletos e Montecchios da mesma cidade do Rio Grande do Sul. Depois de separados, estes últimos encontraram-se em São Paulo, trocaram olás, compartilharam um café e se despediram. Duas famílias e um amor frustrado.
Cruzei estas informações com outras, de estrangeiros que conheci: em visita ao país, enamoraram-se, casaram, ficaram.
Um, italiano, apaixonado por mulatas, casou-se com uma. Jamais alguém com minha pele, olhos e cabelos teria a chance de ser vista por ele. 
O outro, alemão, teve olhos, apenas, para a índia que um dia conheceu. Casou-se, em Manaus, mudou-se para o Rio de Janeiro e mora no interior de São Paulo. Separado da mulher, abandonou-se, mas a cada vez que (re)conta sua história, admiro seus olhos, que passeiam pelo passado mágico, iluminados por uma luz especial quando afirma: "Índia mesmo, de verdade! Linda!"
Tivemos imigrantes e imigrantes. Muitos trouxeram um pedaço de seus países para formar um espaço-fortaleza inexpugnável; outros, solitários, apenas queriam conhecer o exótico, foram tomados pela paixão e ficaram.
Os primeiros? O tempo, o contato diário com aqueles que habitam estas terras (as escolas nas colônias não seriam mais suficientes e o trabalho tornou-se uma necessidade) e a migração interna (assim que casaram, tanto meus avós paternos como os maternos vieram para São Paulo) trataram de aproximar os povos.
As gerações se sobrepõem e o sonho de manter a pureza dos costumes, do sangue e a consolidação do poder daqueles sonhadores cai por terra, um dia. 
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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

VEÍCULO ABANDONADO HÁ MESES: PLACA BRD3344. Alguém conhece o dono?


Todos os dias vejo o automóvel parado, sujo. Um pneu furado. Já faz parte da paisagem. Alguém conhece o proprietário?
 
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Maria da Glória Perez Delgado Sanches




ÍMÃS NO QUARTO DE FERRAMENTAS: ORGANIZAÇÃO E PRATICIDADE

Fui arrumar o computador. Na oficina do técnico, as ferramentas penduradas nas mãos francesas.
Investigo daqui, perscruto dali: "Cadê a cola?"
- São ímãs. 
Como os suportes são de

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

1º Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas é marcado por semana de mobilização no Brasil

Foto: UNODC
O Cristo Redentor no Rio de Janeiro, a esplanada dos ministérios em Brasília e o Jardim Botânico de Curitiba são alguns dos monumentos, pontos turísticos e cartões postais ao redor do Brasil, que foram iluminados de azul em homenagem à Campanha Coração Azul, para marcar o 1º Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas comemorado em todo o mundo nesta quarta-feira, dia 30 de julho.
O Cristo Redentor foi o primeiro monumento a receber a iluminação especial na noite de segunda-feira (28), quando foi palco da abertura da Semana Nacional de Mobilização pelo Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. Após um ato celebrado pelo arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta, o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo e o representante do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) no Brasil, Rafael Franzini, apresentaram um novo relatório com dados inéditos sobre o crime no País.
Para demonstrar apoio às vítimas e promover a conscientização sobre o crime no 1º Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas, a Campanha Coração Azul está convocando pessoas do mundo inteiro a postar uma foto nas redes sociais fazendo um coração com as mãos e a usar as hashtags #igivehope e #coraçãoazul.
Saiba mais sobre este assunto no link: http://goo.gl/gweuAU
Fonte: ONU. Blog parceiro cadastrado.

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Amamentação é a forma ‘mais simples, inteligente e barata’ de alimentar o bebê, afirma UNICEF

O UNICEF alerta que menos da metade dos recém-nascidos do mundo podem beneficiar-se da amamentação exclusiva materna. Foto: UNICEF/Holt
O melhor gesto que uma mãe pode fazer para seu recém-nascido é amamentar – um ato que ajuda muito mais do que a própria sobrevivência das crianças, mas também ajuda os bebês crescerem com benefícios que duraram por toda a vida, disse a mensagem inicial da ONU para a Semana Mundial de Amamentação, comemorada entre os dias 1 a 7 de agosto em mais de 170 países e que destaca o papel vital que a amamentação desempenha na vida das crianças.
“A amamentação imediata na primeira hora de nascimento poderia evitar a morte desnecessária de uma em cada cinco crianças. Esse número significa mais do que 500 mil crianças a cada ano. Mais de 1.500 crianças todos os dias”, disse o diretor-executivo do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Anthony Lake.
Porém, apesar de ser a maneira mais simples, mais inteligente e mais barata de criar crianças mais saudáveis, o UNICEF alerta que menos da metade dos recém-nascidos do mundo podem beneficiar-se desse tipo de dieta. Menos ainda são aqueles que conseguem ser amamentados exclusivamente com o leite materno durante os primeiros seis meses.
Para mudar essa tendência, o UNICEF ressalta a importância de mudar práticas sociais, trabalhando em primeiro lugar com comunidades e famílias para incentivar que mais mães possam amamentar aos seus filhos.
“O aleitamento materno é o fundamento de uma boa alimentação, reduzindo o risco de desnutrição na primeira infância e o risco de obesidade na vida adulta. Ao apoiar a nutrição e fortalecimento do vínculo entre mãe e filho, a amamentação também apoia o desenvolvimento saudável do cérebro”, acrescentou Lake.
Fonte: ONU. Blog parceiro cadastrado.
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Maria da Glória Perez Delgado Sanches

DÊ UMA CHANCE PARA SEUS SONHOS. DA CIDADE GRANDE PARA A CASA NA PRAIA, COM UM GRAAAAAANDE TERRENO.

DÊ UMA CHANCE PARA SEUS SONHOS. DA CIDADE GRANDE PARA A CASA NA PRAIA, COM UM GRAAAAAANDE TERRENO.
Ser feliz é uma opção e você é livre para viver a vida. Escolha seu sonho. Vale a pena.

QUEM SOU EU

Minha foto

Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

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