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RECICLAR É PRECISO

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RECICLAR É PRECISO. O MAIS, SERÁ PRECISO? Viver com alegria é viver em paz e harmonia. É olhar com a alma, observar com o coração, agir em conformidade com a natureza. Somos tanto mais necessários quanto mais úteis, em equilíbrio com o todo. Somos um; você sou eu e tudo o que o afeta, afeta a mim, também.

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domingo, 15 de julho de 2012

PRÊMIO CASA DE RUI BARBOSA 2012 - MONOGRAFIA

PRÊMIO CASA DE RUI BARBOSA 2012 - MONOGRAFIA
Clique na foto para ampliarA Fundação Casa de Rui Barbosa, órgão vinculado ao Ministério da Cultura, está promovendo o Concurso de Monografias "Prêmio Casa de Rui Barbosa 2012". A temática da monografia será de livre escolha do candidato, devendo, contudo, ser referenciada aos acervos bibliográficos e arquivísticos da Fundação Casa de Rui Barbosa.

Os prêmios, no valor de R$ 9.000,00 (nove mil reais) e R$ 6.000,00 (seis mil reais), serão concedidos aos autores dos trabalhos classificados no concurso em primeiro e em segundo lugares, respectivamente. A critério da Comissão Julgadora ainda poderão ser indicadas até três menções honrosas, agraciadas exclusivamente com o título de destaque, indicação para publicação – a qual se poderá dar pelas Edições Casa de Rui Barbosa ou por terceiros a critério do autor –, além de kits com livros das Edições Casa de Rui Barbosa.

Serão apenas considerados os trabalhos inéditos, redigidos em língua portuguesa e assinados sob pseudônimo.

Poderão participar do concurso, individualmente ou em grupo, com apenas uma monografia, pessoas físicas brasileiras ou estrangeiras, com conclusão comprovada em graduação superior. As inscrições deverão ser feitas, por via postal expressa (SEDEX ou similar) no seguinte endereço:
PRÊMIO CASA DE RUI BARBOSA
Fundação Casa de Rui Barbosa
Serviço de Arquivo Histórico e Institucional
Rua São Clemente, 134 – Botafogo
22260-000 Rio de Janeiro RJ
O prazo de inscrição será encerrado no dia 30 de julho de 2012, valendo como comprovação o carimbo dos Correios na data da expedição. Mais informações: (21) 3289-4645 / pesquisa@rb.gov.br

O resultado final será publicado no Diário Oficial da União, e estará disponível no sítio da FCRB a partir do dia 1º de outubro de 2012.

A PAPISA PAPADA

O professor Rodrigo (Rodrigo Gago Freitas Vale Barbosa, na FDSBC) comentou acerca da papisa que teria enganado todo o clero. Aqui segue um texto que ajuda a entender a história.

A dita “PAPISA JOANA”

D. Estevão Bettencourt

A estória

Nos debates concernentes à Papisa Joana são evocados onze textos ou fontes escritas, que se escalonam entre os anos de 886 e 1279. Esses onze textos se reduzem a duas famílias de documentos: uma família é a da Chronica universalis Mettensis, devida ao dominicano João de Mailly e redigida por volta de 1250. A outra família é a do... (clique em "mais informações" para ler mais)

NA INFÂNCIA ERA A LUZ

Cresci com meus avós: Dona Quina e Seu Perez. Morei com eles até os sete anos. Após, nas férias escolares e finais de semana.
Quando não nos víamos, preparava ela meus vestidos e casacos, lindos! Mesmo depois que cresci, deixava guardadas coisas de que sempre gostei de comer: era a minha avó! Mais do que avó: a pessoa a quem mais amei.
Não precisávamos de palavras: sempre bastou o olhar. Para nos compreendermos, para nos dizermos de nosso amor.
Eu, sempre aluna; ela,... (clique em "mais informações" para ler mais)

ONDE ESTÁ A QUINA?


A Quina criança não conhecia regras. Menina-moleque.
- Onde está a Quina?
Não se sabe. Nunca se sabia. Já cedo sumia.
Na colônia haviam cavalos, que montava em pelo.
Se a fome apertava, como se resolvia? Haviam frutas.
Também matava uma galinha, fazia a fogueirinha e comia. Conhece galinha caipira, aquelas mais caipiras ainda, que ciscam no terreiro, nos campos, soltas? Pois é. Corria até vencer a ave pelo cansaço ou pela esperteza de tantas tentativas - erros e acertos.
Podia também pescar. Sem vara, sem anzol. Tudo improvisado.
A pequena Quina se virava para comer, para brincar, independente, solta.
Os espaços na natureza também foram feitos para pensar. E a Quina pensava, admirava e sonhava. Sonhava em um dia, quando crescesse, pudesse manter sua independência, não precisar do por favor para fazer as coisas, apenas resolver-se a fazê-las e informar.
Onde está a Quina?
A menina aparecia já à tardinha. Haveria sempre de estar suja, despenteada e corada.
Menina-loira-quase-índia-quase-bicho. Independente.


Maria Joaquina Bargas Perez nasceu em 1906. Filha de espanhóis, nasceu em São João da Boa Vista, no Interior de São Paulo.
Casou-se na colônia com meu avô, Juan Antonio Perez, seu primo.
Soube por terceiros que viveram à época que as mulheres, no grupo, não poderiam sequer olhar ou cumprimentar quem não fizessem parte dele (seriam arrastadas pelos cabelos). 
Com o casamento, veio para São Paulo. Dedicou sua vida ao trabalho, à família, às pessoas que necessitassem de apoio.
Livre, independente, autêntica. Minha avó. Meu exemplo de vida.

EXEMPLO DE VIDA


Maria Joaquina Vargas Perez, a eterna professora
Minha avó foi a pessoa mais incrível que conheci. Além e acima de seu tempo.
Sua vida foi orientada por regras que ditava para si mesma. Regras morais, às quais seguia fielmente. Também regras de independência e liberdade, que não excluíram meu avô de sua vida.
Jamais a vimos mentir ou maldizer. Casada com o primo, Juan Antonio, ela e meu avô vieram da colônia, no interior (São João da Boa Vista), para São Paulo.
De início, fez um curso de arte culinária e outro para ensiná-la. A menina que casara sem saber fritar sequer um ovo percebeu cedo que não seria esta a sua praia.
Aprendeu então corte e costura e fez outro curso, destinada a lecionar a arte de costurar . Montou uma escola, que batizou com o nome do filho caçula (Darwin) e lecionou toda a vida, em três turnos, reservando-se as sextas-feiras para emendá-las aos sábados e domingos. Houveram festas de formatura magistrais. Foi essa decisão que lhe garantiu sua independência financeira.
Em decorrência dessa independência, conseguiu autonomia, para dirigir sua própria vida, conhecer muitas pessoas e ser conhecida. É fato que batizaram mais de cem crianças, mesmo irmãos.
Com o passar do tempo, aprendeu a ler, falar e escrever em várias línguas.
Ajudou muita gente, com o afluxo de imigrantes de várias nacionalidades, tornando-se pessoa de destaque no bairro. Tenho fotos de aniversário onde sou a única criança, onde políticos promoviam-se, amparados no bem-fazer dos cidadãos comuns. Até o Jânio está entre elas.
Aliás, ela era ademarista, meu avô, janista. E os dois promoviam seus políticos.
Entretanto, a lição mais importante foi a de que a liberdade é uma conquista diária, impossível sem a independência financeira; de que é preciso ser humilde, para que sejamos respeitados, e de que nada disso pode nos servir se não mantivermos uma postura digna.
Nunca a soube religiosa. Não frequentava igrejas, respeitava, entretanto, a todas e a seus seguidores. Existia, no seu íntimo, uma religiosidade intrínseca. Pelas manhãs, ao acordar, abria a porta dos fundos e, olhando o nascente, recitava uma oração - a única que já a vi rezar:

"Librame, Dios
De mis malos pensamientos
De mi para con losotros
Y de losotros para conmigo.
Librame, Dios
De mis malas palabras
De mi para con losotros
Y de losotros para conmigo.
Y librame, Dios
De mis malas acciones
De mi para con losotros
Y de losotros para conmigo.
En nombre del padre,
Del hijo
Y del espirito santo
Amén."

Persignava-se, primeiramente na testa, após, na boca, e depois, no coração. Finalmente, fazia o tradicional sinal da cruz.
Absolutamente, não foi a oração que a tornou a pessoa independente, batalhadora, grandiosa. Mas sua determinação.Talvez a oração diária, pronunciada com graça e fé, desse-lhe apenas o norte, uma vez que tinha uma personalidade única e vontade inquebrantável.
Uma postura digna diante da vida, para que sejamos respeitados também por nós mesmos.
Vovó Quina e vovô Perez: sou muitíssimo grata a vocês e dignificada por ser sua neta.

DÊ UMA CHANCE PARA SEUS SONHOS. DA CIDADE GRANDE PARA A CASA NA PRAIA, COM UM GRAAAAAANDE TERRENO.

DÊ UMA CHANCE PARA SEUS SONHOS. DA CIDADE GRANDE PARA A CASA NA PRAIA, COM UM GRAAAAAANDE TERRENO.
Ser feliz é uma opção e você é livre para viver a vida. Escolha seu sonho. Vale a pena.

QUEM SOU EU

Minha foto

Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

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