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RECICLAR É PRECISO

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RECICLAR É PRECISO. O MAIS, SERÁ PRECISO? Viver com alegria é viver em paz e harmonia. É olhar com a alma, observar com o coração, agir em conformidade com a natureza. Somos tanto mais necessários quanto mais úteis, em equilíbrio com o todo. Somos um; você sou eu e tudo o que o afeta, afeta a mim, também.

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domingo, 15 de julho de 2012

EXEMPLO DE VIDA


Maria Joaquina Vargas Perez, a eterna professora
Minha avó foi a pessoa mais incrível que conheci. Além e acima de seu tempo.
Sua vida foi orientada por regras que ditava para si mesma. Regras morais, às quais seguia fielmente. Também regras de independência e liberdade, que não excluíram meu avô de sua vida.
Jamais a vimos mentir ou maldizer. Casada com o primo, Juan Antonio, ela e meu avô vieram da colônia, no interior (São João da Boa Vista), para São Paulo.
De início, fez um curso de arte culinária e outro para ensiná-la. A menina que casara sem saber fritar sequer um ovo percebeu cedo que não seria esta a sua praia.
Aprendeu então corte e costura e fez outro curso, destinada a lecionar a arte de costurar . Montou uma escola, que batizou com o nome do filho caçula (Darwin) e lecionou toda a vida, em três turnos, reservando-se as sextas-feiras para emendá-las aos sábados e domingos. Houveram festas de formatura magistrais. Foi essa decisão que lhe garantiu sua independência financeira.
Em decorrência dessa independência, conseguiu autonomia, para dirigir sua própria vida, conhecer muitas pessoas e ser conhecida. É fato que batizaram mais de cem crianças, mesmo irmãos.
Com o passar do tempo, aprendeu a ler, falar e escrever em várias línguas.
Ajudou muita gente, com o afluxo de imigrantes de várias nacionalidades, tornando-se pessoa de destaque no bairro. Tenho fotos de aniversário onde sou a única criança, onde políticos promoviam-se, amparados no bem-fazer dos cidadãos comuns. Até o Jânio está entre elas.
Aliás, ela era ademarista, meu avô, janista. E os dois promoviam seus políticos.
Entretanto, a lição mais importante foi a de que a liberdade é uma conquista diária, impossível sem a independência financeira; de que é preciso ser humilde, para que sejamos respeitados, e de que nada disso pode nos servir se não mantivermos uma postura digna.
Nunca a soube religiosa. Não frequentava igrejas, respeitava, entretanto, a todas e a seus seguidores. Existia, no seu íntimo, uma religiosidade intrínseca. Pelas manhãs, ao acordar, abria a porta dos fundos e, olhando o nascente, recitava uma oração - a única que já a vi rezar:

"Librame, Dios
De mis malos pensamientos
De mi para con losotros
Y de losotros para conmigo.
Librame, Dios
De mis malas palabras
De mi para con losotros
Y de losotros para conmigo.
Y librame, Dios
De mis malas acciones
De mi para con losotros
Y de losotros para conmigo.
En nombre del padre,
Del hijo
Y del espirito santo
Amén."

Persignava-se, primeiramente na testa, após, na boca, e depois, no coração. Finalmente, fazia o tradicional sinal da cruz.
Absolutamente, não foi a oração que a tornou a pessoa independente, batalhadora, grandiosa. Mas sua determinação.Talvez a oração diária, pronunciada com graça e fé, desse-lhe apenas o norte, uma vez que tinha uma personalidade única e vontade inquebrantável.
Uma postura digna diante da vida, para que sejamos respeitados também por nós mesmos.
Vovó Quina e vovô Perez: sou muitíssimo grata a vocês e dignificada por ser sua neta.
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DÊ UMA CHANCE PARA SEUS SONHOS. DA CIDADE GRANDE PARA A CASA NA PRAIA, COM UM GRAAAAAANDE TERRENO.

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Ser feliz é uma opção e você é livre para viver a vida. Escolha seu sonho. Vale a pena.

QUEM SOU EU

Minha foto

Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

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