Quando era pouco mais que uma menina, trabalhei em um escritório de contabilidade.
Lá pelas tantas, resolvemos preparar nosso almoço, na cozinha, todos os dias: feira, supermercado, fogão, louça para...
Trocar experiências, reciclar (palavra de ordem), cuidar do jardim, do pomar, da horta, cultivar amigos, ler, estudar, olhar o mundo com olhos sempre novos. Se a natureza é exuberante, viva, dinâmica, tudo o que fica parado estagna: água, energia, vida. Daí a virtude da renovação: adiante e além, em harmonia. Lema? "Cada coisa é segundo sua utilidade". Esteja em casa.
PLANTANDO DÁ, SIM
RECICLAR É PRECISO
RECICLAR É PRECISO. O MAIS, SERÁ PRECISO? Viver com alegria é viver em paz e harmonia. É olhar com a alma, observar com o coração, agir em conformidade com a natureza. Somos tanto mais necessários quanto mais úteis, em equilíbrio com o todo. Somos um; você sou eu e tudo o que o afeta, afeta a mim, também.
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segunda-feira, 8 de maio de 2017
DOCE OU SALGADO? SEM PRECONCEITO, NEM DOCE, NEM SALGADO
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terça-feira, 1 de setembro de 2015
FRUTEIRAS QUE PRODUZEM EM VASOS, ORIGINAIS, BELAS E DE FRUTOS DELICIOSOS
Cresci em casa com amplo quintal, semelhante às casas de tantos amigos e conhecidos daquele tempo, quando havia menos automóveis e mais verde em São Paulo.
Na frente, um jardim, atrás da casa, árvores frutíferas: goiabeiras, nespereira (de frutos amarelos e aveludados, que chamávamos e ameixa amarela), limoeiro doce de casca grossa e cereja do rio grande.Havia sempre um cachorro e tivemos patos e coelhos.
Na frente, um jardim, atrás da casa, árvores frutíferas: goiabeiras, nespereira (de frutos amarelos e aveludados, que chamávamos e ameixa amarela), limoeiro doce de casca grossa e cereja do rio grande.Havia sempre um cachorro e tivemos patos e coelhos.
Quando os últimos foram mortos, foi um escândalo, se bem que os patos morreram de velhice, já avós.
Das goiabeiras fez-se tanta goiabada que por muitos anos, quando jovem adulta, não podia sequer ver o doce.
Pudera! Todos os dias, na temporada, a sobremesa e o acompanhamento no lanche ou café da manhã era o mesmíssimo doce, que
comia puro, com goiaba, com pão, com queijo, em doces e bolos.
comia puro, com goiaba, com pão, com queijo, em doces e bolos.
terça-feira, 12 de novembro de 2013
SALADAS: DEVEM SER SERVIDAS ANTES, DURANTE OU DEPOIS DO PRATO PRINCIPAL?
Em São Paulo é praxe servir a salada antes do prato principal. A prática está fundamentada tanto no hábito como na ingestão de menor quantidade de proteínas, gorduras e carboidratos, que acompanham as massas, batatas, arroz e carnes, que compõem o prato principal.
Com a ingestão das fibras cria-se a sensação de saciedade; por consequência, sobra menos espaço no estômago para completar a refeição. Isso não é sempre verdade quando molhos regam saladas ou ainda quando estas são preparadas com macarrão ou batatas e o prato principal é acompanhado por verduras.
Há os que defendem que, para a melhor digestão, o ideal é a ingestão da salada durante a refeição, junto com o prato principal.
Eu não tinha problemas com o comer saladas até que a empresa em que trabalhava fosse incorporada e, em evidente choque cultural, descobri que talvez o que entendia por normal não fosse tão normal assim - ou certo, ou adequado.
Os gaúchos com os quais passei a conviver - e que desconheciam diversas verduras nossas conhecidas - estranharam o costume. Para eles, o melhor momento para a ingestão das saladas é ao final das refeições, porque a digestão, dessa forma, seria favorecida.
Costumes à parte, o assunto veio novamente à tona quando li O Livro do Sal, de Monique Truong (leia, a propósito, GASTRONOMIA E LITERATURA. O LIVRO DO SAL. ROMANCE E SEGREDOS DE FINA CULINÁRIA). Na página 260, Bihn fornece excelente motivo para que seja a salada servida após as refeições: preparar o paladar para a sobremesa: "Como os franceses, minhas Mesdames preferem as saladas após os pratos principais, algo ácido e picante para ressaltar a doçura do que está por vir. Por isso, Doce Delícia de Domingo, é que os americanos acham as sobremesas francesas tão pouco doces quando comidas separadamente. Pense na sobremesa como o intérprete de um conjunto, que jamais poderia ser forçado a se apresentar nu e sozinho. Salpicado com sementes da fava da baunilha e entremeado com purê de castanhas, o créme renversée à la cévenole eleva a humilde massa assada um estado de graça. Como diria Ahn Minh, "Se você não acredita em Deus, então como explica a castanha?"
Com a ingestão das fibras cria-se a sensação de saciedade; por consequência, sobra menos espaço no estômago para completar a refeição. Isso não é sempre verdade quando molhos regam saladas ou ainda quando estas são preparadas com macarrão ou batatas e o prato principal é acompanhado por verduras.
Há os que defendem que, para a melhor digestão, o ideal é a ingestão da salada durante a refeição, junto com o prato principal.
Eu não tinha problemas com o comer saladas até que a empresa em que trabalhava fosse incorporada e, em evidente choque cultural, descobri que talvez o que entendia por normal não fosse tão normal assim - ou certo, ou adequado.
Os gaúchos com os quais passei a conviver - e que desconheciam diversas verduras nossas conhecidas - estranharam o costume. Para eles, o melhor momento para a ingestão das saladas é ao final das refeições, porque a digestão, dessa forma, seria favorecida.
Costumes à parte, o assunto veio novamente à tona quando li O Livro do Sal, de Monique Truong (leia, a propósito, GASTRONOMIA E LITERATURA. O LIVRO DO SAL. ROMANCE E SEGREDOS DE FINA CULINÁRIA). Na página 260, Bihn fornece excelente motivo para que seja a salada servida após as refeições: preparar o paladar para a sobremesa: "Como os franceses, minhas Mesdames preferem as saladas após os pratos principais, algo ácido e picante para ressaltar a doçura do que está por vir. Por isso, Doce Delícia de Domingo, é que os americanos acham as sobremesas francesas tão pouco doces quando comidas separadamente. Pense na sobremesa como o intérprete de um conjunto, que jamais poderia ser forçado a se apresentar nu e sozinho. Salpicado com sementes da fava da baunilha e entremeado com purê de castanhas, o créme renversée à la cévenole eleva a humilde massa assada um estado de graça. Como diria Ahn Minh, "Se você não acredita em Deus, então como explica a castanha?"
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Maria da
Glória Perez Delgado Sanches
Membro Correspondente da ACLAC –
Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências de Arraial do Cabo, RJ.
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