PLANTANDO DÁ, SIM

RECICLAR É PRECISO

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terça-feira, 1 de setembro de 2015

FRUTEIRAS QUE PRODUZEM EM VASOS, ORIGINAIS, BELAS E DE FRUTOS DELICIOSOS

Cresci em casa com amplo quintal, semelhante às casas de tantos amigos e conhecidos daquele tempo, quando havia menos automóveis e mais verde em São Paulo. 
Na frente, um jardim, atrás da casa, árvores frutíferas: goiabeiras, nespereira (de frutos amarelos e aveludados, que chamávamos e ameixa amarela), limoeiro doce de casca grossa e cereja do rio grande.Havia sempre um cachorro e tivemos patos e coelhos. 
Quando os últimos foram mortos, foi um escândalo, se bem que os patos morreram de velhice, já avós. 
Das goiabeiras fez-se tanta goiabada que por muitos anos, quando jovem adulta, não podia sequer ver o doce. 
Pudera! Todos os dias, na temporada, a sobremesa e o acompanhamento no lanche ou café da manhã era o mesmíssimo doce, que 
comia puro, com goiaba, com pão, com queijo, em doces e bolos. 
Lembro-me de certa vez, quando (clique em "mais informações" para ler mais)
minha filha leu Clarissa, de Érico Veríssimo, e a protagonista protestou por ter, mais uma vez, de sobremesa, pêssegos em calda. Ela reclamou da menina enjoada e eu adverti: "Por mais que você goste de uma coisa, experimente comê-la todos os dias, sempre e sempre." E exemplifiquei com a nossa goiabada.
A nespereira, de porte grande, abrigava um balanço, feito com corda de sisal de oito milímetros de diâmetro, pela qual meu pai subia, por pura farra, de ponta cabeça. 
Anos depois morei no interior, em uma chácara, longe de tudo. Criei cavalos, tive cachorros e gatos e um galinheiro para galinhas botarem ovo e morrerem de morte natural, cada uma com seu nome de batismo. 
Ali tive um pomar que chamei de meu: amoreira, grumixama (mais parecida com a cereja europeia), goiabeira, pé de caqui e limão, todos já implantados pelo antigo dono. Das árvores que plantei  apenas as bananeiras, as parreiras e um limoeiro produziram. 
A terra era tão ruim, tão piçarrenta, que a quebrávamos para enterrar todo o tipo de coisas, a ver se melhorava. Tarefa ingrata.
Se a paisagem, do alto do morro, era maravilhosa, com amplo horizonte e o mais belo pôr do sol que já vi, nem as curvas de nível conseguiram salvar o solo, que perdia nutrientes para a baixada, coberta pela plantação de batata doce, abrigo de lebres, suas crias e cobras famintas.
Flores, sim, floresciam em profusão, porque não eram exigentes: tanto o roseiral como o longo jardim ladeando a estrada, eram cobertos de flores e folhagens, inclusive arbóreas (ipês, cedros, ficus). Sempre floriam aquelas de apenas uma estação, que propagávamos jogando as sementes ao vento, as belas hortênsias, que rodeavam toda a casa e os maciços de capuchinhas.
Também o pé de maracujá, imenso, plantado na antiga baia dos cavalos, produziu tanto que meu marido, até hoje, não suporta a fruta.
Voltei à cidade: casa, apartamento, trânsito, poluição. Agora, novamente procuramos um lugar com amplo espaço, próximo da natureza. Meu marido queria a volta para o campo, eu, a praia. Conseguimos conciliar o melhor em uma cidade com cara de interior e praias sempre limpas: um terreno grande, pertinho do mar, em Itanhaém. Depois de três anos reinando: planta, reforma, pinta e borda, estamos prontos para o novo lar, que também está pronto para nós.
Mas o pomar, não. Para muitos, seria já satisfatório: coqueiro (é claro), pés de laranja (bahia, kinkan, lima e champanhe), amora, nêspera, graviola, limão cravo (limão rosa, limão-cavalo, limão égua, limão francês, limão-vinagre ou limão caipira), caju, romã, fruta do conde, acerola, seriguela, pitanga, mamoeiros (junto ao muro), goiaba (não podia faltar) e ainda morangos, pitayas, abacaxis e physalis, além  de pequenas árvores de frutos minúsculos, apreciados pelos passarinhos. 
Entretanto, há espaço, ainda, e abrimos mão de uma piscina (há o mar, não é mesmo?). E entre árvores grandes ou pequenas, escolhi as pequenas ou arbustos, para que tenhamos frutos variados durante o ano todo. Um abacateiro, por exemplo, produziria muito e ocuparia espaço desnecessário. 
Pesquisei, então, na internet, por fruteiras de frutas saborosas, que ocupem pouco espaço (se possa plantar em vasos), oriundas preferencialmente da Mata Atlântica, não demorem a produzir e (ufa!) sejam, de preferência, belas. 
Ao final (que talvez não seja um final, mas apenas por ora), elaborei uma lista que me parece maravilhosa: jambo rosa ou vermelho anão (é linda!), tamarilho, cambuci, cabeludinha (ou jabuticaba amarela, mais saborosa do que a tradicional jabuticaba), guabiroba gigante, mirtilo (blueberry, um arbusto muito bonito), araçá, cajá anão, rabutã (ou rabutão) vermelho, dovyalis doce (damasco tropical), marmelo (seus frutos parecem peras), cubiú (arbusto), pitomba da bahia, camu-camu (arbusto), umbu, abiú, murici, uvaia, manacubiu (arbusto), bacupari mirim, guaticuruzu, gondo, guamirim, uvaia peba (ou perinha do mato), randia ou gardênia de fruta, ingá, usama amarela, bago de veado (ou jiló doce do mato ou, ainda, fruta de veado). 
Pode ser (e tenho a certeza disso) que você conhece algumas dessas plantas, talvez com nomes diferentes, plantadas no quintal de alguém. Exemplo e a minha doce e bela physalis, conhecida como saco de bode. Pode?
É possível, também que se conheça uma variedade de planta com  o mesmo nome que fique imensa, como é o caso da pitomba. A pitombeira é árvore frondosa, que atinge de 10 a 13 metros. Impossível para os padrões de meu terreno. Escolhi a pitomba da bahia, variedade que atinge de 2 a 4 metros e pode ser cultivada em vasos. Precoce, frutifica de 2 a 3 anos. Melhor assim não é?
Também conhecida é o pé de jambo ou jambeiro, que também fica enorme. Se observar meu elenco, verá que escolhi a espécie anã, esta sim compatível com um pequeno pomar. 
Pronunciando a maioria dos nomes já se vê a origem das fruteiras e a língua do índio que pode apreciá-las no passado. Passado que ficou para trás, porque hoje a maioria delas corre o risco de extinção. 
Se é praia, não pode faltar uma ou duas bananeiras, é claro, e o pergolado, já pronto, pode conduzir uma ou outra parreira. 
Talvez esteja exagerando um pouquinho. Talvez. 
Se não pesquisar, todavia, e procurar conhecer, saber bem o que quero e gravar tais nomes tão estranhos (nunca vi as frutinhas na feira ou no supermercado), acabarei levando gato por lebre: árvores grandes que demorem a produzir e quem sabe, algumas complicações (efeitos colaterais). Alguém já ouviu falar na cagaita?
O fato é que, se Deus ouvir minhas preces e eu conseguir todas as mudas, passarei o resto da vida podando, para garantir o sol a todas elas. Mas o esforço terá valido a pena: cada dia uma fruta diferente na mesa.
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Maria da Glória Perez Delgado Sanches
FRUIT THAT PRODUCE IN POTS, ORIGINAL, FINE AND DELICIOUS FRUITS For many, it would be satisfactory: coconut (of course), orange trees (bahia, kinkan, lime and champagne), mulberry, medlar, soursop, lemon clove (pink lemon, lime-horse, mare lemon, lime French, limão- vinegar or lemon hillbilly), cashew nuts, pomegranate, Earl of fruit, acerola, hog plum, cherry, papaya (at the wall), guava (lest we forget) and even strawberries, pitayas, pineapples and physalis, and ...
FRUTA QUE PRODUCE EN POTES, original, bella y deliciosa FRUTAS Para muchos, sería satisfactoria: Coco (por supuesto), naranjos (Bahia, Kinkan, cal y champán), mora, níspero, guanábana, clavo de limón (limón rosa, lima-caballo, yegua limón, lima francés, limão- vinagre o limón hillbilly), anacardos, granada, conde de fruta, acerola, jobo, cereza, papaya (en la pared), guayaba (no lo olvidemos) e incluso fresas, pitayas, piñas y physalis y ...
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DÊ UMA CHANCE PARA SEUS SONHOS. DA CIDADE GRANDE PARA A CASA NA PRAIA, COM UM GRAAAAAANDE TERRENO.

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QUEM SOU EU

Minha foto

Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

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