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RECICLAR É PRECISO

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RECICLAR É PRECISO. O MAIS, SERÁ PRECISO? Viver com alegria é viver em paz e harmonia. É olhar com a alma, observar com o coração, agir em conformidade com a natureza. Somos tanto mais necessários quanto mais úteis, em equilíbrio com o todo. Somos um; você sou eu e tudo o que o afeta, afeta a mim, também.

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terça-feira, 9 de maio de 2017

TROQUE SEUS LIVROS PELO CARTÃO DA BIBLIOTECA

clube da cmtc: agora cmtece, em itanhaémTudo começou com o clube da CMTC

Meu sogro, Seu Caetano, jamais imaginaria que a CMTC, empresa em que trabalhou uma vida, iria fechar. Com ela, o clube da CMTC, gozo e orgulho de toda a classe. 
Mesmo com a aposentadoria e sem a... 
CMTC, tudo poderia ser diferente. Mas não foi.

O caso é conhecido pelos sócios e moradores da cidade de Itanhaém, contado à "boca grande": o antigo prefeito chamava gente para morar nos rincões, no meio da mata, dava lotes para quem aqui quisesse morar, em troca de votos. 
clube da cmtc: agora cmtece, em itanhaémFrequentava o "clube dos velhinhos"; sentado, jogava baralho, bebia cerveja e, quando o presidente, já ébrio, reclamava do IPTU, simplesmente rasgava os papéis, jogava tudo no ar e dizia: "Olha o que faço com o seu IPTU. Esqueça! Olha o que fiz!" Dá para fazer uma ideia do que era a figura, sem jamais tê-la conhecido.
O velhinho-presidente-do-clube esquecia tudo durante um ano, findo o qual lastimava a cobrança do ano seguinte. O "bom" prefeito destruía, então, o novo carnê.
Passaram-se luas e mais luas até que o prefeito falastrão caiu e a dívida inscrita foi cobrada pelo novo Chefe do Executivo. Afinal, rasgar papeis não extingue débitos.
O espaço ficou saudoso. Quem trabalhou ou viveu aquela época lembra que duzentos leitos eram ocupados pelos visitantes, que se revezavam a cada semana, em busca do mar verde-azul de águas transparentes e tépidas, a uma quadra; da mesa, farta, frequentada com gula e alegria; da vegetação exuberante e bem cuidada.
clube da cmtc: agora cmtece, em itanhaém
Havia vida por toda parte, em um espaço gigantesco, embora também muito engano, que se lastima. No centro da cidade, um terreno desses gera, é evidente, impostos elevados, que se não quitados em dia tornar-se-ão impagáveis, uma bola de neve, como se diz. Assim, desse jeito. É a implacabilidade da vida: não existe almoço grátis.


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Perdido o clube, alguma coisa se fez do lugar (ou muitas coisas se fizeram)

clube da cmtc: agora cmtece, em itanhaém
De tanto meu sogro contar histórias do clube, fui visitar o agora CMTECE(Centro Municipal Tecnológico de Educação, Cultura e Esportes). 
clube da cmtc: agora cmtece, em itanhaémAfinal, são apenas duas quadras de onde trabalho; curiosidade, muita; tempo para bater perna não falta.
Passeando um dia e outro - afinal, se o prédio pertence à prefeitura, é público, né? -, conheci os jardineiros e trabalhadores locais, que me contaram histórias, muitas vezes repetidas, do tempo em que o lugar vivia cheio de gente, animado e vibrante, risos por todo lado. Vi o bosque, o casal de amiguinhos saguis, conheci outro caminho - e outra saída, que comunica com o terreno vizinho. 


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O espaço do CMTECE é subutilizado e as construções estão em péssimo estado, o que é de se lamentar. 
Tenho que ter em mente, entretanto, que aqui o ritmo é outro - não moro mais em São Paulo -; tanto as conquistas como as descobertas se fazem devagar.
O CMTECE é destinado à educação, à cultura e aos esportes, frequentado por professores e alunos da rede pública e também pela população.
Há muito a conhecer: há prédios novos e modernos, no terreno contíguo, que possuem piscinas e salas onde se praticam esportes. Parecem bem cuidados e são mais frequentados .
É ver o que se oferece e saborear o cardápio. Por enquanto, o que vejo me encanta, a despeito da má impressão inicial, pela decrepitude do lugar, talvez influenciada, também, pelas histórias ouvidas.


Uma sala de leitura, minha biblioteca

Uma porta sempre fechada (devido ao ar condicionado) me pedia para abri-la. Hesitei um dia e outro, até que decidi conhecer o que havia lá dentro. 













Do lado de fora, a plaquinha: "Sala de Leitura Harry Forsell"; por dentro, descobri livros, ordenados, muitos, estantes impecáveis e vários ambientes, frescos, limpos e coloridos.
Melhor do que tudo a Isabel (Isabel Christina de Ponte), que me recebeu com um sorriso e me apresentou o lugar. O que eu gosto de ler?
Comprovante de endereço e documento de identidade e já se pode levar livros para casa. Comecei com Oscar Wide (O retrato de Dorian Gray) e João Ubaldo Ribeiro (O Sorriso do Lagarto e A Casa dos Budas Ditosos, que reli); depois me fez companhia Pirandello (O Falecido Mattia Pascal e Seis Personagens à Procura de Um Autor), Isabel Allende, paixão desde A Casa dos Espíritos (Ines da Minha Alma, Paula e A Filha da Fortuna), Carlos Ruiz Zafón (A Sombra do Vento), Ayaan Hirsi Ali (Infiel). 
Não tenho quinze dias para ler ou renovar os livros, como é praxe nas bibliotecas comuns, mas um mês, e há menos leitores, para concorrer, na hora da renovação. 
A Isabel Christina é uma pessoa deliciosa: dedicada, gentil, atenciosa, educada, tudo de bom, dá vida à sua/nossa cada vez maior e mais aconchegante biblioteca.

Com tanto carinho e amor pelo que faz, mais livros são doados, de tal modo o acervo se renova, cresce e aquilo que ainda chamamos "sala de leitura" está mais para uma biblioteca moderna e atualizada.
A sala de leitura (que na verdade são várias salas) se destina, além da oferta de livros, a ser um espaço para compartilhar ideias, como exposições e palestras.
Sexta-feira vários estudantes preparavam uma exposição; o blog Programa Social Escolar de Itanhaém divulga, na internet, imagens de crianças da quinta série do ensino municipal, assistindo uma palestra sobre disciplina escolar. Adorei a matéria, muito bem ilustrada (http://programasocialescolardeitanhaem.blogspot.com.br).  
Procurei saber da autoria do blog e dei com Bloggers com a profissão Agentes Sociais Escolares e uma simpática foto do pessoal. Uma ideia genial!















Troca de livros, levo o Seu Caetano

Precisava renovar meu estoque de livros emprestados. Seu Caetano, em casa, de visita, foi comigo e ficou de prosa com o pessoal do lugar, renovando as histórias dos tempos do clube da CMTC, do prefeito embrulhão e do presidente, dos apartamentos cheios, do refeitório e da judiação de terem perdido tudo aquilo.
Pensava ele jamais colocar novamente os pés ali; foi no entanto como um lavar de alma, um exorcismo. Talvez precisasse disso: as coisas vêm e vão, são e deixam de ser, para se renovarem em novas coisas. Foi embora de alma leve e provavelmente voltará. 


Troque seu estoque de livros pelo cartão da biblioteca

Por experiência sei que os livros demandam cuidado, atenção e tempo, senão viram comida de traças e depósito de poeira.
Viciada em ler - não durmo senão debruçada em páginas impressas - minha biblioteca, em casa, cresce despropositadamente, embora não tenha mais espaço para guardar os exemplares, como antigamente, nem tempo ou paciência, pois o trabalho, os blogs e a casa (incluídos o jardim e o pomar) ocupam-me tempo que, se sobra, prefiro dedicar ao lazer, não à limpeza de coisas mais além do que essencial. O mar está tão perto e seu rugido convida, todos os momentos do dia. É obedecer ou pedir para aguardar que mais tarde eu vou, seja para me molhar, caminhar ou simplesmente agradecer.
Entrei na onda e separei meus livros para doá-los, amontoados que estavam na estante, na mesa de cabeceira, ao lado do computador, sobre o bufê. Primeiro os de literatura; depois irão os técnicos, de direito e português. 
Quase desistia pelo muito peso para carregar. Usei a cabeça e dividi o volume em partes: a primeira seguiu hoje; o resto vai embora amanhã, depois de amanhã. Tem tempo.
O mais importante é que ganhei um espaço para passear, gente interessante com quem conversar e uma biblioteca novinha para mim. Com livros sempre novos, dos quais não precisarei cuidar, o que é fantástico!


Isabel expõe brinquedos

Os filhos da Isabel Christina divertiram-se, crianças, com brinquedos que não existem mais. Já adultos, embora jovens, não se desfazem dos objetos.
Teve ela, então, a ideia de expor os brinquedos para as crianças de hoje, que pouco conhecem além da bola e jogos de internet. A data já está marcada: de 22/05/2017 a 26/05/2017, uma semana inteirinha.
Começando o evento, postarei fotos, ok?


Um abraço, beijinhos, fique com Deus e lembre-se do meu recado: pense nos livros, conhecimento, viagens, sabor de vida e de saudade, que pode - e deve - ser compartilhado. E na praticidade que é ter um espaço tranquilo para ler, pensar, expor, escolher e devolver.
Você também pode comprar livros (pela internet, em sebos ou livrarias) - seu leque não é limitado pelo acervo público. Depois de ler, é doar, para que mais pessoas tenham acesso à obra que você leu.

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e os mais, na coluna ao lado. Esteja à vontade para perguntar, comentar ou criticar.
Um abraço!
Thanks for the comment. Feel free to comment, ask questions or criticize. A great day and a great week! 

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches
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DÊ UMA CHANCE PARA SEUS SONHOS. DA CIDADE GRANDE PARA A CASA NA PRAIA, COM UM GRAAAAAANDE TERRENO.

DÊ UMA CHANCE PARA SEUS SONHOS. DA CIDADE GRANDE PARA A CASA NA PRAIA, COM UM GRAAAAAANDE TERRENO.
Ser feliz é uma opção e você é livre para viver a vida. Escolha seu sonho. Vale a pena.

QUEM SOU EU

Minha foto

Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

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