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quarta-feira, 24 de julho de 2013

Turista morre em ataque de tubarão e a família pretende processar Estado

Câmeras de segurança da Secretaria de Defesa Social gravaram o momento do ataque - José Patrício/AE
A notícia foi publicada no Estadão de hoje: "De São Paulo, Bruna Gobbi, de 18 anos, foi a segunda mulher a ser atacada por tubarão e a primeira a morrer em Pernambuco". Sua família pretende processar o Estado porque o grupo em que ela se encontrava não foi avisado da possibilidade de eventual encontro com tubarões.

Eles podem a ação, pleiteando indenização. É um direito previsto constitucionalmente.  Mas pense bem: no local, muito próximo ao local do ataque, há placas (com mensagens em português e em inglês, além de um símbolo entendido em qualquer língua) informando a presença dos animais. Tal sinalização, observada a fotografia, tem o a altura de, ao menos, dois homens adultos, como se pode observar. 

Segundo a informação veiculada
pelo jornal, "existem 88 placas de advertência sobre a presença do animal nestes 30 quilômetros de praia", o que significa uma placa a cada 340 metros. Isso não é pouco, se analisados o tamanho das placas e os espaços amplos das praias.
Não só: a família tem parentes na região (que advertiram a moça) e a notícia da presença e ataques dos predadores é veiculada na imprensa, de maneira que não poderiam alegar desconhecimento.

Ela, com 18 anos, não tinha acesso à internet? Não sabia da possibilidade de um ataque? 

Não creio. Se podem pagar pela viagem e estadia, tem acesso à rede mundial de computadores.

No entanto, é muito mais fácil responsabilizarmos os outros pelo erro que cometemos. Mais fácil ainda responsabilizarmos o Estado. 
É uma triste notícia. A morte de uma jovem sempre será uma notícia triste. Lamento eu, lamente a família e os amigos. Entretanto, daí a responsabilizar o Estado porque não foram advertidos pessoalmente vai uma grande distância.

RECIFE - A família de Bruna da Silva Gobbi, 18 anos, que morreu no fim da noite de segunda-feira, 22, depois de ter sofrido ataque de tubarão na Praia de Boa Viagem, no Recife, pretende processar o Estado. "A gente não tem nada contra os bombeiros, eles trabalharam o máximo para salvar Bruna", reconheceu o tio da moça, Davi Leonardo Alves. No entanto, segundo ele, os guarda-vidas não alertaram o grupo em que ela se encontrava sobre o perigo de tubarão.

De férias, Bruna veio de São Paulo com a mãe Josete e mais dois parentes. Ela e primos se divertiam na Praia de Boa Viagem na manhã da segunda-feira e um primo que adentrou mais no mar foi chamado e advertido por bombeiros sobre o risco de afogamento devido à corrente marítima.
"Os bombeiros nada falaram sobre tubarão", confirmou Daniele Ariane da Silva Souza, de 26 anos, enfermeira, que viveu momentos de pavor, ao lado de Bruna, sua prima. Também de São Paulo, ela disse, no entanto, que ao sair da casa da tia onde estavam hospedados, em Olinda, receberam o alerta para terem cuidado com tubarão e o grupo chegou a fazer fotos de uma placa indicativa da presença do animal na área, próximo ao local do ataque. "Imagina um tubarão à beiramar, imagina isso", chegou a brincar Daniele, diante do que considerava uma impossibilidade, já que ela e Bruna se banhavam com água até a cintura. Câmeras de segurança da Secretaria de Defesa Social gravaram o momento do ataque.

Inconsolável, Daniele contou que ela e Bruna estavam próximas à faixa de areia quando, de repente, começaram a ser puxadas por uma correnteza. Sentiu se desgarrar da mão de Bruna e já não tomava pé. Manteve a calma e começou a boiar. Bruna se desesperou e ela ouvia seus gritos pedindo ajuda "me tirem daqui, me ajudem pelo amor de Deus".
Daniele estava a 50 metros da praia ao fundo e Bruna a 45 metros. Daniele percebeu o jet-ski ao seu lado e um bombeiro lhe pedindo para subir, mas sem forças para ajudar, foi levantada e puxada por ele. Viu outros dois bombeiros na água tentando resgatar o grupo. Desmaiou. Ao voltar a si, na areia, viu que Bruna estava com a perna dilacerada.
"Bruna parecia inconsciente, pálida, irreconhecível, suas pupilas não reagiam, era como se ela estivesse se apagando aos poucos". Bruna foi levada em uma viatura da Polícia Militar à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no bairro da Imbiribeira, na zona sul, porque, de acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Carlos Eduardo Casanova, a ambulância solicitada não chegou logo devido ao trânsito e eles acharam melhor não perder tempo. De lá uma ambulância a levou ao Hospital da Restauração, a maior emergência do Estado, onde se submeteu a cirurgia e teve a perna esquerda amputada na altura da coxa. Às 23h30 ela faleceu, na UTI.
O corpo de Bruna será enterrado nesta quarta-feira, 24, à tarde, no município metropolitano de Escada, a 65 quilômetros do Recife, onde mora sua avó materna, Isaura, que a jovem não via há 10 anos. O reencontro com a avó e os familiares da idade ocorreu na semana passada, logo depois da chegada. O pai de Bruna está sendo aguardado pela família. Ele deve chegar de São Paulo na madrugada.
Desde 1992, ocorreram 59 ataques de tubarão no litoral metropolitano - da Praia do Carmo, em Olinda, à Praia do Paiva, no município do Cabo de Santo Agostinho, numa extensão de 30 quilômetros. Deste total, 24 morreram. Bruna foi a primeira mulher a morrer e a segunda a sofrer ataque do animal no Estado, de acordo com o coronel Casanova.
Ele informou que há 88 placas de advertência sobre a presença do animal nestes 30 quilômetros de praia. Nas praias do Pina e de Boa Viagem, no Recife, há dez postos de guarda-vidas com vídeomonitoramento e radiocomunicação e jet-ski em três pontos. Os guarda-vidas também possuem um aparelho que emite um campo eletromagnético que perturba o tubarão. "Todos correram risco", afirmou ao elogiar a ação dos guarda-vidas: o que estava no jet-ski e os dois que entraram na água para resgatar as moças.
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Maria da Glória Perez Delgado Sanches
Membro Correspondente da ACLAC – Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências de Arraial do Cabo, RJ.

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Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

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Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

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