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RECICLAR É PRECISO

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RECICLAR É PRECISO. O MAIS, SERÁ PRECISO? Viver com alegria é viver em paz e harmonia. É olhar com a alma, observar com o coração, agir em conformidade com a natureza. Somos tanto mais necessários quanto mais úteis, em equilíbrio com o todo. Somos um; você sou eu e tudo o que o afeta, afeta a mim, também.

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quinta-feira, 13 de julho de 2017

CLIENTE HOMOFÓBICO, ADVOGADO HOMOFÓBICO

gay, lésbica e homossexualidade
Claro, defendia ele uma cliente condenada, em primeira instância, por danos morais, em caso de homofobia. "- Chamar de veado é xingar? Fala, você chamar..." 

Claro, defendia ele uma cliente condenada, em primeira instância, por danos morais, em caso de homofobia.
- Chamar de veado é xingar? Fala, você chamar alguém de veado é xingar?
O jargão foi repetido pelas salas e corredores, para si mesmo e a quem encontrasse pelo caminho.
Até que no caminho estava eu.
Se o camarada foi simplesmente ignorado por tantos quantos ouviram, comigo a coisa foi diferente:
- Depende. Chamar de preto pode ou não ser xingamento.
Pronto. Dei corda para que ele desenvolvesse sua arenga. E eu, a minha. 
- Se o sujeito é veado, não é xingar. Imagina! (risos altos) Se é veado!
- Se chamo um negão de negão, pode ser xingar.
- Veado é uma anomalia! Deus fez o homem e a mulher, dois sexos, só dois. Veado é coisa de doente. Doença! Deveria se tratar. É para ser internado, medicado, tratado.
- Não coloque Deus no meio. Deus criou o ser humano, se quer assim. Mas o homossexualismo existe entre os animais, na natureza - Eu sei que ele sabe isso.
- Depois que a Globo veio com veados em novelas, todo mundo quer defender os bichas. Agora é moda.
- Quando minha filha tinha dez anos, muuuuuito antes de a Globo vir com os gays em novelas - muito mesmo -, falei pra ela que podia levar para casa um namorado ou namorada. Para mim, tanto fazia - e tanto faz. Repeti isso por anos, tanto que ela chegou a pensar que eu preferia que fosse lésbica, o que não é verdade. Não prefiro nada. Mas há vantagens na homossexualidade, como escolher quando se vai ter filho - se vai ter -, e gastar com viagens e educação. 
- Duas mulheres! Daí nem dá sexo. (risos, risos, risos) Que piada!
- Claro que dá. É usar a imaginação.
- Ah! Você é muito evoluída pro meu gosto. Sem chance!
- O que importa é ser feliz, doutor, não interessa a opção. Ah! Não importa o que fizer, vai ter um filho ou neto veado, com certeza. É esperar e ver. A coisa vai evoluindo e o sexo das pessoas é cada vez mais irrelevante. 
- Deserdo. Ponho pra fora de casa. Credo!


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Passado o encontro, lembrei de quando era mais jovem. Separada, fazia faculdade (na época, de Economia) e dormia, nas sextas-feiras, na casa de uma amiga, a Cris, na volta do sambão.
Meu pai: 
- Não está namorando, saindo com alguém?
- Não, com ninguém.
Insiste. E conclui: 
- Você não é lésbica?
- Quem sabe, sou.
Falei mais para desafiar, para por um ponto final no assunto (no momento) e para, paradoxalmente, abrir uma questão.
O fato é que pensei muito sobre isso, com o passar dos anos, a partir do diálogo com meu pai.  
Eu não tenho um rótulo na testa. Não sou heterossexual nem homossexual, apenas tive relações heterossexuais em minha vida, o que é diferente. 
Você pode ser um homem que se relacione apenas com mulheres em sua vida e, no fundo - quem sabe -, gostaria de ter relações homo. 
É o que acontece, em geral, com aqueles que atacam ardorosamente o homossexualismo (devolvendo, com gosto). Pergunte pro Freud. Ele responde.
Não me apaixonei - que eu saiba - por mulheres, o que não significa que seria impossível. Talvez por comodidade, por conveniência, minha "escolha" tenha sido a heterossexualidade. Ou por falta de oportunidade, vez que não era "moda" há alguns anos.
Porém, defendo - e defendi, por anos -, a tese de que no futuro nós nos apaixonaremos - e nos relacionaremos amorosamente - por (e com) homens e mulheres, indiferentemente do sexo. 
Se a questão do provedor - o mantenedor da casa -, não é importante, tampouco a do controle da natalidade - se se pode escolher quando e se o casal terá filhos -, o sexo dos envolvidos é irrelevante. Ou não?
No futuro - acredito com o coração -, nós nos apaixonaremos por pessoas, por seres humanos, pelo interior, pela beleza, dignidade, pelas características próprias (defeitos e qualidades) da pessoa objeto de nosso amor, não por um órgão que (risos) seja capaz de proporcionar prazer.
O tempo passa. Se a coisa não funcionar direito, acaba o amor? Por favor!

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Muitos foram resistentes a essa tese, mas hoje (talvez mesmo por influência da Rede Globo) o pensamento das pessoas venha mudando. Tanto assim que, quando falei sobre o assunto com a Ágatha (nossa estagiária), ela concordou com tudo. 
Falando, pensava "O que a mãe dela pode imaginar? Que eu sou uma pervertida?" 
Não. A mãe da garota é cabeça aberta; já havia falado com ela sobre o assunto - talvez, comentando a relação do casal Félix e Niko, em Amor à Vida*.

(*) Não assisto novelas, não gosto (É uma amarração danada com finalidade nenhuma). Mas o Félix era tão comentado, em todo lugar, que um dia o procurei. Gostei e assisti outro capítulo. E outro, e outro. Torci por ele, até que "o amor venceu".

Entretanto, a coisa não é tão assim uma Brastemp. 
A irmã de uma pessoa muito querida (da qual não vou dar mais detalhes) revelou à mãe - evangélica e religiosa (nada contra os evangélicos e religiosos) - que a melhor amiga, que dormia em casa e na casa da qual também dormia, era sua namorada. E que a mãe da menina aceitava tudo na boa.
Foi o fim! A amiga se transformou, em segundos, no diabo que queria corromper a filha. Tolice!
Se tiver que ser, será. Não adianta ser do contra, ainda mais com adolescentes.


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Há maior liberdade, mais escolhas, opções. É melhor colocarmos as barbas de molho e nos resignarmos - ao menos quem resiste à ideia -, pois certamente teremos filhos e/ou netos gays. Melhor: no futuro do futuro, teremos filhos e/ou netos nem gays nem hetero: apenas humanos, sem qualquer rótulo.
Nos formulários e relatórios, ninguém vai perguntar se aquele que preenche é "homem" ou "mulher", porque o sexo não vai ser importante para o papel que as pessoas vão desempenhar profissionalmente, no lazer, em hobbies, porque não haverá separação das funções por conta do sexo.

O advogado? Perdeu o recurso, é lógico! O discurso inflamado, cheio de preconceito e ódio foi levado adiante. E continuará, até que ele se conforme. O tempo ensina.


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e os mais, na coluna ao lado. Esteja à vontade para perguntar, comentar ou criticar.
Um abraço!
Thanks for the comment. Feel free to comment, ask questions or criticize. A great day and a great week! 

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches
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DÊ UMA CHANCE PARA SEUS SONHOS. DA CIDADE GRANDE PARA A CASA NA PRAIA, COM UM GRAAAAAANDE TERRENO.

DÊ UMA CHANCE PARA SEUS SONHOS. DA CIDADE GRANDE PARA A CASA NA PRAIA, COM UM GRAAAAAANDE TERRENO.
Ser feliz é uma opção e você é livre para viver a vida. Escolha seu sonho. Vale a pena.

QUEM SOU EU

Minha foto

Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

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