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sexta-feira, 17 de junho de 2016

AÇAÍ DE JUÇARA: A MELHOR ALTERNATIVA AO PALMITO. Você sabia que para se extrair palmito a árvore tem que morrer?

Não como mais palmito. Não que não goste, pois adoro (em especial o juçara), mas porque para cada palmito na mesa (ou no pote do supermercado) é preciso derrubar uma árvore. 
O juçara (que é o mais saboroso) leva dez anos para produzir e é comum ser extraído da mata, clandestinamente.  
Não vou morrer se não comer palmito. Em compensação, descobri que a palmeira juçara (que como todas as palmeiras  morre para que saboreemos seu palmito) pode fornecer açaí.
Peraí: açaí de juçara?
Parece uma incongruência, e é: açaí é o nome de uma...
palmeira e de seu fruto; juçara, o nome de outra palmeira. São coisas diferentes. E não.
Diferentes até que são, mas o fruto da juçara é tão ou mais saboroso do que o do açaí original. 
A diferença? 
A palmeira juçara está disseminada (e adaptada) ao clima da Mata Atlântica (onde vivo), enquanto o açaí é original da Amazônia.
Existe quem já extrai e comercializa "açaí de juçara", prática que auxilia a recuperação e a conservação da espécie, garante alimento aos pássaros nativos e fomenta o desenvolvimento econômico.
Vai daí que, quando fui ao banco de mudas da cidade (já contei a história quando postei VOCÊ QUER PLANTAR UMA ÁRVORE? ITANHAÉM FORNECE A MUDA E ENSINA A PLANTAR. QUER MAIS? TEM., no blog Bela Itanhaém), trouxe para casa mudas de plantas da região: cabeludinha, grumixama guanandi e, é claro, juçara.
O rapaz perguntou se era para produzir palmito; respondi que não e expliquei sobre a "extração de açaí da juçara".  Foi um papo muito bacana e especial, mais especial ainda porque ele é especialista em plantas e orienta os alunos da rede pública, o que significa que a novidade foi levada às escolas, com entusiasmo. 
Abaixo, informações sobre o sistema de manejo e recuperação da palmeira-juçara. As fotos foram extraídas da internet e são relativas a produção do açaí de juçara.
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e os mais, na coluna ao lado. Esteja à vontade para perguntar, comentar ou criticar.
Um abraço!
Thanks for the comment. Feel free to comment, ask questions or criticize. A great day and a great week! 

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

Novo sistema de manejo conserva a palmeira-juçara
As questões sobre a compatibilidade do desenvolvimento socioeconômico e a conservação da biodiversidade nas regiões tropicais têm sido um dos grandes desafios da humanidade. Assim, para alavancar a conservação e a recuperação da palmeira-juçara (Euterpe edulis) e, ao mesmo tempo, trazer melhoria dos meios de vida das populações humanas das regiões de Mata Atlântica, uma pesquisa foi desenvolvida na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, pelo doutorando Saulo Eduardo Xavier Franco de Souza. A orientação foi do professor Edson José Vidal da Silva, do Departamento de Ciências Florestais.

Estudo busca alavancar recuperação e conservação da palmeira-juçara da espécie
A juçara é uma espécie importante ecológica, cultural e economicamente. A polpa de seus frutos é semelhante à do açaí amazônico e sua produção tem sido realizada em diversas localidades do sul e sudeste brasileiro na última década. O uso dos frutos valoriza a sobrevivência das palmeiras. Já o corte de palmito, inevitavelmente, aumenta a mortalidade. Além disso, as sementes geradas do processo de beneficiamento são aptas a germinar, possibilitando a recuperação da espécie. “O manejo da juçara para frutos, pode representar uma oportunidade de trabalho e renda para as comunidades rurais, bem como estimular a sobrevivência e recuperação da espécie”, explica o doutorando.
Para a realização da pesquisa, que teve início em 2011, Souza estudou iniciativas de produção de polpa da juçara por quatro comunidades situadas no entorno e interior do Parque Estadual da Serra do Mar, núcleos Santa Virgínia e Picinguaba, nos municípios de Natividade da Serra e Ubatuba (SP). “Foram selecionadas as comunidades da Vargem Grande, Sertão do Ubatumirim, Sertão da Fazenda e Cambury, pois estão engajadas por mais tempo na produção de polpa”, destaca o pesquisador.
A pesquisa foi conduzida, principalmente, por meio de entrevistas com os comunitários e monitoramento da produção de frutos e da dinâmica populacional em parcelas permanentes instaladas em áreas manejadas pelas comunidades e não manejadas no interior do parque, que totalizaram 1,9 hectares. Essas parcelas também foram utilizadas para amostrar a diversidade de árvores, para que pudesse avaliar a complementaridade dessas áreas para a conservação de outras espécies também.
O estudo abrangeu os principais tipos de vegetação onde a juçara é manejada — florestas secundárias e sistemas agroflorestais. “Essas áreas recebem diferentes níveis de intensidade de manejo agroflorestal. Além disso, a amostragem também representou três faixas de altitude da Serra do Mar, Terras Baixas (até 50 m), Submontana (50-500) e Montana (500-1500)”, ilustra Souza.

Principais resultados
O pesquisador ressalta que a colheita dos frutos é feita de forma não destrutiva. Após a colheita, ainda sobram cerca de 70% dos cachos na área. Cada grupo colhe frutos de 10 a 30 palmeiras por dia, o que rende, em média, 87 quilos (Kg) de frutos e 45 litros de polpa. “A quantidade de frutos restantes sugere que a atividade não prejudica a fauna que depende dos frutos, apesar de ainda ser necessário aprofundar essa questão”, lembra o pesquisador. Observou-se, ainda, que o novo sistema de manejo da juçara pode contribuir com o fortalecimento comunitário a partir da diversificação da produção familiar e aumento de renda.
Para o pesquisador, um dos desafios para a sustentabilidade do manejo de espécies nativas consiste em garantir a reprodução da espécie enquanto produz e comercializa. “Acompanhamos 712 palmeiras por três anos e verificamos que os adultos produtivos rendem, em média, 5,6 Kg de frutos por ano, chegando a 21 Kg por palmeira. Também registramos a maior média do número de cachos por palmeira já observada para a espécie (3,1), bem como um padrão de redução deste número conforme aumenta a altitude”, destaca o agrônomo.

Estímulos à sobrevivência
Por fim, foram verificadas as tendências demográficas da juçara por meio de modelos matriciais. A maioria das populações tende à estabilidade nos próximos 100 anos, mas aquelas que morreram mais adultas podem reduzir até 3% ao ano. “As análises demostraram a importância da sobrevivência de adultos para a viabilidade populacional em longo prazo. Simulações estocásticas do aumento da taxa de colheita de frutos (até 100%) demonstraram não afetar significativamente a taxa de crescimento populacional. Dessa forma, a colheita de frutos juçara alinha-se com a principal estratégia de manejo recomendada para a saúde das populações da espécie: o estímulo à sobrevivência das palmeiras adultas”, reforça.
Antes de finalizar, Souza comenta que há menos de um ano foi editada uma resolução estadual para regulamentar o manejo de espécies nativas da Mata Atlântica (Res. SMA 14/2014). A juçara foi a primeira espécie contemplada com regras específicas em anexo a esta resolução, desta vez regulamentando o uso de frutos, sementes e mudas, além do palmito. “As experiências da Serra do Mar foram determinantes para tal. Assim, esta pesquisa sobre os sistemas de manejo de juçara na Serra do Mar se conclui em momento oportuno para ampliar a discussão com a sociedade sobre manejo sustentável na Mata Atlântica”, conclui o pesquisador.
Fonte: Agência USP de Notícias
Mais informações: (19) 3447-8613 | 3429-4109 | 3429-4485 ou email alicia.esalq@usp.br
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Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

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