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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

IPOMEIA DE MINHA INFÂNCIA


Antiga recordação, eu, menina, muito (mas muito) pequena, quase me arrastando para colher uma delicada ipomeia. Um...

Antiga recordação é eu, menina, muito (mas muito) pequena, quase me arrastando para colher uma delicada ipomeia - flor de colorido fascinante e vida breve - para presentear minha mãe. O barranco, a estrada a seus pés, meu pai observando.
Flor azul, rosa, roxa, colore às dezenas encostas, cercas e surge desabrochada, espargindo e alegrando mato, salpicado de vida.
Meu pai olhava - protetor e incentivo -, garantia outro passo, que saía trêmulo e inseguro. 
Ao final, à beirada, automóveis desfilando como água, a flor à mão.  
A lembrança ficou meio que sonho, engrandecidos o vivido e as dimensões; transmudadas as distâncias. Talvez daí meu medo de altura.

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Tenho consciência de que as proporções não são tais como guardadas na memória.
Ao invés de segurança - que se desenvolveu, sob outros aspectos - o episódio possivelmente seja a causa da fobia pelas alturas, manifestada em paralisação e impotência. Claro, vencida, sempre: respiro fundo, tomo coragem e avanço, pernas enfraquecidas, parece faltar sangue para irrigá-las. 
A paixão pelas ipomeias ficou, não sou capaz de passar por uma flor sem parar para admirá-la e lembrar, com ternura, da ipomeia de minha infância.

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Um abraço!
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Maria da Gloria Perez Delgado Sanches 
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DÊ UMA CHANCE PARA SEUS SONHOS. DA CIDADE GRANDE PARA A CASA NA PRAIA, COM UM GRAAAAAANDE TERRENO.

DÊ UMA CHANCE PARA SEUS SONHOS. DA CIDADE GRANDE PARA A CASA NA PRAIA, COM UM GRAAAAAANDE TERRENO.
Ser feliz é uma opção e você é livre para viver a vida. Escolha seu sonho. Vale a pena.

QUEM SOU EU

Minha foto

Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

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