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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Não seria a hora de se repensar a roda dos expostos (ou roda dos enjeitados)?

"Recém-nascido é deixado em terreno baldio" é título de notícia veiculada pelo Estadão de 07/11/2013, sobre mais um abandono de bebê. Uma mulher encontrou um recém-nascido abandonado em um terreno baldio, em Mogi Guaçu, interior de São Paulo, em um saco de lixo. O menino, que ainda possuía o cordão umbilical, foi encaminhado pela guarda metropolitana para a Santa Casa de Mogi Guaçu. Ele pesa 2,650 quilos, está em uma incubadora e passa bem. Acionado o Conselho Tutelar, nenhum parente foi localizado. A Polícia Civil investigará quem é a mãe.

Não seria a hora de se repensar a roda dos expostos?

Notícias como a publicada pelo jornal são comuns, de tal forma que o abandono de recém-nascidos não chega a sensibilizar os leitores.

No Brasil, seguindo costume implantado na Europa, tivemos instaladas rodas dos expostos - um cilindro de madeira dividido ao meio no qual, anonimamente, crianças eram depositadas - desde o século XVIII. Enquanto durou o uso, o mecanismo foi a melhor solução para que bebês enjeitados - seja pelas regras morais, seja pela pobreza - tivessem acolhimento rápido e diminuíssem as taxas de mortalidade.

Fomos o último país a abolir a roda dos enjeitados, em 1950. Será que não seria a roda, hoje, um caminho mais digno às crianças abandonadas?

À falta de condições para cuidar do bebê somamos a dependência das drogas. O site uol (http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/09/22/bebes-abandonados-por-adolescentes-viciadas-em-crack-preocupa-autoridades-do-rio.htm) divulgou recentemente matéria sobre recém-nascidos, filhos de mães dependentes de crack e abandonados no Estado do Rio de Janeiro. Segundo a notícia, somente a 1ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso do Rio de Janeiro recebe, mensalmente, pelo menos 80 pedidos de audiência para medida protetiva de abrigamento a recém-nascidos. 

Pensa-se em maneiras de atrair as mães drogadas - e muitas vezes adolescentes - para que façam acompanhamento pré-natal, dado que as crianças nascem, em geral, com problemas irremediáveis.

Não adianta fechar os olhos. Basta visitar um abrigo de menores abandonados: os pais de tais crianças e adolescentes perderam o poder familiar e pencas de irmãos que quase invariavelmente apresentam algum problema de cognição aguardam, indefinitivamente, que alguém se interesse pela adoção.

As leis não ajudam. Impõem que o adotante leve toda a prole ou nada. O processo de adoção é demorado e dramático. Muitos juízes, entretanto, colocam-se a favor do Direito - e do adotado - permitindo que irmãos sejam separados (e alguns deles, ao menos, sejam adotados).


Seja leal. Respeite os direitos autorais: se reproduzir, cite a fonte.

Conheça mais. Faça uma visita aos blogs disponíveis no perfil: artigos e anotações sobre questões de Direito, dúvidas sobre Português, poemas e crônicas ("causos"): https://plus.google.com/100044718118725455450/about.
Esteja à vontade para perguntar, comentar ou criticar.

Maria da Glória Perez Delgado Sanches
Membro Correspondente da ACLAC – Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências de Arraial do Cabo, RJ.
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DÊ UMA CHANCE PARA SEUS SONHOS. DA CIDADE GRANDE PARA A CASA NA PRAIA, COM UM GRAAAAAANDE TERRENO.

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QUEM SOU EU

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Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

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