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quinta-feira, 3 de abril de 2014

MONTE CASTELO, LEGIÃO URBANA: JÁ ANALISOU A LETRA DA MÚSICA?


Monte Castelo é uma grande sacada de Renato Russo. O trabalho integrou o terceiro disco de estúdio do grupo (As Quatro Estações) e foi composto com enxertos bíblicos e um poema de Camões. Colado, adaptado e musicalizado, fomos afinal brindados com uma das mais belas canções de nossa língua, magistralmente cantada pelo autor. É uma oração de fé, uma homenagem ao Amor.

Foram extraídos versículos do Capítulo 13 dos Coríntios, que reportam à fala de Paulo (em azul). Paulo, em suas cartas, reporta-se aos dons espirituais fé, esperança e amor. Entre todos os dons, exalta o Amor como o maior deles:
"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amorseria como o metal que soa ou como o sino que tine.
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;
Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor."


"Amor é fogo que arde sem se ver" é o soneto mais famoso e lembrado de Luís de Camões. Um clássico. Renato Russo o reproduziu quase que por inteiro (em rosa):

"Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade;
Se tão contrário a si é o mesmo amor?"

Monte Castelo 
Legião Urbana 
Composição: Renato Russo 

Ainda que eu falasse 
A língua dos homens 
E falasse a língua dos anjos 
Sem amor, eu nada seria... 
É só o amor, é só o amor 
Que conhece o que é verdade 
O amor é bom, não quer o mal 
Não sente inveja 
Ou se envaidece... 
O amor é o fogo 
Que arde sem se ver 
É ferida que dói 
E não se sente 
É um contentamento 
Descontente 
É dor que desatina sem doer... 
Ainda que eu falasse 
A língua dos homens 
E falasse a língua dos anjos 
Sem amor, eu nada seria... 
É um não querer 
Mais que bem querer 
É solitário andar 
Por entre a gente 
É um não contentar-se 
De contente 
É cuidar que se ganha 
Em se perder... 
É um estar-se preso 
Por vontade 
É servir a quem vence 
O vencedor 
É um ter com quem nos mata 
A lealdade 
Tão contrário a si 
É o mesmo amor... 
Estou acordado 
E todos dormem, todos dormem 
Todos dormem 
Agora vejo em parte 
Mas então veremos face a face 
É só o amor, é só o amor 
Que conhece o que é verdade... 
Ainda se eu falasse 
A língua dos homens 
E falasse a língua dos anjos 
Sem amor, eu nada seria... 

Seja leal. Respeite os direitos autorais: se reproduzir, cite a fonte.

Conheça mais. Faça uma visita aos blogs disponíveis no perfil: artigos e anotações sobre questões de Direito, dúvidas sobre Português, poemas e crônicas ("causos"): https://plus.google.com/100044718118725455450/about.
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Maria da Glória Perez Delgado Sanches

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DÊ UMA CHANCE PARA SEUS SONHOS. DA CIDADE GRANDE PARA A CASA NA PRAIA, COM UM GRAAAAAANDE TERRENO.

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QUEM SOU EU

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Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

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