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sexta-feira, 29 de março de 2013

COMO FAZER MUDAS DE PLANTAS


Como descrevo no perfil, “morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas”. Vivendo rodeada de plantas, seria natural plantar. E plantava. Sempre e continuamente: flores, arbustos, árvores. O verde que me aparecesse. Sem técnica, apenas com as mãos e minha paixão.
Um dia, recebemos a visita de um engenheiro agrônomo. Não lhe recordo o nome, mas sua lição ficou gravada.
Estava eu a plantar, quando ele retrucou: “Está fazendo tudo errado!”
Explicou-me, então, como se produz uma muda. Suas credenciais o recomendavam: além de sua formação e especialização no lidar com plantas, trabalhava no INCRA. A lição é óbvia, pois apenas trazemos para a prática do plantio o que aprendemos nas aulas de biologia.
Minhas mãos, verdes que eram, pela insistência, tornaram-se mágicas, em função da técnica.

Podemos produzir mudas, segundo esta técnica, a partir de plantas que crescem no fomato de árvores, arbustos ou mesmo de ramadas, como o pé de maracujá (leia, a propósito, MEU PÉ DE MARACUJÁ OU COMO FAZER MUDAS DE MARACUJAZEIRO).

Os arbustos, de onde se... retiram as mudas, podem ser grandes ou pequenos, e a extração torna desnecessário o plantio por sementes. Isso porque as plantas têm a propriedade de desenvolver células diferentes, segundo a necessidade. Assim, onde seriam desenvolvidas folhas, crescerão raízes.

1. A RETIRADA DO RAMO

Preferencialmente retire o ramo da planta original com o “olho”: em um puxão firme, para baixo, o ramo retirado virá com uma espécie de pezinho, originado do local em que nasceu, no galho principal (Figuras 1 e 2). Esse “olho” tem maiores probabilidades de se transformar em raiz.

figura 1
figura 2
No entanto, se não for possível, corte perpendicularmente o ramo da planta original. Isso garantirá menor exposição da matriz a invasores.
Depois, faça um corte longitudinal na nova muda, para que haja maior exposição da superfície, para a absorção de nutrientes. Observo que, se retirado o ramo de uma árvore, este não deve ser lenhoso (duro, seco), mas verde.

figura 3
2. RETIRADA DAS FOLHAS E DA PONTEIRA
Ainda utilizando-se das propriedades transformadoras das plantas, retire as folhas e brotinhos inferiores  e corte a ponta superior. Em geral, apenas com uma desbastada com a mão, em sentido contrário ao crescimento da folhagem é suficiente (segure o galho e escorregue a mão para baixo). Por quê?
Lembra-se das aulas de biologia? As plantas produzem hormônio de crescimento nas extremidades (e em pequena quantidade, no seu todo - caule e galhos). É por isso que, quando entalhamos um coração no tronco de uma árvore – já fez isso antes? - , depois de dez ou vinte anos ele estará lá, no mesmo lugar, ainda que ela tenha crescido muitos metros e alargado o seu tanto.
Isso explica o corte da ponteira e também das folhas supérfluas: ao se fazer uma muda, devemos concentrar a energia da planta na raiz. Retirando a ponta, resolvemos a questão dos hormônios; com menos folhas, a energia não se dissipará: estará concentrada para a produção de raízes.
Existe outra razão para a retirada das folhas. Observe a figura 4: em cada nó, onde cresciam folhas, a planta desenvolverá raízes. Por esse motivo, quantos mais nós forem enterrados, melhores chances terá de sucesso. Não é preciso exagerar: três a cinco nós são o bastante.
figura 4
Nas figuras 5 e 6 podem ser observadas as mudas prontas. Um detalhe que esqueci de fotografar: recomenda-se cortar (com uma tesoura) as folhas restantes – deixe-as com aproximadamente metade a dois terços do tamanho original. Às vezes, corto, outras, não, vez que não é preponderante para a eficiência do plantio.
O costume de plantar tornou-se parte de mim – independentemente de onde eu viva. Entretanto, nem sempre tenho à mão uma tesoura. Mas as mudas... essas estão à disposição.
Registro, apenas para conhecimento, dado que não o utilizo: existe à venda hormônio para o desenvolvimento de plantas, que pode ser  pincelado na muda, na parte que será enterrada. 
Uma última dica: há plantas que preferem solos arenosos; outras, calcáreo; algumas, solo ácido; há as que apreciam grande quantidade de sol; outras, apenas luz indireta; as que vivem melhor em solo encharcado; há aquelas que admitem pouca irrigação. 
Não é preciso ser um estudioso para adivinhar o que é o melhor para as plantas. 
Em primeiro lugar, observo se a planta matriz é viçosa e o lugar onde ela cresce. Por via das dúvidas, produzo em geral três mudas, que planto em locais diversos: uma mais exposta (maior insolação), outra perto de um muro (mais acidez) e a terceira, onde entender melhor. Ao menos uma das três vingará.
figura 5
figura 6
Aprendi, enfim, que não existe "mão boa" ou "mão podre" para plantar. Existe, sim, técnica, fundamentada no conhecimento, na intuição e na experiência.
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Maria da Gloria Perez Delgado Sanches
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DÊ UMA CHANCE PARA SEUS SONHOS. DA CIDADE GRANDE PARA A CASA NA PRAIA, COM UM GRAAAAAANDE TERRENO.

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Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

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