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sexta-feira, 29 de março de 2013

PRAIA DESERTA. ITANHAÉM: LITORAL OU INTERIOR?



Há muitos anos, visitei-a e não me encantei.
Não lhe senti o charme, o sabor que hoje sinto. É pena.
Há pouco, tornei a encontrá-la e me apaixonei.
Itanhaém: litoral ou interior?
Disse-me um morador: “Cidade do interior com praia.”
Estava certo.
Bares, construções,...
comércio em geral
Remetem-nos às cidades interioranas.



E a praia?
De águas limpas, em geral, desertas (ou quase)
- e por isso mesmo limpas -
Mais habitadas pela fauna do que por gente.
Areia cinza, nem grossa nem fina
Acolhe a verdura que se lhe estende: gigante tapete.





Observo a imensidão. Avisto aqui, acolá, um transeunte. 
Devagar, ao longe. Sem pressa.
Vê também?





Terrenos grandes, de fartos verdes, abrigam construções detalhadas,
Com carinho pensadas.
São chácaras, a guardar redes e bancos, balanços, pomar de fruteiras, horta e jardim.
Maracujá, dá bem, mamão, também.
E coqueiros, pois não?
Porque praia sem coqueiro não tem.
  






De desavisado basta um em meio ao mar.
Aqui, o posto do corpo de bombeiros: sempre haverá a quem salvar.



Conheci o pescador. Voluntarioso, não se sabe quando – e se – vai ao mar.
Estará para peixe?
Na volta, a festa: todos vendidos àqueles que souberam esperar,
Mesmo o dentado por tubarão, meio comido, serve à comida.
Da rede à sacola (que o cliente traz), um lapso, um piscar:
O aguardo das escamas tirar.





Meu primeiro contato com um quero-quero.
Almejo fotografá-lo. Dois passos dou, ele vai além.



Mais uma passada, câmera lenta.
Devagar, se vai o bichinho. 
Brinca comigo, arisco.
Guarda distância, seguro.
Seja.





Est’outro, mais favorável ao registro,
Em cima do monte, a guardar o ninho.
"Afaste-se!", brada, no vocabulário gritante.
Não! Guardo, primeiro, seu retrato.
Quatro fotos: o bichinho posa, giro 360º.








Garças pernaltas, alvas e esguias
Bem-te-vi, sabiá, joão de barro, tico-tico
Muito pão jogo no gramado.

Corujinhas encaradeiras, olhos saltados
De uma me aproximo, o mais que posso.
Um pé, outro. Tem medo. 
Espanta-o. 
Encara o perigo: eu.
Faz-se grande, pensa-se gigante.
Abre asas, eriça penas, planta os pezinhos.
Susto. Dela. Meu.






Aves outras das quais não sei o nome. Para quê?
Azuis, verdes, amarelas.
Uma, belíssima, vermelho-fogo,
Casaquinho preto nas asas: quem é?
Esta, rabo crescido, equilibra-se, cai-não-cai (ou voa-não-voa),
Também para mim inominada.



Rios que a cortam, repletos de peixes:
Grandes, pequenos, ao sabor de quem os queira pescar.
E siris e caranguejos, se vai bem ao paladar.
Gaivotas, uma, duas, em cada poste, a observar.

Interior ou litoral?
Segundo a Justiça do Trabalho,
A 2ª Região abrange a Grande São Paulo e a Baixada Santista;
A 15ª Região, o interior e o litoral, de Mongaguá em direção ao sul
(Direito, sempre o Direito).
Confirma o dito: “Cidade do interior, com praia.”

Há quem procure mais “agito”, esportes radicais.
Tem.
Tem centro, restaurantes, comércio e tudo o mais.
Tem ainda uma praia, linda, linda,
Forrada de conchas, de mirante nas pedras de quebra-mar.
Trago a foto de outra feita, esta não tenho.
E mais praias de pedras, com história e invenção
De Anchieta, de amor, de sonho  e tradição.

É noite. A harmonia toma conta dos ares.
Pio de corujas, sussurro do vento.
Silêncio que se pode ouvir, palpar.
Paz.



Tudo é perfeito?
Não. Como é hábito, governantes privilegiam festas
Contratam artistas - armam circo -
Ao invés das verbas ao necessário.
Há, pois, rodeio, carnaval e aniversário.
Chega gente, fica lixo, 
Falta muito. 
De calçada a tratamento das águas que já se usou.
E vem chuva e tudo empoça.
Carro fica, tudo fica, bicicleta vai embora
Porque, sem motor, não se atola.

Quem vem então não sabe da cidade
Não vê arrabalde, sai desconhecendo.
Cantou, dançou e se esqueceu
De que somente se deve deixar lembranças e pegadas,
Levar? Só saudades.

Fala mansa, mansos costumes, o tempo é eterno.
Isso é interior.
E a praia?
Logo ali. Vazia. Esperando-me.
Depois eu vou.






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Maria da Glória Perez Delgado Sanches
Membro Correspondente da ACLAC – Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências de Arraial do Cabo, RJ.

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DÊ UMA CHANCE PARA SEUS SONHOS. DA CIDADE GRANDE PARA A CASA NA PRAIA, COM UM GRAAAAAANDE TERRENO.

DÊ UMA CHANCE PARA SEUS SONHOS. DA CIDADE GRANDE PARA A CASA NA PRAIA, COM UM GRAAAAAANDE TERRENO.
Ser feliz é uma opção e você é livre para viver a vida. Escolha seu sonho. Vale a pena.

QUEM SOU EU

Minha foto

Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

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