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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

PRA QUE FAZER SE JÁ EXISTE TANTO FILHO NO MUNDO?

caroline perez sanches de luna























Há alguns meses, perguntada sobre quando viriam os filhos, a Carol se saiu com essa. Vai adotar, quando chegar a hora. Sem preconceito quanto à quantidade de irmãos, cor, sexo e idade: virá tudo pronto e provavelmente serão...

Há alguns meses, perguntada sobre quando viriam os filhos, a Carol se saiu com essa. Vai adotar, quando chegar a hora.

Sem preconceito quanto à quantidade de irmãos, cor, sexo e idade: virá tudo pronto e provavelmente serão marronzinhos (pré-bronzeados), irmãos e o mais velho terá, com certeza, mais do que cinco anos. Um ou mais, menino. 

Rebateu todos os argumentos opostos pelo pai, com a maior naturalidade. Ela quer o pacote completo. Por enquanto, estuda, se prepara, prioriza a carreira, mas está tudo programado. 


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Segundo a estatística, cruel, são essas crianças e adolescentes os renegados pelos pretendentes à adoção. Isso porque o tempo elimina a possibilidade de serem acolhidas. O comemorar mais um ano de vida é a certeza de se estar mais longe de uma família; a alegria de ter um irmão com quem dividir alegrias e tristezas é um peso para ambos.

O argumento da Carol é muito bom: para que fazer mais um, se já existe tanto filho no mundo?

Fazer filho, qualquer um é capaz de fazer, se houverem sistemas reprodutores férteis e saudáveis. Uma coisa animal, nada razoável, se pensarmos que há tantas crianças à espera de acolhimento. 

Adotar, mas adotar com o coração, é coisa para poucos. Adota-se a ideia da continuidade em uma espécie de "clone", de espelho; adota-se o bebê para suprir a necessidade de trocar fraldas, perder noites acordado, farsa que supostamente substituiria a inaptidão para gestar. Mentira, isso não existe e mesmo o filho não é um clone, mas um indivíduo, que terá sua vida, fará suas escolhas e seguirá seu caminho.

Adotar de verdade é abrir espaço para o olho no olho, para se apaixonar pelo sorriso, pela pessoinha que já existe, e pensa e chora e deseja.

Em um país mestiço, inevitavelmente, mais dia, menos dia, nosso sangue terá a mistura de outros sangues, que não europeus. Por que não antecipar? Você amaria mais ou menos seu filho ou neto se ele fosse diferente, no aspecto físico? Se ele fosse gêmeo (viesse com um irmãozinho)?

De outro lado, se olharmos para o passado, ainda que remoto, todos viemos de troncos comuns, daí o absurdo de nos selecionarmos pelo fenótipo, pelo ora exposto na cor da pele e dos olhos, no feitio e textura dos cabelos.

Carol, eu amo você. Inteira. E me orgulho do que você é, de quem você é, do seu valor como pessoa, de sua lógica.

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Maria da Gloria Perez Delgado Sanches
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DÊ UMA CHANCE PARA SEUS SONHOS. DA CIDADE GRANDE PARA A CASA NA PRAIA, COM UM GRAAAAAANDE TERRENO.

DÊ UMA CHANCE PARA SEUS SONHOS. DA CIDADE GRANDE PARA A CASA NA PRAIA, COM UM GRAAAAAANDE TERRENO.
Ser feliz é uma opção e você é livre para viver a vida. Escolha seu sonho. Vale a pena.

QUEM SOU EU

Minha foto

Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

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