PLANTANDO DÁ, SIM

RECICLAR É PRECISO

RECICLAR É PRECISO
RECICLAR É PRECISO. O MAIS, SERÁ PRECISO? Viver com alegria é viver em paz e harmonia. É olhar com a alma, observar com o coração, agir em conformidade com a natureza. Somos tanto mais necessários quanto mais úteis, em equilíbrio com o todo. Somos um; você sou eu e tudo o que o afeta, afeta a mim, também.

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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

UM LUSTRE ANTIGO? NÃO. É UM VASO.

A coisa é segundo sua utilidade. 
Sabe aquele lustre velho, que você escondeu no porão? Que tal dar a ele outra função?
Que tal revirar o que não usa mais e dar às coisas uma nova chance, uma nova utilidade?
Menos lixo, maior preservação e uma nova cara à decoração de sua casa.
Este vaso acondiciona um pé de hortelã. 
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Maria da Glória Perez Delgado Sanches
Membro Correspondente da ACLAC – Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências de Arraial do Cabo, RJ.

VASOS INOVADORES: CONCHAS E CIMENTCOLA

 A imagem fala por si: diferente, original. E requer apenas conchas. Que tal?

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Maria da Glória Perez Delgado Sanches
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Projeto orienta pescadores sobre captura acidental de espécies marinhas

PRESERVAÇÃO – Em caso de capturas acidentais, a população pode entrar em contato com o órgão por meio dos telefones (13) 99603-0986 e 99601-2570

Golfinhos e tartarugas marinhas são animais que habitam em águas costeiras e não é raro ver alguns destes seres marinhos no Litoral Paulista. Porém, eles estão sendo alvo da captura acidental, ou seja, aparecem nas redes mesmo não sendo o objetivo da pescaria.
Ocorre que muitos pescadores sabendo que estes animais são protegidos no Brasil, e sua pesca é proibida, dificilmente informam a algum órgão ambiental o fato de golfinhos e tartarugas terem ficado presos em suas redes e aí estes animais acabam morrendo quando poderiam ter sido salvos.
O Projeto Pescador Amigo/Biopesca realiza este trabalho de conscientização desde o ano passado nas comunidades pesqueiras em Itanhaém e também em outras cidades do litoral: Peruíbe, Mongaguá, Praia Grande, São Vicente, Santos, Guarujá, Bertioga e ao sul de São Sebastião.
O projeto tem como objetivo ampliar o conhecimento do impacto destas capturas acidentais e sensibilizar pescadores sobre a pesca responsável. Portanto, em caso de capturas acidentais, a população pode entrar em contato com o órgão por meio dos telefones (13) 99603-0986 e 99601-2570.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social

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Pessoas com deficiência participam de evento com cadeiras anfíbias nesta quinta-feira (20)

Nesta quinta-feira (20), das 9 às 13 horas, pessoas com deficiência puderam participar de um evento que teve como objetivo divulgar o Programa Praia Acessível, do Governo do Estado. O programa disponibiliza cadeiras anfíbias que os ajuda a entrar na água do mar. O evento acontecerá em frente à Colônia de Cabos e Soldados da Polícia Militar, no Satélite.
O intuito foi mostrar à população o uso das cadeiras, que agora tiveram seu prazo estendido e ficarão à disposição até o fim de 2014. O Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Edson Santos, enfatizou sobre a importância dada por quem as usa. “Queremos saber se as pessoas que usam a cadeira anfíbia aprovam o projeto, o que elas acham”, ressalta.
No evento houve monitores e guarda-vidas para dar apoio aos presentes. Tendas também fizeram parte da organização. O evento é uma organização do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
PRAIA ACESSÍVEL – O programa chegou a Itanhaém no começo de 2012, trazendo a possibilidade das pessoas com deficiência irem ao mar. As cadeiras, que são feitas de alumínio com pneu especial que flutua e não afunda na areia, foram projetadas pela Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Para utilizar as cadeiras, é necessário apresentar os documentos do usuário e acompanhante, além de preencher um Termo de Responsabilidade.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social de Itanhaém

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Itanhaém arrecada doações para vítimas das chuvas no Vale do Ribeira

O Fundo Social de Solidariedade de Itanhaém e a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social estão arrecadando materiais para as cidades devastadas pelas chuvas no Vale do Ribeira: Juquiá e Miracatu. A população poderá doar materiais de higiene (fraldas descartáveis, sabonete, pasta de dentes, papel higiênico); leite em pó, produtos de limpeza e água.
As doações poderão ser encaminhadas na Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, que fica na Rua Oscar Simões de Carvalho, 30, Cidade Anchieta. Vale ressaltar que não é necessária a doação de roupas.
ITAÓCA – A Prefeitura de Itanhaém realizou uma campanha de arrecadação, por meio do Fundo Social de Solidariedade e Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, e os munícipes se solidarizaram com uma grande quantidade de doações à cidade de Itaóca, que foi prejudicada com a ação das chuvas no mês de janeiro.
No final daquele mês um caminhão levou mais de 5 mil itens arrecadados às vítimas. Foram 913 litros de água mineral, 496 unidades de papel higiênico, 112 quilos de arroz, 96 litros de leite, roupas e calçados. Os itens são considerados os mais urgentes e principais em casos de doação.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social de Itanhaém

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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

DIGA NÃO AO DESPERDÍCIO – ECONOMIZE ÁGUA. SABESP REDUZ 30% NA TARIFA DE QUEM ECONOMIZAR

O Sistema Cantareira, principal fonte de abastecimento da Grande São Paulo, enfrenta uma das piores estiagens dos últimos anos. Os níveis dos reservatórios estão baixos e exigem a colaboração das pessoas no uso racional da água.
        Por esta razão, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) lançou a campanha “Eu sou guardião das águas – eu não desperdiço”, com cartaz e dicas para auxiliar na orientação de clientes em casas, prédios, escolas, estabelecimentos comerciais e, claro, nos fóruns (clique aqui para visualizar o cartaz).
        O Tribunal de Justiça de São Paulo apoia a racionalização do uso de água. Comunicado da Presidência, publicado no Diário da Justiça Eletrônico (DJE) de sexta-feira (7), solicita que magistrados e servidores – em especial os administradores prediais – adotem medidas visando a reduzir o consumo em prol da sustentabilidade.
        A Sabesp também lançou um programa de incentivo à redução do uso de água. Os clientes que diminuírem em 20% o consumo serão bonificados com redução de 30% na tarifa. O programa é aplicado somente aos clientes atendidos pelo Sistema Cantareira. Consulte na conta qual sistema abastece seu imóvel. A base do cálculo será a média de consumo no período de fevereiro de 2013 a janeiro de 2014.
        Mais informações em www.sabesp.com.br ou pelos telefones 195 e 0800-011-9911.

        Com informações da Sabesp

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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

RESERVATÓRIOS SECOS TRAZEM PREOCUPAÇÃO COM O INVERNO. HÁ RISCO DE APAGÕES E RACIONAMENTO.





Se no verão - a estação mais chuvosa do ano - os reservatórios quase secaram. O que esperar para o inverno?
O Brasil, país de dimensões continentais, é abastecido por extensa hidrografia. Por conta de nossas reservas, inclusive as subterrâneas (o Aquífero Guarani, é uma das maiores reservas do mundo) mantemos a cultura do desperdício: esbanjamos água em banhos demorados, lavagem de calçadas e torneiras abertas.
Impermeabilizamos o solo (cimento, asfalto e piso cerâmico) para nossa maior comodidade e esquecemos  que a "maior comodidade" não é o uso de ventiladores e aparelhos de ar condicionado, mas a disponibilidade dos recursos. 
O uso indiscriminado da água, associado à seca e às elevadas temperaturas pode ter consequências alarmantes. Se no verão o nível das represas que abastecem residências, indústrias e a lavoura está baixo, o que esperar para o inverno, estação tipicamente seca?
Existe o risco iminente de um apagão. 
O problema não existiria se nossa cultura fosse outra. Mas, não: nosso solo não respira e cultuamos censurável desperdício de energia elétrica, de água, de alimentos.
O governo pactua com tal cultura, ao fornecer à camada mais pobre da sociedade tarifas reduzidas de água e luz (tarifa social). Basta, em São Paulo, morar na favela, pois o benefício não é vinculado ao controle dos gastos.
Fornecedores como Eletropaulo, CPFL, Bandeirante Energia, Sabesp, Bandeirante Energia, Empresa de Distribuição de Energia Vale Paranapanema, Companhia Paulista de Energia Elétrica, Companhia Sul Paulista de Energia, Companhia Piratininga de Força e Luz, Companhia Jaguari de Energia, Companhia Luz e Força de Mococa exigem, apenas, que se preencha um requerimento.
Significa que os beneficiados podem deixar torneiras e luzes acessas durante o dia inteiro, sem pagar mais por isso. Justo? Vemos agora.
A crítica não engloba apenas o Poder Público, mas a todos nós. 
O exaurimento dos recursos hídricos não está apenas vinculado ao desperdício, mas também e especialmente à desertificação das cidades. O ar, aquecido, impede que as nuvens, que vêm do sul, atinjam a região.
Consequência prevista, pois o efeito estufa não é novidade.
Novidade é sentir na pele as consequências de nossos atos e cobrar das autoridades providências para que sejamos abastecidos. Sem chuvas? Como?
O mal é sentido no mundo inteiro e vem se alastrando nos últimos anos. Tivemos um inverno rigoroso e, agora, um verão cáustico e longa estiagem.
Sem verde no solo, a terra não respira. O veículo (ou os veículos) da família são mais importantes do que jardins; as favelas e não contam com áreas verdes, as calçadas, impermeabilizadas, que poderiam abrigar árvores e jardins, estão nuas. Desertificamos a cidade e sofremos as consequências.
A experiência pode ser útil para que acordemos. Para que exijamos o respeito ao meio ambiente, inclusive dos menos favorecidos. Para que reclamemos um pacto social, que se faça valer não apenas nas épocas de crise, mas que passe a fazer parte de nossa cultura. 
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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

OPERAÇÃO QUEBRA CALÇADAS: TÁ QUENTE? A CULPA É NOSSA!
Por Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

A coisa está feia e as previsões não indicam dias melhores. É preciso reverter o quadro que criamos: ruas e estradas, prédios, favelas, abrigos para automóveis.
Os jardins, praças, lagoas, mato e mata perderam a vez. Em seu lugar, cimento, tijolos e asfalto.
As chuvas? Estão nas nuvens que não conseguem atravessar a massa de ar quente. Quente-quase-fervendo, de fritar ovo no asfalto.
Mesmo que seja pequeno o espaço disponível, vale a pena cada um aproveitar o que puder de sua calçada para plantar grama, árvores, flores, o que der na cabeça, para permeabilizar o solo e amenizar o clima. É necessário que a terra respire, produza, viva.
É pouco? 
É.
Que tal: "Vizinho, vamos fazer um canteirinho na sua calçada, também? Eu ajudo."
E para o outro vizinho, até que nossas ruas estejam repletas de árvores e flores e verde e... frescor.
Se a calçada é larga, maior o jardim-pomar-gramado; se estreita, vale o exemplo da fotografia.
Um passo de cada vez para, quem sabe, dar a nossos filhos a qualidade de vida que sonhamos. Para daqui a alguns anos podermos usufruir do que plantarmos.
A água vai faltar. 
A solução é estocar?
Se a água falta, a energia também vai falhar.
Daí, nada de geladeira, de ventilador e ar condicionado. Nem de computador.

São Paulo está quente. Muito quente. 
Com o nível dos reservatórios reduzido, o alarme está prestes a soar.


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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Apenas 1% dos mais ricos detém 40% dos bens globais, alerta relatório da ONU

A metade mais pobre da população, em contrapartida, detém apenas 1% dos bens. Relatório do PNUD, que pede adoção de padrões de crescimento inclusivo, aponta que desigualdade de renda aumentou entre 1990 e 2010, elogiando o Brasil pelo aumento sucessivo do salário mínimo.
Foto: moradores de rua do Distrito Federal. Foto: RBC.
A redução sustentada da desigualdade requer uma mudança para padrões de crescimento mais inclusivos – apoiados por políticas redistributivas e mudanças nas normas sociais – afirma o relatório lançado nesta quarta-feira (29) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
O 1% mais rico da população mundial detém cerca de 40% dos bens globais, enquanto a metade mais pobre é dona de apenas 1%. O relatório – intitulado “Humanidade dividida: Confrontando a desigualdade nos países em desenvolvimento” – mostra que, se não for controlada, a desigualdade pode minar as bases para o desenvolvimento e para a paz social e doméstica.
“As desigualdades nos níveis atuais são injustas e, como demonstrado neste relatório, elas também podem impedir o progresso humano”, disse a administradora do PNUD, Helen Clark. “O relatório explora as causas e consequências das desigualdades que nos dividem – dentro e entre países – e argumenta que não há nada inevitável sobre a desigualdade crescente.”
O estudo mostra que a desigualdade de renda aumentou em 11% nos países em desenvolvimento entre 1990 e 2010.
Uma maioria significativa das famílias nos países em desenvolvimento – mais de 75% da população – vivem atualmente em sociedades onde a renda é mais desigualmente distribuída do que era na década de 1990.
Brasil é elogiado por aumento real do salário mínimo
O estudo destaca que a crescente desigualdade não parece ser um resultado inevitável do crescimento. Apesar de um crescimento contínuo na década de 2000, alguns países foram capazes de reverter a mudança na desigualdade, com uma queda na desigualdade de renda.
Na Argentina e no Brasil, o índice de Gini – que mede a concentração de renda – caiu substancialmente 46,5 para 38,8 e 54,2 para 45,9, respectivamente, enquanto na Bolívia e no México de 46,5 para 42,5 e 53,2 para 48,2, respectivamente.
O efeito do salário mínimo sobre a desigualdade no Brasil é um outro exemplo considerado interessante pela ONU. Entre 2003 e 2010, o salário mínimo real aumentou 80% no Brasil.
Um estudo que analisou a desigualdade de renda entre 1995 e 2009 descobriu que dois terços dessa redução foi devido a melhorias nos ganhos no mercado de trabalho, enquanto que um terço foi devido a transferências de dinheiro.
Aumentos do salário mínimo foram, segundo as Nações Unidas, os responsáveis por um quarto do efeito no mercado de trabalho e, por extensão, por 16% da redução total da desigualdade.
Esse aumento no salário mínimo também pode ter outras externalidades positivas. Segundo o estudo, há evidências de que, servindo como um ponto de referência para as negociações salariais individuais, o salário mínimo pode ajudar a aumentar inclusive a renda dos trabalhadores informais.
Os controles de capital e outras medidas mais amplas também se tornaram mais populares nos últimos anos. Brasil, Indonésia, Coreia do Sul e Tailândia, por exemplo, introduziram medidas defensivas contra os fluxos de capital, reduzindo a fragilidade financeira, o risco cambial e as pressões especulativas.
O documento ainda vê como “especialmente importante” a criação de espaços políticos para a redução da desigualdade, “mecanismos que garantam a participação da sociedade civil nos debates políticos sobre os planos nacionais de desenvolvimento e na definição das prioridades do orçamento”.
Em particular, mais de 20 anos após a primeira experiência em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, o chamado ‘orçamento participativo’ continua a ser uma experiência “extremamente vital” – diz a publicação – e com “um grande potencial para oferecer opções orçamentárias de redução de desigualdade”.
Alta e persistente desigualdade vai além da renda
Apesar da queda geral nas taxas de mortalidade materna na maioria dos países em desenvolvimento, as mulheres nas áreas rurais ainda têm até três vezes mais probabilidades de morrer durante o parto do que as mulheres que vivem em centros urbanos.
As mulheres também estão participando mais na força de trabalho, mas permanecem desproporcionalmente representadas no emprego vulnerável e sub-representadas entre os decisores políticos, continuando a ganhar muito menos do que os homens.
Evidências de países em desenvolvimento mostram que, em algumas regiões, crianças mais pobres têm até três vezes mais probabilidade de morrer antes do quinto aniversário do que crianças mais ricas.
A proteção social foi estendida, mas as pessoas com deficiência são até cinco vezes mais propensas do que a média a terem despesas de saúde catastróficas.
A alta desigualdade prejudica o desenvolvimento impedindo o progresso econômico, enfraquecendo a vida democrática e ameaçando a coesão social.
Apesar da redistribuição continuar muito importante para a redução da desigualdade, uma mudança é necessária para um padrão de crescimento mais inclusivo, que aumenta os rendimentos das famílias pobres e de baixa renda mais rápido do que a média, a fim de reduzir de forma sustentável a desigualdade.
Em uma conversa global sem precedentes facilitada pelas Nações Unidas, que envolveu quase 2 milhões de pessoas em todo o mundo, constatou-se que as pessoas estão exigindo uma voz nas decisões que afetam suas vidas.
As pessoas estão indignadas, indicou a pesquisa, com a injustiça que sentem por causa do aumento das desigualdades e inseguranças que existem, especialmente para as pessoas mais pobres e marginalizadas.
O relatório analisa as tendências globais da desigualdade, identificando as suas causas e extensões, o seu impacto e os meios pelos quais eles podem ser reduzidos.
Após ilustrar os resultados de uma investigação do ponto de vista dos formuladores de política sobre a desigualdade, o relatório conclui com um quadro político global abrangente para enfrentar a desigualdade nos países em desenvolvimento.
O relatório – disponível em inglês, com versões resumidas em espanhol, francês, inglês e árabe – pode ser acessado clicando aqui

Fonte: ONU. Blog parceiro cadastrado.

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MATERIALIZANDO LEMBRANÇAS

Um pequeno detalhe, uma fita, um copo, pode ser um mundo. Encerrar um mundo de recordações, trazer para dentro de casa outras casas, casas que já não existem mais, por não haver, nelas, aqueles que lhes traziam vida. Vida, de forma transcendente.
São objetos mínimos, que pouco espaço ocupam - e nem poderia ser diferente, posto que, de forma diversa, não teríamos uma casa, mas um museu.
Minha avó Joaquina tinha um buda. Um buda de seus dez centímetros, como este da fotografia.
Cresci e amei minha avó como jamais amei ninguém. Na sala, não era cultuado, mas parte da decoração. 
Minha mãe dizia que, se tivéssemos uma cédula sob o buda, atrairíamos sorte.
O tempo passou, minha avó se foi e, em alguma loja, encontrei um buda muito semelhante, que hoje ocupa um pequeno espaço em minha sala.
Representa uma outra casa, que já não existe nesta dimensão, mas no plano da memória e do afeto. Tem seu lugar guardado, como as flores de cera - as preferidas de meu pai - no jardim, e as camélias brancas de Dona Alzira, minha querida sogra.
Há anos o tenho, para materializar lembranças, e assim cumpre ele bem sua função. Talvez cumprirei eu o dito de minha mãe, para que se realize o vaticínio. Afinal, o que custa?

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UM ANTEPASTO QUE REPRODUZO: LEMBRANÇA DA CHURRASCARIA "A CARROÇA"

Há muitos anos frequentei a churrascaria A Carroça, estabelecida no início da Via Anchieta, altura do Moinho Velho, no Ipiranga. 
Lugar muito bem frequentado, com rústica decoração, tinha as paredes repletas de cartõezinhos de visita.
Pratos simples, bem feitos, atendimento perfeito: codorna, espeto misto, rã, carnes nobres.
Marcou-me, entretanto, pelo antepasto. 
A memória gustativa ficou e, com a casa na praia, reproduzo a entrada que saboreava com tanto prazer: feijão, farofa e cebolas.
O feijão, macio e sem tempero, era escoado e mantinha a consistência dos grãos. 
Não havia novidade na farofa, coisa simples. 
A cebola, entretanto, era uma iguaria à parte. Com ela, cobríamos, no prato, os outros dois elementos. Marcava pelo sabor.
Da vontade de saborear outra vez a iguaria passei a reproduzi-la: 
Corto as cebolas em rodelas, cubro com azeite de boa qualidade e um pouco de vinagre, acrescento sal, manjericão (ou cheiro verde) e, se o caso, um pimentão vermelho colhido da horta. Quanto mais curtido, mais saboroso.
N'A Carroça mantinham um barril com as cebolas, que chegavam curadas e amareladas do azeite.
Em casa, um pote de cinco litros não chega para a família e os amigos que recebo para o churrasco, de maneira que jamais bastam.
A Carroça fechou. Não existe mais. Ficou a lembrança e a gratidão por ter existido. Pelos agradáveis momentos que vivi e que agora, no conforto de meu lar, posso relembrar e reviver.
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TÁ CALOR? VAI PLANTAR. QUEM SABE ALIVIA O CLIMA PARA SEUS FILHOS. OU NETOS.

Favelas. Onde antes era mato, mata, lagoa. 
Unidades coladinhas, sem espaço para uma flor. 
Estradas, asfalto, concreto.
Prédios pululam, encobrindo o horizonte.
Tudo é pedra, asfalto, concreto.
Os jardins deram lugar ao piso cerâmico.
É preciso guardar os carros das famílias: dois, três, quatro veículos. 
Quanto puderem ter.
Jardim dá trabalho.
Pomar dá trabalho.
Gramado dá trabalho.
Mais fácil mangueira e vassoura, que deixam tudo brilhando. Ou uma wap.
Plástica criação humana, sem espaço para o natural.
Não há lembrança dos piqueniques às margens do Tietê e dos concursos de canoagem.
Claro: Tietê é, hoje, esgoto, recebedor de dejetos, a emanar eflúvios malcheirosos.
Inverno de rachar, verão de esturricar, chegamos ao deserto.
Deserto de clima e de mentes que procuraram o caminho mais fácil e menos trabalhoso para o sucesso, apagando as marcas da natureza.
Mas a natureza vive e pulsa e reclama.
Tudo é equilíbrio.
Se construímos nosso forno (e nossa geladeira de inverno), que vivamos nele.
Quem sabe, pela ação de cada um, quebrando um cimentadinho aqui, um piso acolá, a calçada adiante, poderemos inverter a equação e salvaguardar um futuro mais agradável para nossos filhos ou netos.
Enquanto isso, tentamos comprar novos aparelhos de ar condicionado e ventiladores. Nas lojas, nem completamos a pergunta, a resposta é invariável: "Não há mais no estoque."
O ar, seco; a chuva, falta, e as nuvens flutuam margeando a imensa massa de ar quente, impenetrável.

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sábado, 1 de fevereiro de 2014

O AMOR VENCEU: PARABÉNS, FÉLIX!

Assim como grande parte dos telespectadores, não assisti Amor à Vida desde o início, pois conheci e torne-me fã de Félix a partir de dezembro.
Mateus Solano compôs o personagem de tal forma que se tornaram, ele e Niko, os protagonistas do folhetim. Quem com Mateus contracenou deixou a sensaboria de lado, ganhou brilho e visibilidade.
Acho que coloquei aplique na peruca da Rainha de Sabá!”: foram inúmeras as tiradas sensacionais de Félix. Por conta delas, alguns trechos da novela poderiam ser comparados a um Sai de Baixo, com classe e estilo. 
Retratado como o mais humano e adorável personagem que já acompanhei, Félix, sagaz e inteligente, passou por crises, fez o mal, fez o bem, aos outros e a si mesmo. Não apenas se redimiu de seus erros, mas foi o instrumento para que os demais personagens se realizassem.
O capítulo final primou pelo esmero: a morte trágica de Aline (Vanessa Giácomo), que viveu alimentada pelo ódio; a superação de Linda (Bruna Linzmeyer) e a declaração de Rafael (Rainer Cadete), na exposição de sonho, entre quadros deslumbrantes; a incomum amizade da família moderninha formada por Patrícia (Maria Casadevall), Michel (Caio Castro), Guto (Márcio Garcia) e Silvia (Carol Castro); a fuga feliz de Edith (Bárbara Paz) com Vagner (Felipe Titto), pelas ruas de São Paulo; o anúncio da gravidez de Paloma (Paolla Oliveira) ao marido, ao término da confirmação de seus votos, cercados de casais apaixonados e histórias resolvidas.
A novela marcará como a primeira a exibir um beijo gay. Esperado pelo público e muito comemorado, foi inserido em um contexto familiar, afetuoso e romântico. Por que não exibi-lo, se Félix e Niko, o Carneirinho, formam uma família e se amam? Por que alguns se inflamam a discutir valores, se a homossexualidade não é um princípio, mas uma opção?
A novela consagrou valores, sim, com beijos e declarações: a verdade, o amor e a paciência. A verdade libertou e o amor, associado aos cuidados diários com o pai, César (Antonio Fagundes), prevaleceram sobre o preconceito.
De tudo fica a mensagem de amor e superação, de entrega, que quebra barreiras e preconceitos: “Ainda que eu falasse a língua dos homens e falasse a língua dos anjos sem amor eu nada seria”.
Parabéns, Walcyr Carrasco, Mauro Mendonça Filho e Wolf Maya. Parabéns aos atores e, especial, a Mateus! Félix é único!


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Maria da Glória Perez Delgado Sanches
Membro Correspondente da ACLAC – Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências de Arraial do Cabo, RJ.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

CAMINHÃO COLIDE COM PASSARELA, NA LINHA AMARELA, RIO DE JANEIRO. DE QUEM É A RESPONSABILIDADE?

Na última terça-feira um motorista de caminhão, da empresa Arco Aliança, que presta serviços de retirada de entulho para a prefeitura do Rio de Janeiro (Comlurb), colidiu com uma passarela, na via expressa, altura de Pilares, zona norte do Rio de Janeiro.
Com a caçamba aberta, a altura do veículo ultrapassou os 4,5 metros possíveis para o trânsito, o que provocou a morte de cinco pessoas e ferimentos em outras quatro.
O motorista conversava ao celular e trafegava em horário proibido - antes das 10h da manhã.
O acidente poderia ter sido evitado se a fiscalização fosse efetiva. 
Não importa se houve falha humana ou mecânica no erguimento da caçamba - afinal, o caminhão acessou a via expressa com a caçamba abaixada e o compartimento foi erguido pouco antes de se chocar com a passarela. Se tivesse sido barrado, o acidente não teria acontecido.
Como explicar o trânsito proibido de veículos de grande porte em vias pedagiadas?
É o que também ocorre no sistema Anchieta-Imigrantes, administrado pela Ecovias: pagamos o pedágio mais caro do país, não há segurança, veículos pesados transitam em horários proibidos e outros, sem condições de trafegar, circulam livremente.
Quando falo em segurança, refiro-me inclusive a assaltos cometidos por marginais, quando há congestionamento - muitas vezes provocados pela própria Ecovias e muitas dessas vezes sem razão, pois a "operação comboio" é utilizada mesmo quando não há neblina. Os congestionamentos são frequentes nas praças de pedágio, expondo motoristas a perigo e estresse desnecessários.
Os caminhões transitam em alta velocidade e praticam manobras arriscadas.
A falta de segurança e a má administração são comuns, tanto nas vias administradas pela Ecovias (Sistema Anchieta-Imigrantes) como pela Lamsa (Via Amarela). 
Se errou o motorista?
Não sei.
Houve falha mecânica?
Também não sei.
O certo é que alguém terá que indenizar as famílias dos mortos e os feridos.
É certo, também, que houve perdimento de bens públicos e incrível congestionamento, o que causou prejuízo a milhares de pessoas.
Alguém terá que pagar. 
Quem cobra, deve servir. Que partilhem, também, os prejuízos. Sem a possibilidade de repassar para o usuário (a vítima do sistema).

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Maria da Glória Perez Delgado Sanches
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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

SHOWS NA SUA CIDADE: QUEM GANHA COM ISSO? VAMOS ACABAR COM ESSA FARRA.


Quem ganha com os shows de final de ano, de verão e de aniversário das cidades? E com o carnaval?
O que ganham os munícipes?
As fotografias aqui reproduzidas foram divulgadas no site do Município de Itanhaém.
O prefeito contratou diversos artistas para, desde dezembro e em todos os finais de semana, até 1º de fevereiro, apresentarem-se na arena montada na Avenida Jaime de Castro. Tal façanha se repete a cada ano.
O "privilégio" ou "desvantagem" não é apenas da estância balneária do litoral sul paulista. Ibiúna, São Bernardo do Campo, São Paulo e centenas de outros municípios têm suas verbas, que deveriam ser empregadas em serviços públicos, destinadas ao patrocínio de shows.
Pergunto novamente: Quem ganha com isso?
É claro, os artistas faturam. E muito. Ganham também visibilidade, o que, para eles, é interessante.
Se a cidade gozasse de boa saúde - excelentes hospitais e escolas (inclusive faculdades), ruas pavimentadas, tratamento de esgoto, segurança, policiamento - o lazer promovido seria justificado. Existem prioridades, entretanto, que não são levadas em consideração.
Para que - ou para quem - o show do Daniel se não há esgoto tratado e pavimentação para todos e bom atendimento em hospitais?
Verbas há e haveria mais se o prefeito se mexesse. Se cobrasse dos proprietários a regularidade dos imóveis. 
Mas não. Tudo é festa, abaixo do Equador. Dos mais de cinco mil municípios brasileiros, quantos escapam da tentação de ter patrocinado um showzinho pelo prefeito? Verba com destinação fácil, sem necessidade de licitação.
Afinal, se os outros fazem, por que não fazer também, se é lícito?
É lícito mas não é honesto. É lícito mas não é louvável. É lícito mas não é ético.
Neste mesmo espaço divulguei a atitude elogiosa do prefeito de Petrópolis, que cancelou o carnaval para repassar um milhão de reais para investimentos na área da saúde. 
É preciso ter coragem, ética e consciência para acabar com essa farra, essa farsa que não beneficia em nada município e munícipes.


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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

VIVER ATRÁS DAS GRADES

Viver atrás das grades
O mundo visto quadriculado, listrado, deturpado por barras.
Viver atrás das grades
 Sem condenação, sem mandado de prisão.
Viver atrás das grades 
Por proteção
Por medo
Porque é preciso.
Ainda - e por mais que se queira
Combinar, fazer delas 
O ambiente decorado
São artifício 
Para defesa
Do que é meu
Do que me é caro.

Grades:
Preço da vida
Vivida na violência
Dos centros urbanos.

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DÊ UMA CHANCE PARA SEUS SONHOS. DA CIDADE GRANDE PARA A CASA NA PRAIA, COM UM GRAAAAAANDE TERRENO.

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Ser feliz é uma opção e você é livre para viver a vida. Escolha seu sonho. Vale a pena.

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

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