PLANTANDO DÁ, SIM

RECICLAR É PRECISO

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RECICLAR É PRECISO. O MAIS, SERÁ PRECISO? Viver com alegria é viver em paz e harmonia. É olhar com a alma, observar com o coração, agir em conformidade com a natureza. Somos tanto mais necessários quanto mais úteis, em equilíbrio com o todo. Somos um; você sou eu e tudo o que o afeta, afeta a mim, também.

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terça-feira, 26 de novembro de 2013

AONDE ME PERDI DE MIM?

Aonde me perdi de mim?
Aonde os sonhos
A inocência
Cantata de fé
Os poemas de amor
À vida?

Aonde?

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Maria da Glória Perez Delgado Sanches
Membro Correspondente da ACLAC – Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências de Arraial do Cabo, RJ.

AINDA NÃO É HORA DE DIZER ADEUS

Ainda não é hora de dizer adeus.
[Haverá, Deus, tal hora? 
Ainda não é hora de dizer adeus
Mas até breve, até já, até amanhã.
Até então eu o amarei
E o esperarei,
Pronta,
Como seguida de um “até a tarde”.
Ainda não é hora de dizer adeus
Porque os pássaros cantam nosso amor
Porque nossos caminhos se cruzarão
Nossos olhares se perderão um no outro
E nossas bocas retém, ainda,
O sabor dos lábios
O frescor do hálito
A saudade do último beijo.
            [Como dizer, então, adeus?
Não vê as cartas, marcadas,
Os dados, sinais e anúncios?
Não sabe que não pode
Partir sem se corromper?
Partir é perder, se perder de si
Afogar-se em procura
Do que já estava aqui.
Segura minha mão e fica
Um pouco mais,
Porque, afinal,

Não chegou a hora de dizer adeus.

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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Acnur faz festa para crianças refugiadas no Brasil

20 de novembro não é apenas o Dia da Consciência Negra. É também o Dia Universal da Criança.
O Brasil, que contabiliza 4.400 refugiados, segundo dados oficiais, comemorou ontem a data.
Evento é para marcar o Dia Universal da Criança comemorado nesta quarta-feira, 20 de novembro; país abriga 4.400 refugiados, sendo 528 menores de idade.
No Dia Universal da Criança, Acnur organiza festa para crianças refugiadas. Foto: Acnur/A.Akad
O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, realiza esta quarta-feira, 20 de novembro, uma festa para crianças refugiadas que vivem no Brasil.
O evento é uma iniciativa da ONG brasileira "Eu Conheço Meus Direitos", Ikmr, na sigla em inglês, em parceria com o Instituto Migrações e Direitos Humanos para marcar o Dia Universal da Criança.
Homenagem
A data foi criada pela ONU em homenagem à Declaração dos Direitos da Criança, em 1959.
O Brasil abriga 4.400 refugiados de vários países. Desse total, 12% ou 528, são menores de idade.
A festa acontece na Casa de Cultura do Varjão, em Brasília. Muitas crianças vão participar da comemoração, 20 desses menores, de nacionalidades como Colômbia, Paquistão e Sudão, vão ganhar presentes.
Cerca de 200 menores refugiados ou solicitantes de refúgio também estão comemorando a data em outras seis cidades brasileiras, como Manaus, Rio de Janeiro, São Paulo, Guarulhos e Sapucaia do Sul e Sapiranga, no Rio Grande do Sul.
Portal na Internet
Em Brasília, uma menina sudanesa, que vive em São Paulo, participará especialmente da festa para cantar as músicas que já aprendeu em português.
Entre as canções está "Tocando em Frente", consagrada na voz de Almir Sater.
A ONG "Eu Conheço Meus Direitos" vai aproveitar o evento para lançar seu portal na internet com informações sobre crianças refugiadas em todo o mundo: www.ikmr.org
Fundada em junho de 2012, a Ikmr é uma organização não governamental sem fins lucrativos, sediada em Uberlândia, Minas Gerais, que tem como objetivo promover a defesa dos direitos das crianças refugiadas e solicitantes de refúgio no Brasil.
*Apresentação: Edgard Júnior
Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*
Fonte: ONU. 
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PARA COMEMORAR O DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA, ONU PROMOVEU, DIA 20, O ENCONTRO DAS ÁFRICAS, EM FESTA NO RIO DE JANEIRO

O evento é em apoio à campanha para que os Estados-membros da ONU aprovem a Década Internacional de Afrodescendentes, de 2014 a 2023, que é um movimento defendido pelo Brasil.
A Assembleia Geral da ONU deve votar ainda este ano a iniciativa que tem o objetivo de promover o fim do racismo, da discriminação, da xenofobia e de intolerâncias correlatas.


ONU promove o "Encontro das Áfricas" no Brasil

Evento marca o Dia da Consciência Negra nesta quarta-feira 20 de novembro; artistas do Brasil, Cuba e Senegal vão participar da festa no Rio de Janeiro promovida pelo Centro de Informação das Nações Unidas, Unic Rio.
O chefe do Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil, Unic Rio, Giancarlo Suma, explicou como vai ser a festa.

“Encontro das Áfricas” marca Dia da Consciência Negra. Imagem: Unic Rio

A ONU promove o evento "Encontro das Áfricas" nesta quarta-feira, 20 de novembro, para marcar o Dia da Consciência Negra.
Grande Noite
"Vamos celebrar o Dia da Consciência Negra com o Encontro das Áfricas, que será uma grande noite de música, de grafite, de artes e de discussão política. Teremos artistas do Brasil, de Cuba e de Senegal que vão sintetizar as várias contribuições culturais dos povos africanos apresentando sua música."
Entre os artistas que participarão do evento estão, o senegalês Zal Sissokho, o cubano René Ferrer e os brasileiros Aderbal de Ashogun e o grupo Treme Terra.
Ainda do lado brasileiro, estarão o percussionista e baterista carioca Robertinho Silva, o veterano compositor Altay Veloso e a cantora Célia Nascimento.
Além dos shows, a festa vai mostrar uma exposição de telas pintadas por vários artistas de rua e 18 painéis de grafite que serão apresentados online.
Campanha
O evento é em apoio à campanha para que os Estados-membros da ONU aprovem a Década Internacional de Afrodescendentes, de 2014 a 2023, que é um movimento defendido pelo Brasil.
A Assembleia Geral da ONU deve votar ainda este ano a iniciativa que tem o objetivo de promover o fim do racismo, da discriminação, da xenofobia e de intolerâncias correlatas.
O evento acontece no teatro Oi Casa Grande, no Leblon, nesta quarta-feira às sete da noite e a entrada é gratuita.
Com reportagem do Unic Rio.
* Apresentação Monica Villela Grayley
Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.*
Fonte: ONU. 
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Unicef quer combater violência contra crianças


DIA 20 DE NOVEMBRO É O DIA INTERNACIONAL DA CRIANÇA

Diretor-executivo da agência da ONU quer atenção especial sobre menores que sofrem violência e abusos no mundo inteiro; Anthony Lake afirmou que todos têm a responsabilidade de relatar qualquer tipo de maus tratos.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, quer combater a violência e os abusos sofridos pelas crianças em todo o mundo.
O diretor-executivo da agência da ONU fez o anúncio para marcar o Dia Universal das Crianças, esta quarta-feira 20 de novembro.
Violência contra menores de idade acontece de várias formas. Foto: Unicef

Abusos
Anthony Lake afirmou que "os abusos geralmente ocorrem nas sombras, despercebidos, não declarados e, o pior, aceitos".
O chefe do Unicef disse que todos têm a responsabilidade de transformar o invisível em visível.
Segundo Lake, isso vai desde o governo ao criar e implementar leis que proíbam a violência contra crianças até o cidadão comum, que deve se recusar a manter o silêncio se forem testemunhas ou suspeitem de abusos.
Violência
O Unicef explicou que a violência contra os menores de idade acontece de várias formas, incluindo a violência doméstica, abusos sexuais e práticas rígidas de disciplina. Geralmente, ela ocorre em situações de guerras ou conflitos e pode causar danos físicos e psicológicos na criança.
Lake declarou que nenhuma sociedade pode ignorar a violência contra os menores.
Entre as formas de combate à violência estão o apoio aos pais, famílias e outros responsáveis pelo cuidado das crianças e campanhas educativas para mudar as atitudes e normas sociais que toleram a violência e discriminação.
Além disso, são necessárias também campanhas para ensinar as crianças a se protegerem da violência e fortalecer e aplicar políticas e leis que protejam os menores de idade.
O Unicef lançou a campanha #ENDViolence Against Children no início deste ano. A iniciativa pede que o público reconheça a existência do problema e encoraje o apoio e a participação de todos no combate a essa questão global.
O Dia Universal das Crianças marca a adoção da Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança, em 1989. 
Fonte: Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York. Blog parceiro cadastrado.
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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

MUDANÇA CLIMÁTICA AMEAÇA FUTURAS GERAÇÕES

Ban afirma que mudança climática ameaça gerações
Secretário-Geral fez a declaração na Conferência sobre o Clima, COP 19, na Polônia; ele citou a catástrofe nas Filipinas e disse que as pessoas enfrentam e temem os efeitos do aquecimento do planeta.
Ban Ki-moon na Conferência em Varsóvia. Foto: Pnuma
O Secretário-Geral da ONU Ban Ki-moon alertou que a mudança climática ameaça a geração atual e futura.
A declaração foi feita, esta terça-feira, em pronunciamento na Conferência sobre o tema, COP 19, que está sendo realizada em Varsóvia, Polônia.
Catástrofe
Ban disse que não é preciso olhar muito longe, a catástrofe nas Filipinas serve de exemplo. Segundo o chefe da ONU, "no mundo todo, as pessoas enfrentam e temem a ira do aquecimento do planeta."
Ele afirmou que a ciência é clara, as atividades humanas são a causa principal da mudança climática e não se pode culpar a natureza. Ban lembrou que as emissões dos gases que causam o efeito estufa continuam aumentando e as consequências são profundas.
Gelo
O Secretário-Geral disse que visitou a Islândia no início do ano, país onde as geleiras estão derretendo no ritmo mais rápido do mundo. Segundo ele, se uma ação urgente não for tomada, a Islândia pode se transformar, em breve, numa terra sem gelo.
Ban disse também que visitou a região de Sahel, na África, e que viu uma mistura perigosa de condições climáticas, incluindo uma seca extrema, que ameaça o desenvolvimento e a segurança da área.
Ele demonstrou profunda preocupação com as ações insuficientes dos países para limitar o aumento da temperatura global a menos de 2º C, comparado com o período pré-industrial.
Oportunidades e Progressos
Do lado positivo, Ban falou sobre oportunidades e progressos em várias frentes.
Ele citou iniciativas como a Coalizão para o Ar Limpo e o Clima, a Aliança Global para Fogões Limpos e a Energia Sustentável que estão ajudando a reduzir as emissões de carbono.
Ban explicou que governos e companhias privadas compreenderam que podem ter ganhos econômicos combatendo a mudança climática e a demanda global por energia renovável está aumentando rapidamente.
O Secretário-Geral afirmou que as Nações Unidas estão engajadas em vários setores para reduzir as emissões de carbono e trabalhando para um clima neutro.
Kyoto
Para isso, Ban pediu que os países, que ainda não o fizeram, que ratifiquem a segunda parte do Tratado de Kyoto, acordado na reunião de Doha.
Ele quer que os governos aumentem os financiamentos para o Fundo do Clima e pediu também a criação de uma agenda de ação para enfrentar os desafios do clima para formar a base do acordo de 2015.
Ban Ki-moon convidou todos os chefes de Estado e de governo para a Conferência Climática que acontecerá no ano que vem, na sede da ONU, em Nova York. A reunião vai começar em 23 de setembro, um dia antes da abertura da Assembleia Geral.
Fonte: ONU. Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.
Blog parceiro cadastrado

Foi manchete na revista Valor Econômico de hoje, 20/11: "Mudança climática ocorre a uma taxa alarmante, dizem ONGs".

A notícia reporta-se a sete diretores das mais importantes organizações não-governamentais do mundo em declaração conjunta, em Varsóvia, na Polônia, em comentário sobre a tragédia Filipina da semana passada, e referencia a acusação de vandalismo do governo russo aos ativistas do Greenpeace que foram presos há dois meses enquanto “faziam protestos pacíficos contra a destruição do Ártico”.


Leia com detalhes: http://www.valor.com.br/internacional/3345360/mudanca-climatica-ocorre-uma-taxa-alarmante-dizem-ongs


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domingo, 17 de novembro de 2013

QUE LOUCURA FOI ESSA?

Imagem: veja.abril

Final de semana gordo e rodovias congestionadas. Horas em filas de automóveis que seguiam vagarosamente ou paravam, sem possibilidade de escape. 
Carros com placas de Ribeirão Preto, São Joaquim da Barra, Araras, Leme, Limeira, São João da Boa Vista, Lins, Ibiúna, Cotia, Jaú, Americana, Franca, Americana, Araçatuba, Catanduva, Jaboticabal, Barretos, Jandira, Bragança Paulista, Rancharia, Campinas, Botucatu, Limeira, Rio Claro, Piedade, Sorocaba, São Roque, Bauru, São Carlos, Garça, Tietê, Jundiaí, entre as que anotamos (o que fazer para se distrair?), muitos deles em comboios, seguiram para a Baixada Santista.
Qual o motivo da febre? Qual a explicação para que cidades tão próximas de locais mais aprazíveis - litoral norte (Ubatuba, Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião ou mesmo Bertioga) ou sul (Peruíbe, Itanhaém, Ilha Comprida, Cananeia, Iguape) e Rio de Janeiro (Parati, Angra dos Reis, a capital fluminense) - do que Praia Grande tivessem esta última por destino? 
Como explicar que turistas de todo o Estado de São Paulo despendessem horas até a rodovia para se aventurar em um trajeto caótico com destino a um inferno poluído?
As vias que conduzem ao litoral paulista há muito esgotaram a possibilidade de bem atender aqueles que por elas trafegam. Existe projeto para a construção de nova rodovia, divulgado desde 1997 e engavetado pelo governo estadual. Se e quando se tornar realidade sua utilidade estará ultrapassada. 
O fato é que desde o quilômetro dezesseis da Imigrantes e até a segunda entrada para a Praia Grande o tráfego de veículos era um pesadelo. A partir daí, o caos ficou para trás.
Foram apenas três dias, que dispensamos, pois retornamos mais cedo, por precaução, enfrentando novo congestionamento, trechos com chuva e outros com neblina, à noite.
Não. Nosso destino era outro. Minha praia é outra. Limpa, calma e serena, a praia não guarda semelhança com a loucura da popularesca cidade. Que Deus assim a conserve.

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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

BOA NOITE, SÃO PAULO, BOM DIA, PRAIA!

Outro congestionamento recorde nas estradas de São Paulo. 
Depois da semana de trabalho, final de semana gordo e ensolarado. Praia, sol, mar, amigos e família. Andar na areia, colher conchas, molhar os pés, mergulhar. Ar puro, água limpa.
Boa noite, São Paulo; bem-vinda, praia minha!
Um ótimo final de semana, aos que optaram pela cidade, livre, aos que preferem o mar, o campo ou a montanha.



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VIVER EM CIDADE É VIVER CERCADO DE GRADES. SE NÃO É POSSÍVEL DISPENSÁ-LAS, ESCOLHA A SUA. FOTOGRAFIAS DE GRADES COLHIDAS AO LONGO DO CAMINHO

Gostaria de viver em um mundo sem muros, grades ou cercas. 
Não é possível.
Colho, então, imagens das grades das casas e prédios, que encontro ao longo do caminho. 
Se não podemos viver livres das grades é possível, ao menos, escolher a que proteja nossa prisão - ou casa.
























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ACREDITA NO MELHOR. DÊ O SEU MELHOR. E TENHA PACIÊNCIA.


"O seu maior amigo é você mesmo; o seu pior inimigo é você mesmo.": uma das frases de meu pai.
Sempre haverá "espíritos de porco". São apenas obstáculos a contornar. Eles existem para testá-lo e fazê-lo crescer. As trevas temem a luz.
Esteja em paz com você mesmo, dê seu melhor, a cada dia, sorria para a vida.
Veja o sol e seus raios que chegam a você, filtrados pela janela, pelas nuvens, pelas árvores.
Você é seu centro, a irradiar energia. 
"Acredita no melhor... tenha um objetivo para o melhor, nunca fique satisfeito com menos que o teu melhor, dá o teu melhor, e no longo prazo as coisas correrão pelo melhor." Henry Ford
As plantas, para crescer e dar frutos, precisam de rega, alimento e sol. Também de tempo.
O tempo e a paciência, aliados a uma atitude positiva, sempre resultarão em bons frutos. 
É preciso perseverar.

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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Não seria a hora de se repensar a roda dos expostos (ou roda dos enjeitados)?

"Recém-nascido é deixado em terreno baldio" é título de notícia veiculada pelo Estadão de 07/11/2013, sobre mais um abandono de bebê. Uma mulher encontrou um recém-nascido abandonado em um terreno baldio, em Mogi Guaçu, interior de São Paulo, em um saco de lixo. O menino, que ainda possuía o cordão umbilical, foi encaminhado pela guarda metropolitana para a Santa Casa de Mogi Guaçu. Ele pesa 2,650 quilos, está em uma incubadora e passa bem. Acionado o Conselho Tutelar, nenhum parente foi localizado. A Polícia Civil investigará quem é a mãe.

Não seria a hora de se repensar a roda dos expostos?

Notícias como a publicada pelo jornal são comuns, de tal forma que o abandono de recém-nascidos não chega a sensibilizar os leitores.

No Brasil, seguindo costume implantado na Europa, tivemos instaladas rodas dos expostos - um cilindro de madeira dividido ao meio no qual, anonimamente, crianças eram depositadas - desde o século XVIII. Enquanto durou o uso, o mecanismo foi a melhor solução para que bebês enjeitados - seja pelas regras morais, seja pela pobreza - tivessem acolhimento rápido e diminuíssem as taxas de mortalidade.

Fomos o último país a abolir a roda dos enjeitados, em 1950. Será que não seria a roda, hoje, um caminho mais digno às crianças abandonadas?

À falta de condições para cuidar do bebê somamos a dependência das drogas. O site uol (http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/09/22/bebes-abandonados-por-adolescentes-viciadas-em-crack-preocupa-autoridades-do-rio.htm) divulgou recentemente matéria sobre recém-nascidos, filhos de mães dependentes de crack e abandonados no Estado do Rio de Janeiro. Segundo a notícia, somente a 1ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso do Rio de Janeiro recebe, mensalmente, pelo menos 80 pedidos de audiência para medida protetiva de abrigamento a recém-nascidos. 

Pensa-se em maneiras de atrair as mães drogadas - e muitas vezes adolescentes - para que façam acompanhamento pré-natal, dado que as crianças nascem, em geral, com problemas irremediáveis.

Não adianta fechar os olhos. Basta visitar um abrigo de menores abandonados: os pais de tais crianças e adolescentes perderam o poder familiar e pencas de irmãos que quase invariavelmente apresentam algum problema de cognição aguardam, indefinitivamente, que alguém se interesse pela adoção.

As leis não ajudam. Impõem que o adotante leve toda a prole ou nada. O processo de adoção é demorado e dramático. Muitos juízes, entretanto, colocam-se a favor do Direito - e do adotado - permitindo que irmãos sejam separados (e alguns deles, ao menos, sejam adotados).


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terça-feira, 12 de novembro de 2013

GASTRONOMIA E LITERATURA. O LIVRO DO SAL. ROMANCE E SEGREDOS DE FINA CULINÁRIA.

O Livro do Sal, de Monique Truong, retrata a vida a partir da visão de um cozinheiro vietnamita, Bihn, que mora com Gertrude Stein e Alice B. Toklas - ícones de seu tempo -, em Paris.
A relação de Gertrude com a comida era formidável. Em um de seus manuscritos, a escritora confessa: "Amo comer, livros e comida, comida e livros. Desde que eu era pequena, sempre gostei de me sentir entupida de tanto comer". Ela e sua mulher, Alice B. Toklas, com quem viveu por 40 anos, eram conhecidas pelos jantares que ofereciam. Em 1933, Gertrude recebeu um convite para fazer conferências pelos Estados Unidos. A oportunidade era ótima, mas ela titubeou. Não tinha boa impressão da comida americana, e passar fome era um preço alto demais, mesmo por motivo nobre. Ela pediu para mandarem o cardápio do hotel em que se hospedaria. Apenas depois de analisá-lo - e aprová-lo - decidiu partir (Revista Época, 4 de novembro de 2013).
Original, agradável e bem escrito, o romance pode ser lido em uma noite - ou um final de semana.
Prepare-se! É delicioso!

Selecionei algumas passagens ligadas à culinária, que a seguir reproduzo. A despeito da matéria aqui direcionada, o livro vale pelo todo: sua redação é inteligente, tem estilo e é dinâmica; além das experiências de um chefe de cozinha excepcional, relata histórias humanas, em uma delicada narrativa.
De todo modo, não se engane. Não é porque separei alguns trechos que o livro é uma maçante e infindável aula. Ao contrário: deixei o melhor para o leitor. Afinal, é um romance, não uma obra dedicada à arte culinária.

Gênios e seus problemas
Na introdução, uma citação de Alice B. Toklas: "Com certeza tivemos sorte em encontrar bons cozinheiros, embora eles tivessem suas fraquezas em outros aspectos. Gertrude Stein gostava de lembrar-me que, se não tivessem essas falhas, eles não estariam trabalhando para nós".

Guisado de frango
"Poularde: galinha gorda; poulette: franga nova. (N. da T.) Guisado de frango partido em pequenos pedaços, cozido e servido em espesso molho branco feito do próprio caldo do cozimento." (p.31)

Bolo de carne
"Bolo de carne. Com essência de laranja e regado a vinho branco" (p.41).

Abacaxis - prato principal e sobremesa
"Naquela tarde eu queria perguntar à senhorita Toklas se o orçamento doméstico permitiria a compra de dois abacaxis para um jantar em que as Mesdames teriam dois convidados. Queria explicar a ela que cortaria o primeiro abacaxi em rodelas da espessura de uma folha de papel, passando-as na manteiga com cebolinha e pedaços de carne; que o açúcar do abacaxi seria caramelizado durante o cozimento, emprestando um toque defumado inebriante; que esse prato é uma versão refinada do prato predileto de minha mãe. Queria dizer a ela que cortaria o segundo abacaxi em pedaços pequenos, os deixaria de molho no kirsch, formando assim uma camada suculenta onde se acrescentariam colheradas de sorbet de tangerina; que enfeitaria as beiradas com um filete de creme sem açúcar, uma fileira de rosetas cor de marfim. E, como sou vaidoso e nada mais quero senão ouvir os elogios que consigo suscitar, queria explicar-lhe que espalharia por cima pétalas de violetas cristalizadas (1), com os cristais do açúcar cintilando." (p.49)
(1) pétalas de flores, como rosas e violetas, fazem parte da culinária internacional

Ovos nevados
"Sessenta e dois convidados eram esperados naquela noite para o jantar de aniversário de Madame. Cento e vinte e quatro ilhas de merengue em formato de turbantes, decoradas com finas linhas de açúcar caramelado seriam colocadas de duas em duas em tigelas de cristal cheias até as bordas com creme zabaione gelado. Anh Minh dizia que este prato provava que o velho Chaboux estava à altura do seu chapéu de chef. Seu substituto, chef Blériot, devia concordar poi essa era a única receita do regime anterior que continuava sem nenhuma alteração. Embora, dizia Anh Minh, não fosse nada ortodoxa, um desvio claro da receita clássica de oeufs à la neige. Anh Minh traduziu para mim , "ovos nevados", como se fosse a primeira linha de um poema." (p.63)

Molho zabaione ou creme inglês
"'Molho zabaione em vez de crème anglaise!' Anh Minh repetia a solução dramática do chef agora demitido. Todos os anos Minh o Subchefe informava, recontando os ingredientes enquanto guardava em seguedo suas exatas proporções, que os preparativos haviam começado e durariam a noite toda. "Bata as gemas dos ovos com açúcar e vinho branco seco, mantendo a chama o mais baixo possível", em pé numa cozinha improvisada iluminada pelas estrelas e a luz clara da luz, explicava-me mais uma vez a receita, sabendo que esta seria sua última aula, lamentando que no final ela significasse tão pouco." (p.65)

Doce e salgado
"Eu sei que as laranjas são mais cobiçadas", diz. "Podem ser comidas sozinhas. O doce é bom por si só. O amargo requer sal e pimenta e eu não tenho nada disso sobrando." (p.95)

Pato assado
"Vinte e quatro figos maduros, com a pele se abrindo. Uma garrafa de vinho do porto. Um pato. Doze horas.  (p. 97) Doze horas serão suficientes para uma longa e produtiva junção. Até lá, os figos estarão encharcados de vinho e o vinho brilhando como o mel que brota da fruta. O porto estará então ponto para ser derramado sobre o pato, que deverá ficar numa tigela de barro, cujo interior tenha sido escurecido pelos anos de uso ininterrupto, de preferência assando apenas patos em vinho do Porto. Tal recipiente, pelo que sei, não deve ser lavado com sabão. Apenas água. Os resíduos devem ser retirados mas não os sabores, entranhados que estão pelo calor e pelo hábito. O pato é então colocado no forno quente durante uma hora e regado, aproximadamente de dez em dez minutos, com colheradas de vinho do Porto que vão se encorpando com a gordura derretida e os açúcares concentrados. Antes que o vinho se reduza a nada, adicionam-se os figos, e caldo apenas suficiente para evaporar e umedecer o calor no final do cozimento.
Arroz, coberto com uma demão de manteiga, polvilhado com sálvia, verde-prata, será um belo acompanhamento." (p. 100/101)

Arroz embrulhado em folhas de bananeira
"Dos seis aos doze anos, os assuntos do meu cotidiano eram folha de bananeira, arroz cru grudento, bananas maduras demais que ninguém comprava e as histórias da minha mãe. As folhas, Má ensinou-me a cortar na largura, em três pedaços. Depois as mergulhávamos na água para que ficassem maleáveis. Tinham de absorver o máximo de água que suas veias pudessem aguentar. Precisariam da água mais tarde, quando o calor sobreviesse impiedoso e cheio de fúria. (...) Sua mão direita mergulha numa bacia de água, sacudindo de dentro uma folha verde perfumada. A mão esquerda desliza sobre uma tigela grande, onde o arroz cru passou a noite, sob um cobertor de água fria. Ela agarra um punhado de grãos, separando lentamente os dedos, e deixa que a água leitosa escorra e pingue. Coloca o que resta em sua mão no meio da folha. Eu adiciono fatias grossas de banana, cortadas ao comprido para aumentar a superfície que foi dividida e exposta, e de onde seus doces sucos começarão a fluir. (...) e eu o amarro com uma tira de capim comprida e fibrosa. O vapor fará o resto." (p. 103)

Haricots verts sautée. Camarões, manteiga e agrião
"Haricots verts sautée (bagos finos de feijão verde fritos em gordura quente) com alho e gengibre em um deles e agrião murcho por um rápido aquecimento no outro (...) - Cogumelos - repeti. Um acréscimo inesperado, pensei. Enriquecidos pelo mofo da decomposição florestal, esses cogumelos estavam escondidos sob os haricots verts até que seu aroma os denunciou e começamos a procurá-los com as pontas dos garfos. - Manteiga? - Sim - concordou ele. Camarões com sal e pimenta rematados com uma fina camada de manteiga quase queimada! Que maravilha! Pensei, não em voz alta, é claro, com a boca completamente cheia. Quando a manteiga derretida ficava de uma cor um pouco acima do dourado, adquiria, inexplicavelmente, como Anh Minh me ensinara, o sabor de nozes assadas em chama de lenha. Uma lição que, agora, eu estava feliz de reaprender. - Agrião? - Ele parou no meio de uma mordida e me fitou. Espantado, pensei. Minhas perguntas anteriores - que mais pareciam pedidos de confirmação - podem ter sido apenas formuladas, mas indicavam  um  paladar que passara algum  tempo em uma cozinha profissional. Essa pergunta, contudo, poderia ter sido feita por um simples ajudante de cozinha. O agrião é inconfundível, deixa um sabor amargo na boca, frio no corpo, uma verdura que qualquer vietnamita pode identificar de olhos fechados. Conheço bem esse prato. Não era essa a questão. A receita, aparentemente simples, exige que o óleo seja aquecido até sair fumaça e temperado com nada além de uma generosa pitada de sal e uma piscadela de olho. Qualquer outro contato com o calor transforma os talos de agrião em cordas que se prendem no céu da boca impedindo a deglutição." (p. 121/123)

Flores de sal
"Flores de sal - traduziu ele - Pense num poema. Numa "flor" como a primeira coisa a brotar com o calor do sol." (p. 123)

A melhor omelete
"- Ela quer uma omelete - diz senhorita Toklas, ocupada com pratos, pratas e bandejas. Seis ovos batidos com uma pitada generosa de sal até que a mistura esteja inflada de ar, até que a cor clareie e alcance aquele vago amarelo do centro da camomila. Duas colheres de sopa bem cheias de manteiga, a primeira derretida até chiar na frigideira, a harmonia da expectativa. A segunda é colocada sob a camada porosa que se formou em menos de um minuto, se o calor estiver na temperatura exata. Um prato simples que revela o mestre e expõe o novato. Minhas omeletes são bem vistas e tidas em alta estima por todos os que já as provaram. Como crianças, ingênuos e cheios de assombro, sempre preguntam: - Qual é o seu segredo?" (p. 191)

Noz moscada
"Noz-moscada! - minto. Uma revelação importante, pensam sempre. Acreditam em um ingrediente "secreto", um bálsamo para o seu orgulho gaulês, um elixir mágico que qualquer um possa empregar para repetir o meu sucesso. Sua presença rebaixa a minha habilidade, desvaloriza o meu trabalho. Sua própria existência me ameaça. Madame, se acrescentarmos uma pitada de noz-moscada recém-ralada aos ovos batidos, teremos uma omelete com gosto de sabonete e o odor de certos insetos que quando esmagados emitem um cheiro peculiar para advertir os outros. A noz-moscada é uma vilã quando não é misturada ao açúcar e ao creme. Usada sozinha numa omelete, não vai lhe matar, Madame, mas certamente irá lhe engasgar. Se existe um segredo, Madame, é este: repetição e rotina. Sujeição e subserviência. A seu dispor." (p. 192)

No oriente, branco é a cor do luto
"- Por que não deixar tudo branco? (...) - Branco é cor de luto - disse ela." (p. 204) 
Por que a observação? O que tem a ver com o tema? 
Nada, absolutamente. E tudo: não é um comentário sobre culinária, mas é deveras interessante. Para quem não sabia, vale a informação. 

Um inesperado toque de ironia na voz familiar de um amante

"Chocolate com Pimenta" não inovou. A combinação doce-picante já era utilizada, sutilmente, há muito tempo. Aqui, Bihn brinda os leitores com o toque da pimenta no sorvete de baunilha. É preciso ter o paladar muito apurado para identificar a marca deixada pelos grãos.
"Mais tarde, naquela noite, GertrudeStein descreveu suas atitudes para a senhorita Toklas, por cima de um prato do meu melhor sorvete de Cingapura. Ambas sentiam o gosto da baunilha com gengibre cristalizado, mas somente a senhorita Toklas pôde perceber que havia algo mais profundo, algo que emergia como a sensação de uma renda estendida sobre a língua. Grãos de pimenta, senhorita Toklas. Guarde o leite da manhã até à noite com dez grãos de pimenta mal amassados. Coe e proceda como de costume. A "mordida" que os grãos de pimenta deixam no leite farão com que a pessoa que o experimenta se aperceba, examine novamente a doçura desse prato. Pense nele como um inesperado toque de ironia na voz familiar de um amante." (p. 231)

Saladas: antes ou depois do prato principal?

Porque há divergências culturais e motivos para servi-las no início, durante e ao final das refeições, reservo uma postagem exclusiva para o assunto em 


Gaspacho
Nas páginas 261 e 262 há detalhes sobre o gaspacho de Málaga e o de Segóvia (lista de ingredientes, quantidade e não essencialidade do sal). Reservo aos leitores o prazer da descoberta.

Boa leitura, bom apetite!

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Maria da Glória Perez Delgado Sanches
Membro Correspondente da ACLAC – Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências de Arraial do Cabo, RJ.








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